Há alguns alimentos que são mais saudáveis que outros. Há também alguns alimentos que são mais propensos a desencadearem problemas alérgicos ou de saúde que outros. Por isso, há alguns alimentos que devem ser evitados entre as crianças, ao menos entre as crianças menores.

Veja neste artigo uma pequena lista de 10 alimentos que você não deve oferecer aos pequenos. Boa leitura!

Doces à base de açúcar

Balas de goma coloridas são alimentos não saudáveis que devem ser evitados

Balas de goma coloridas – Foto: Freepik

Balas de goma, rebuçados, chupas-chupas, caramelos e quaisquer doces produzidos com base no açúcar são alimentos sem nenhum teor saudável. Ou seja, não há nenhuma boa razão para esses alimentos serem oferecidos aos pequenos. Isso porque além da ausência de aspectos positivos, eles ainda contam com uma série de problemáticas que podem interferir seriamente na saúde da criança.

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A curto prazo, estes alimentos podem provocar obesidade e cáries dentárias. Aliás, você sabia que a obesidade é considerada hoje um dos principais problemas de saúde no Brasil, incluindo bebes e crianças pequenas?

No entanto, os problemas não param por aí. Se estes alimentos seguirem sendo ingeridos, a longo prazo estes doces podem desencadear quadros de saúde bastante graves. Por exemplo, o consumo regular deste tipo de cardápio está associado com o desenvolvimento de diabetes no vida adulta, de acordo com os especialistas do assunto.

Marisco

Obviamente, o marisco não é um alimento tão problemático quanto os doces feitos com base no açúcar. Então, por que ele está nesta lista?

Bem, o consumo do marisco deve ser evitado pelas crianças pequenas por dois motivos principais. Conheça-os:

  1. O marisco apresenta um elevado risco de reações alérgicas. Por isso, crianças pequenas devem evitar seu consumo para não correrem risco de reações severas que podem as afetar significativamente
  2. O marisco também é muito sensível a poluição das águas. Ou seja, ele pode transmitir toxinas muito perigosas para aqueles que o consomem

Por isso, mesmo não possuindo nutricionalmente tantos problemas quanto os açúcares, o ideal é esperar seu filho crescer um pouco antes de o oferecer um pouco de marisco, ok?

Mel

Mel em frasco de vidro alimentos para não dar a crianças

Mel em frasco de vidro – Foto: Freepik

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O mel é uma forma mais saudável de adoçar os alimentos, quando comparado aos açúcares industrializados. Sim, isso é verdade. No entanto, ele também não está entre os alimentos liberados para crianças pequenas.

Na verdade, é importante que as crianças pequenas não sejam apresentadas ao mel. Alguns nutricionistas dizem que a criança deve ficar longe do mel no primeiro ano de vida. Entretanto, outros especialistas dizem que a criança precisa esperar até seus 3 anos para provar esse alimento. Inclusive, alguns profissionais mais conservadores afirmam que nenhuma criança com menos de 5 anos deveria ser exposta ao mel.

A verdade é que este é um tema que gera polemica justamente pelo alimento em questão não ser tão prejudicial quanto alguns outros, mas mesmo assim ter potencial de afetar a saúde do pequeno.

O mel deve ficar longe do cardápio infantil porque é comum que ele contenha esporos de uma bactéria que provoca botulismo (Clostridium Botulinum). Por isso, o consumo do mel pode gerar problemas graves de saúde, em especial nas crianças menores.

Os especialistas concordam que o mel é um alimento que precisa ser servido aos pequenos com medida e cautela, e preferencialmente com extremo cuidado em relação a origem do mesmo.

Salgadinhos industrializados

O maior problema dos salgadinhos processados industrialmente é o excesso de sal na sua composição. Inclusive, este é um problema compartilhado entre os salgadinhos e as batatas fritas de pacote. Por isso, evite estas batatas pré-prontas também, ok?

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Ainda na infância, o excesso do sal destes alimentos pode acarretar aumento na pressão arterial da criança e sobrecarga dos rins. Ou seja, a criança pode sofrer com quadros sérios de saúde ainda na infância, além de poder vir a desenvolver outros problemas posteriormente.

Além do excesso de sal, estes alimentos também possuem conservantes fortíssimos que podem ser altamente perigosos para a saúde infantil. Os especialistas afirmam que ninguém deveria consumir estes alimentos tão industrializados, mas não exitam em ressaltar que as crianças são mais afetadas pelo consumo, porque seu organismo ainda é frágil e está se desenvolvendo.

Oleaginosas

Nozes em cima de mesa de madeira alimentos para não dar a crianças

Nozes em cima de mesa de madeira – Foto: Freepik

Castanhas, amendoins, nozes e avelãs são alguns exemplos de oleaginosas.

A proibição do consumo destes alimentos por parte das crianças gera muitas dúvidas entre algumas famílias. Isso porque as oleaginosas possuem alto teor nutricional e está sempre presente nas recomendações e nas receitas adultas orientadas por nutricionistas.

No entanto, vale lembrarmos que nem tudo que é saudável e faz bem para adultos pode ser igualmente oferecidos para crianças, não é?

As oleaginosas são tão comumente inseridas em recomendações nutricionais adultas porque elas possuem elevada quantidade de gordura considerada “saudável”. Ou seja, quando o adulto come uma delas, ele está ingerindo no corpo a gordura necessária para seu organismo sem precisar recorrer a fontes problemáticas de gorduras.

No entanto, é justamente este teor de gordura que deve ser evitado entre as crianças. A criança não precisa de tanta gordura quanto o adulto. Além disso, as oleaginosas também tem um fungo (aflatoxina) que pode causar danos no fígado infantil.

Além de tudo isso, estes alimentos acarretam um risco bastante elevado de causar engasgamentos nas crianças pequenas. Por isso, a recomendação geral costuma ser evitar o consumo destes alimentos até que a criança tenha entre 3 e 5 anos de idade.

Peixe com espinhas

O peixe está entre os alimentos mais importantes que a criança pode ter acesso. Isso porque esta é uma carne mais saudável e, portanto, é fundamental permitir que a criança a conheça desde cedo.

Diversos estudos demonstram que os alimentos oferecidos na primeira infância da criança são preponderantes na definição do “estilo de alimentação” que cada criança desenvolverá ao longo da vida.

Todavia, é importante lembrar que os adultos precisam retirar todas as espinhas do peixe quando o mesmo será consumido por uma criança. Sim, essa pode ser uma tarefa árdua, mas é fundamental. Isso porque o risco de engasgo e de ferimentos na gargante é altíssimo quando falamos de crianças.

Por isso, boa ser uma boa ideia optar por peixes com espinhas grandes ou pela compra de filés já limpos.

Refrigerantes

Quatro copos de refrigerantes coloridos com gelo em fundo branco

Quatro copos de refrigerantes coloridos com gelo em fundo branco – Foto: Freepik

Os refrigerantes estão entre as piores opções desta lista de alimentos para não dar ao seu filho. Junto com os açúcares, os embutidos e os salgadinhos industrializados, os refrigerantes são alimentos que poderiam ser totalmente dispensados da rotina alimentar das crianças.

Aliás, as crianças, os adolescentes e os adultos poderiam evitar o consumo de refrigerantes: ninguém precisa deste tipo de produto para se alimentar.

As doses de açúcar presentes na composição dos refrigerantes são assustadoras. Diversos estudos demonstram que elas podem provocar uma série de problemas de saúde a curto prazo ainda, como obesidade e cáries dentárias, por exemplo. Além disso, é importante que beber água seja um hábito incentivado no dia a dia desde cedo.

É fundamental que a água seja apresentada e incentivada desde pequeno porque, infelizmente, são muitos os adultos que praticamente não bebem água: bebem refrigerantes, sucos, cafés, mas não lembram da água.

Salsichas e outros embutidos

Salsichas e embutidos são alimentos processados industrialmente. Eles são fabricados com base em carnes com muitas gorduras e com muito, mas muito conservante.

Além de não possuir valor nutricional, estes alimentos também podem acarretar uma série de problemas de saúde ainda no curto prazo. Alguns dos problemas mais recorrentemente citados pelos especialistas costumam ser obesidade, pressão arterial elevada e entupimento de veias devido ao alto teor de gordura no organismo.

Além das salsichas, alguns outros embutidos populares no Brasil são, por exemplo:

  • Frios de carne, como mortadela, presunto, salame e peito de frango/peru
  • Linguiça
  • Salsichão
  • Carne enlatada
  • Carne seca

Alimentos com cafeína

Copo de café na mesa

Xícara com café na mesa – Foto: Freepik

Cafés e outros alimentos com cafeína não devem ser dados para crianças sob nenhuma hipótese. Isso porque a cafeína é um composto químico que ataca o sistema nervoso central. O consumo de alimentos com cafeína pode provocar uma série de danos ao organismo das pessoas, e com as crianças o cenário é ainda mais sério.

Em adultos, é comum que a cafeína e alimentos com cafeína afetem o aparelho digestivo. Isso pode significar o aumento na produção do suco gástrico. No entanto, entre as crianças esse é apenas um detalhe entre tantos outros problemas que estes alimentos cafeinados podem causar.

Além dos problemas no sistema digestivo, o consumo de alimentos com cafeína também pode gerar:

Pizza congelada

Aqui vale destacar que existe uma grande diferença nos efeitos do consumo de 3 tipos diferentes de pizzas: a pizza congelada de mercado (aquela pré-pronta, sabe?), a pizza consumida em uma pizzaria ou restaurante e a pizza caseira.

As pizzas congeladas, também conhecidas como pré-prontas, possuem um alto teor de gordura. A recomendação é que crianças até 4 anos não consumam este tipo de alimento. Depois desta idade, quanto mais tarde a criança for apresentada as pizzas congeladas, melhor.

As pizzas de pizzarias e de restaurantes também não são muito indicadas, apesar de serem muito menos perigosas que a opção congelada. De modo geral, o problema está na quantia de gorduras utilizadas nas receitas dos restaurantes. Infelizmente, é relativamente comum sabermos de pizzarias que “encharcam” a pizza na gordura. Obviamente, se a família optar por sabores mais saudáveis este problema é bastante atenuado.

Para se ter uma alternativa ao problema, os especialistas sugerem que as famílias vão a cozinha e preparem caseiramente suas próprias pizzas. Além de ser uma receita relativamente simples de ser feita, os alimentos produzidos em casa são muito mais saudáveis.

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