Descubra a verdade sobre 7 mitos do diabetes (e cuide da sua família)

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Há alguns anos, o diabetes era visto como “doença de idoso”. Contudo, atualmente, nossos hábitos diários mudaram, em função do ritmo acelerado das grandes cidades e da tecnologia. Ao mesmo tempo em que ficamos mais sedentários, começamos a comer mais alimentos processados e açucarados. E um dos resultados que já notamos foi o aparecimento de muitos novos casos de diabetes tipo 2 na infância.

Contudo, apesar do maior número de diabéticos, muitos mitos ainda envolvem a doença. E, para que você entenda melhor a condição, nesse post trago 7 famosos mitos do diabetes e a verdade sobre essas afirmações. Especialmente neste mês de novembro, o mês mundial do diabetes, ações de conscientização para prevenção e tratamento são intensificadas – o momento ideal para nos informarmos melhor! Vem ver:

Imagem: 123RF

– Se você come muito doce vai ter diabetes: se você ou o seu filho forem “formiguinhas”, é possível que já tenham ouvido essa frase. Contudo, o desenvolvimento do diabetes não está associado exclusivamente à alta ingestão de açúcar. Para ter a condição, é necessário que a pessoa apresente outros fatores considerados de risco, como pré-disposição genética à doença (que pode ser descoberta por exame de sangue específico), histórico familiar, obesidade e sedentarismo.

– Só obesos podem ter diabetes: embora a obesidade e o sobrepeso sejam fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes, como citei no tópico anterior, essas condições, sozinhas, não significam que necessariamente a pessoa vá desenvolver diabetes. Aqueles que são magros também podem ser diabéticos – o que determina o aparecimento da doença é uma série de fatores, como vimos anteriormente, e o sobrepeso é só um deles (e não necessariamente determinante).

– Existe cura para o diabetes: na verdade não. Diversas pesquisas têm sido realizadas para encontrar a cura da doença, porém ainda não há nada comprovado. Atualmente, é possível que pessoas com diabetes, se tratadas adequadamente, tenham uma ótima qualidade de vida – e as terapias vêm avançando muito para isso. Mas, infelizmente, a cura não foi descoberta até hoje.

Veja também: Diabetes gestacional: o que é, como tratar e (melhor ainda) prevenir

– É fácil identificar se uma pessoa tem diabetes: na verdade não é. Nesse post eu mostrei alguns sintomas comuns do diabetes tipo 2 na infância, como cansaço, dores nas pernas, fome excessiva, perda de peso, além de histórico familiar (parentes diabéticos), obesidade e sedentarismo. Porém, não necessariamente a criança apresentará todos esses sintomas. O fato é que a manifestação da doença varia muito de pessoa para pessoa, por isso, ao desconfiar, consulte um médico para fazer os exames necessários e identificar possíveis riscos.

– Diabéticos podem consumir frutas à vontade: apesar de as frutas serem saudáveis e uma melhor opção aos doces industrializados, não é para todo mundo que tem diabetes que as elas estão totalmente liberadas, não. As frutas também contêm carboidratos e açúcares (a frutose, que é convertida em glicose no nosso organismo para ser absorvida, como acontece com os outros açúcares – e como o diabético tem falta de insulina, não consegue reduzir a quantidade de glicose no sangue sozinho). Por isso, seu consumo deve ser orientado pelo médico, para não exceder o limite que o corpo aguenta.

– Diabéticos não podem comer pães e outras massas: a proibição do consumo desses alimentos não é uma regra aos diabéticos mas, para alguns pacientes, pode ser que o médico prescreva. De maneira geral, a indicação é o controle da ingestão desses alimentos, pois eles contêm muitos carboidratos (e quem tem a doença, ou tem pré-disposição, precisa controlar o peso). Quando as massas estão liberadas, prefira as integrais, que não causam uma alta tão elevada na glicemia como as convencionais.

– Diabéticos têm mais gripes: cientificamente, não há relação entre o diabetes e uma maior frequência de gripes no paciente. Contudo, geralmente os médicos indicam aos diabéticos que se vacinem anualmente contra a gripe, não porque eles corram mais risco de ficar doentes, e sim porque a gripe pode complicar o controle do diabetes, comprometendo o tratamento.


 



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