O ultrassom morfológico permite avaliar se o seu bebê está se desenvolvendo dentro dos parâmetros adequados . Nele, se analisa a anatomia e a biometria dos órgãos do seu bebê.

Para que você entenda o que ocorre em um ultrassom morfológico, a seguir eu conto tudo o que você precisa saber sobre o assunto. E se tiver dúvidas, escreve para o blog, combinado?

Guia do ultrassom morfológico

médico realizando ultrassom

médico realizando ultrassom. Foto: freepik

Durante o pré-natal, a mulher deve fazer, no mínimo, quatro ultrassons, sendo dois normais e dois morfológicos. A palavra morfologia que dizer “estudo da estrutura”. Isso é exatamente o que o ultrassom morfológico faz: analisa, de uma maneira bem detalhada, a estrutura do bebê.

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1 – O que esse exame detecta exatamente?

Através do ultrassom morfológico verifica-se a existência de anomalias na formação do feto, analisando sua estrutura interna e externa.

Assim, é possível identificar más-formações como a hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro). Também, complicações cardíacas, alterações no sistema nervoso central, entre outros problemas relacionados ao desenvolvimento e à formação dos órgãos do bebê.

Além disso, o ultrassom morfológico também detecta síndromes associadas a alterações genéticas e cromossômicas, como a Síndrome de Down.

2 – Quando é preciso realizar o ultrassom morfológico?

ultrassom

ultrassom – Foto: Freepik

Entre 11 e 14 semanas, a mulher deve realizar o primeiro exame, chamado pelos médicos de “morfológico do primeiro trimestre”. A segunda ultrassom morfológica deve ser feito entre 20 e 24 semanas e por isso é chamado de “morfológico do segundo trimestre”.

3 – O que é verificado em cada exame?

No ultrassom morfológico do primeiro trimestre, o médico analisa a anatomia do feto e faz a translucência nucal (chamada de “medida da nuca do bebê”) para verificar o risco de doença genética.

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Acontece que os bebês que possuem anomalias em genes e cromossomos apresentam um acúmulo de líquido em uma dobrinha da nuca – e é justamente esse excesso de líquido que a translucência nucal mede.

Enfermeira conduzindo exame de ultrassom em mulher grávida. Foto: Freepik

Os resultados são inseridos em um software que calcula a porcentagem de risco de doenças genéticas fazendo uma associação como outros dados como a idade da mãe, que é o maior fator de risco.

Em complementação a esse primeiro ultrassom morfológico, a mãe deve fazer um exame de sangue. Isso porque através da dosagem dos hormônios PAPP-A (proteína plasmática A) e Beta- HCG livre (o responsável pelo “positivo” no teste de gravidez ) dá para calcular a probabilidade de doença genética com mais precisão.

No ultrassom morfológico do segundo trimestre, é feita uma avaliação mais detalhada ainda da formação do bebê. 80% das más-formações, como doenças renais, cardiovasculares e até lábio leporino conseguem ser identificadas neste exame.

Ultrassom

Ultrassom – Foto: Freepik

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O médico também checa se está tudo ok com a placenta (principalmente se o alimento está passando direitinho da mãe para o bebê), e também se o líquido amniótico está em boas condições. Para isso, utiliza-se um recurso chamado Doppler, que mede o fluxo sanguíneo nos vasos do bebê.

Entre a 26ª e 30ª semana é feita uma complementação transvaginal deste último ultrassom para medir o comprimento do colo do útero e assim calcular o risco de parto prematuro.

4 – Quanto tempo demora para fazer o ultrassom morfológico?

O ultrassom morfológico é um pouco mais demorado que o ultrassom simples: dura de 40 a 60 minutos enquanto os  normais duram no máximo meia hora.

5 – Dá para confiar 100% nos resultados?

Não. A porcentagem de acerto do primeiro ultrassom morfológico é de 70% e do segundo, de 90%. Não é raro que mães fiquem arrasadas ao receberem um diagnóstico que mais tarde não se confirmará. Por isso, se as notícias não forem boas, respire fundo e mantenha-se calma porque não é uma resposta definitiva.

Mulher em ultrassom com ginecologista

Mulher em ultrassom com ginecologista – Foto: Freepik

Há muitos fatores que influenciam no que o exame será capaz de detectar. Por exemplo: a quantidade de líquido amniótico, a posição do bebê, o tempo de gestação e até as condições do próprio aparelho ultrassom.

É importante lembrar que, embora o ultrassom morfológico seja, sim, um exame muito importante, ele não é a única providência necessária durante a gestação. Ter assistência durante todo o pré-natal por um obstetra que possa realizar um acompanhamento personalizado é essencial para o bem-estar da mãe e do bebê.

Por isso, mantenha suas consultas em dia e, se possível, sempre vá ao médico acompanhada de uma pessoa de sua confiança, que lhe deixe segura e possa dividir com você as alegrias de saber as últimas novidades sobre o seu bebê!

6 – Você precisa de preparação?

O ultrassom morfológico não inclui nenhum padrão de preparação específico. No entanto, o consentimento informado do paciente é necessário antes do exame. Geralmente, você não precisa jejuar ou beber antes do exame, como é necessário para uma ultrassonografia pélvica.

7 – Existem contraindicações?

A ultrassonografia morfológica não é um teste doloroso para a futura mãe e não tem efeito prejudicial para o feto, mesmo a longo prazo. Por esse motivo, o exame é considerado livre de riscos.

Outros exames relacionados à morfologia

Gestante fazendo exame de ultrassom. Foto: Freepik

Em alguns casos, a ultrassonografia morfológica é associada a outros exames que visam avaliar a saúde da mãe e do filho. Isso inclui eco cardiografia fetal e estudos Doppler materno e fetal. Este último examina a passagem do sangue entre a criança e a placenta através do cordão umbilical para detecção precoce do risco de gestose ou retardo do crescimento fetal.

Além disso, para mulheres com risco aumentado de parto prematuro (gestações múltiplas, pacientes com anomalias uterinas ou cirurgia anterior do colo do útero), a ultrassonografia transvaginal pode ser realizada para medir o comprimento do colo do útero.