Dor de cabeça na gravidez: o que está por trás do incômodo

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A gestação é repleta de sensações extremamente boas, que só quem já teve um filho sabe que ficarão marcadas para sempre na memória. Mas é incontestável que, junto com esses doces momentos, alguns incômodos aparecem. É o caso, por exemplo, das varizes, dos inchaços e dos enjoos. Apesar de serem esses os desconfortos mais comuns, muitas mulheres também sentem dor de cabeça na gravidez, com uma frequência e intensidade maiores do que o usual, sabia?

São diversos os motivos que levam à dor de cabeça na gravidez, que pode ser divida em dois tipos (e um deles merece atenção especial!). Para entender melhor sobre o sintoma, confira mais informações nesse post:

Imagem: 123RF

O que causa dor de cabeça na gravidez?

Quando engravidamos, nosso corpo muda bastante por conta dos hormônios. E nossa rotina também se altera, pois passamos a sentir mais cansaço, sofremos com pressão baixa, podemos ficar estressadas e, às vezes, ainda mudamos a alimentação e reduzimos o consumo de água e cafeína. Tudo isso pode acabar causando dor de cabeça na gravidez, como foi o meu caso! A associação entre progesterona e estrógeno aumentados, e consumo de menor quantidade de café fez com que eu tivesse enxaquecas terríveis – e o pior, sem poder usar os medicamentos a que eu estava mais acostumada.

Contudo, vale lembrar que a diminuição da ingestão de cafeína é importante, sim, e deve ser uma das primeiras medidas a adotar quando a gravidez é descoberta. Isso porque a substância está associada ao risco de aborto. Mas não precisa se preocupar: se a redução do café e de outras bebidas que contém a substância pode causar dor de cabeça, há outras maneiras (que você vai ver ao longo do post) de tratar o incômodo sem precisar colocar a saúde do seu filho em risco.

Mais um detalhe é que a dor de cabeça na gravidez pode ser mais frequente no primeiro trimestre. Isso porque é especialmente nessa fase que sentimos as maiores mudanças que citei lá em cima, e por isso acabamos mais vulneráveis ao sintoma. No início da gestação, por conta das modificações hormonais, o corpo da futura mãe também retém muito mais líquido, até porque seu volume sanguíneo precisa aumentar, para nutrir o bebê adequadamente. E o efeito disso em várias mulheres é exatamente a dor de cabeça. Comigo isso também aconteceu, e do início do segundo trimestre em diante as enxaquecas praticamente desapareceram, e a gestação passou a ser muito mais prazerosa.

Quais os tipos de dor de cabeça na gestação?

Os dois tipos mais comuns de dor de cabeça na gestação são a tensional e a enxaqueca. A primeira é menos intensa (não vem acompanhada de outros sintomas, como enjoo e vômito, mas também é bastante incômoda), afeta os dois lados da cabeça e causa uma sensação como se estivesse sendo feita uma pressão sobre a cabeça. Mais um sinal comum da dor tensional é uma frequência maior no final do dia.

Já a enxaqueca, quem já teve sabe bem como é complicada: uma dor muito forte que lateja, de um lado só da cabeça, que causa enjoo, vômito e, ainda, faz você se sentir mais sensível a fatores externos como a luminosidade e barulhos. Outra característica da enxaqueca é uma piora com atividades físicas (mesmo as mais leves, como caminhadas).

Lembrando que a dor de cabeça pode ser um sintoma de pré-eclâmpsia (um problema sério e que precisa de tratamento) ou outros problemas na gravidez. Por isso, se estiver sentindo o incômodo, é muito importante relatá-lo ao seu médico.

E como tratar dor de cabeça na gestação?

A primeira dica para tratar a dor de cabeça na gestação, e que provavelmente você já deve ter ouvido, é tomar bastante água. E isso faz sentido mesmo: o nosso cérebro é envolto por uma camada líquida e, quando não tomamos água o suficiente, o volume desse fluido cai e a dor de cabeça aparece!

A segunda dica, é claro, é conversar com o seu ginecologista. Lembrando que esse cuidado é fundamental antes de sair tomando qualquer remédio, pois durante a gravidez nem todos os medicamentos que tomávamos antes sem prescrição continuam sendo indicados. De modo geral, o analgésico tido como mais seguro para as grávidas é o paracetamol, que, no entanto, não deve ser tomado em doses muito altas. Como segunda opção para as gestantes viria a dipirona (mas converse com seu GO, pois nem todos liberam seu uso). Lembrando que antiinflamatórios não-esteroidais, como o ibuprofeno, o diclofenaco, e o AAS (a conhecida Aspirina) devem ser evitados.

Manter uma boa rotina de sono, uma alimentação equilibrada (e frequente) e praticar atividades físicas (algumas opções bacanas são pilates e yoga) são outros cuidados que podem contribuir para diminuir a dor de cabeça na gravidez (assim como manter a saúde nessa fase!). Também procure analisar quando sentir dor de cabeça o que causou o incômodo: às vezes alguns alimentos ou hábitos podem acentuar o problema, aí vale evitá-los.

Por fim, uma dica prática que funcionava comigo: quando a dor de cabeça aparecer (principalmente a enxaqueca), tente cuidar-se logo no início, sem deixar que ela aumente de intensidade (pois nesse caso os medicamentos liberados na gestação podem não conseguir eliminar completamente a dor, ou isso demorará mais para acontecer). Diminua o ritmo, coma e beba bem, e tome os remédios prescritos pelo seu médico sem culpa.

Veja também: Dor de cabeça em crianças: o que aprendi sobre ela com minha filha (e outras informações que toda mãe precisa saber)


 



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