Parto na água: como funciona? Quais os benefícios?

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Dentro do útero, durante nove meses, o bebê fica quentinho e envolto pelo líquido amniótico, esperando a hora de nascer. Hoje já se sabe o quanto o útero é agradável para os bebês, e a simulação desse ambiente, seja com um parto na água, ou com medidas depois do nascimento, é bastante comentada.

No pós-parto, por exemplo, recomenda-se enrolar o bebê num paninho (cueiro), aquecê-lo e até mesmo soprar em seu ouvido sons parecidos com o que ele escutava no útero.  Essas são técnicas eficientes para fazer a criança se acalmar em uma crise de choro, justamente por fazer com que o bebê se sinta no ambiente intrauterino. O mesmo acontece com o parto na água, que, segundo especialistas, teria a propriedade de trazer o bebê ao mundo de uma maneira muito mais tranquila.

parto na água

Imagem: 123RF

Para a mãe, muitos benefícios também são apontados por quem viveu a experiência de dar à luz em uma banheira. Mas e os riscos? Há algo com que você deva se preocupar se decidir fazer seu parto na água? Tudo isso você confere a seguir. Venha entender mais sobre o assunto!

O papel da água no parto

A água quente é um calmante natural para o corpo. É por isso que muitas mulheres, durante o trabalho de parto, ficam debaixo do chuveiro para aliviar a dor das contrações. Outras optam por relaxar dentro de uma banheira com água aquecida. E quando o parto é na água, é dentro da banheira que ele acontece. O recipiente não fica cheio d’água, mas apenas com uma quantidade rasa. Lá dentro fica a mulher, e pode ficar também seu companheiro, cercados pelos profissionais de saúde.

Muita gente se pergunta se quando o bebê nasce na água há o risco de afogamento. A resposta é não. Isso porque, imediatamente após o nascimento, a criança já é colocada para o contato pele a pele com a mãe, fora da água. Para que a criança não perca calor, ela deve ser aquecida prontamente com uma toalha, por exemplo, depois de nascer. Além disso, nós temos o chamado reflexo de mergulho, ou seja, nós não inspiramos quando nosso nariz e boca estão submersos, capacidade desenvolvida logo cedo. Sem contar que, quando o bebê nasce, a oxigenação ainda é feita pela placenta, enquanto o cordão umbilical pulsa. Por essa série de fatores, não há risco de a criança se afogar.

Benefícios do parto na água

Um dos principais benefícios apontados é que a água quente lembra o útero materno, o que torna o nascimento mais tranquilo para o bebê. Já para a mulher, a vantagem está na temperatura da água que, aquecida, age como um relaxante muscular, favorecendo o trabalho de parto e o alívio das contrações. Isso diminui, por exemplo, a necessidade de analgesia.

Pelos benefícios oferecidos à mulher, o uso da banheira na primeira fase durante o trabalho de parto é recomendada inclusive pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Agora, durante o período expansivo, ou seja, quando o bebê nasce, as opiniões dos obstetras são divergentes. Há quem defenda o parto na água, há quem tenha ressalvas sobre ele, pelo fato de ainda ser pouco estudado. Contudo, o que foi comprovado até agora é que o parto na água não oferece riscos maiores à mulher e ao bebê em relação a outros tipos de parto.

Orientações

O parto na água é uma opção apenas para mulheres com gravidez de baixo risco, quando não há intercorrências nem da mãe e nem do bebê. Quem deseja dar à luz dessa maneira deve conversar com a equipe de parto antecipadamente sobre o assunto, para avaliar a possibilidade. Isso porque nem todos os profissionais têm experiência com parto na água, fator que pode levá-los a preferir não fazê-lo. Mais um detalhe é que nem todos os hospitais possuem a estrutura adequada para esse tipo de parto, e também é preciso se certificar sobre a higienização da banheira, para evitar o risco de infecções. Portanto, informe-se o quanto antes sobre todos esses detalhes para que o nascimento do seu filho ocorra de maneira segura e dentro daquilo que você deseja.

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