As futuras mamães notam uma série de transformações no formato do corpo durante a espera do bebê. E ainda podem sentir pressão baixa, enjoos, varizes – tudo decorrente de fatores hormonais, bem como de mudanças que o organismo passa para receber o pequeno. Outro sintoma que é bastante comum é o corrimento na gravidez, que pode ser indício de muitas coisas, e por isso mesmo gera muitas dúvidas (e até receios) nas gestantes.

Imagem: 123RF

Você sabia que é normal a mulher ter corrimento na gravidez?

Pois é: o corrimento na gravidez pode ser mais uma consequência natural dos hormônios e, ainda, da diminuição da resistência imunológica (comum durante a gestação). Contudo, esses não são os únicos fatores que levam ao corrimento na gravidez e, em alguns casos, é preciso bastante atenção ao sinal, que pode ser indício de alguma infecção mais séria (e que exige tratamento).

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Venha saber mais sobre corrimento na gravidez nesse post, em que explico, a partir de pesquisas em sites especializados, o que pode estar por trás do sinal e quando você deve ficar atenta a ele. Confira:

Como saber que o corrimento na gravidez não é normal?

Você pode notar um maior volume de corrimento na gravidez (pelos fatores que citei acima) o que, consequentemente, resulta em um líquido mais branquinho e viscoso (mas sem cheiro). Contudo, você deve se preocupar se o corrimento na gravidez fugir da normalidade: por exemplo, se tiver outras cores (como amarelado, esverdeado ou, ainda, sanguinolento) ou apresentar odor ruim. Se você também sentir coceira na vagina, é mais um motivo para desconfiar que algo não vai bem.

Com esses sintomas, o corrimento na gravidez pode ser sinal de alguma doença. E, aí, é preciso relatar o que estiver sentindo ao ginecologista que, após o exame clínico, consegue detectar há de fato um problema e indicar o tratamento correto.

Corrimento na gravidez pode indicar quais doenças?

A doença mais comum que o corrimento na gravidez anormal pode indicar é a candidíase. Infecção causada por fungos, a candidíase exige tratamento com pomadas e comprimidos fungicidas. Vaginoses bacterianas (outro tipo de infecção) podem ser outros problemas, especialmente se o corrimento estiver amarelado e com um cheiro bem ruim. No caso delas, antibióticos são receitados.

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Vale lembrar ainda que corrimento na gravidez pode ser indício de doenças sexualmente transmissíveis, como gonorreia e tricomoníase. Para tratá-las, o uso de antibióticos também é necessário, e estes devem ser prescritos pelo médico.

Importante destacar que é fundamental a ida ao ginecologista se você notar que o seu corrimento não está normal, porque a tricomoníase, por exemplo, aumenta o risco de parto prematuro, sendo muito importante dar início ao tratamento o quanto antes para proteger mãe e filho.

O corrimento na gravidez pode prejudicar o meu bebê?

Dependendo da causa, o corrimento na gravidez pode prejudicar o bebê, sim. É o caso, por exemplo, da tricomoníase que citei acima, que aumenta o risco de parto prematuro e ainda a chance de o bebê nascer com peso abaixo do normal.

A candidíase também pode indicar perigo ao bebê no parto pois, se a criança entrar em contato com o canal vaginal infectado, ela corre o risco de pegar a doença. Por isso, mais uma vez, o diagnóstico e tratamento médico são fundamentais para evitar riscos como esses.

Atenção!

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À medida que o parto se aproxima, a mulher pode notar na calcinha um líquido amarelado e grosso (como um catarro), com vestígios de sangue. Vale saber que, nesses casos, pode não se tratar de corrimento na gravidez, mas do tampão mucoso, uma indicação que o colo do útero já está em preparação para o parto.

Porém, nem sempre a soltura do tampão mucoso significa que o momento do parto chegou. O indicado é que a mulher fique atenta a outros sinais de um possível trabalho de parto, como contrações, para ter certeza de que realmente chegou a hora. Caso contrário, relate o ocorrido ao seu obstetra e aguarde as recomendações.

Dicas

Você pode prevenir o corrimento vaginal na gravidez (e as doenças que citei acima) mantendo hábitos de higiene na região íntima e, também, permitindo que a vagina “respire” (um cuidado fundamental para sempre, aliás). Para isso, evite o uso de roupas muito apertadas e priorize peças de tecidos na01turais (calcinhas de algodão devem ser maioria no nosso guarda-roupa!).