O seu filho tem medo de dormir sozinho na adolescência e você já não sabe mais o que fazer com relação a isso? Primeiramente, respire fundo e tente se tranquilizar. Tentar resolver quando o estresse aparecer não é a melhor saída. Precisamos equilibrar nossas emoções antes de querer ajudar alguém a entender as próprias, certo?

Por isso, convidamos você para seguir neste nosso conteúdo de hoje e assim ver algumas considerações que podem ser úteis nesse caso. Acompanhe.

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medo de dormir sozinho na adolescência

Adolescente com medo. Foto: Freepik

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Meu filho tem medo de dormir sozinho na adolescência – O que fazer?

Antes de qualquer coisa, é fundamental que você entenda que cada criança e cada adolescente é único. Isso quer dizer que não existe uma forma milagrosa de “roubar” o medo do seu filho e pronto. Mas sim, é necessário investir em um processo gradativo, que respeite tanto os limites dos pais, quanto os do filho.

Por isso, considere os apontamentos abaixo como algo que deve ser posto em prática de maneira cotidiana, a fim de restaurar o equilíbrio emocional do adolescente:

Medo de dormir sozinho na adolescência: 1- Compreendendo a causa raiz do medo

O primeiro ponto que deve ser levado em conta é a causa raiz do medo. Pode ser que, a princípio, seja difícil compreender quais são as causas profundas, mas, à medida que a análise da situação vai acontecendo, pode ser que novos insights surjam.

Vale ressaltar que não estamos dizendo que você deva simplesmente forçar o seu filho a falar sobre o que ele tem medo, é claro que não é isso! Mas sim, é necessário criar uma atmosfera saudável e segura para que ele, aos poucos, consiga externalizar o medo que ele sente.

Tente conversar quando uma crise surgir. Questione o que o adolescente imagina que possa acontecer caso ele durma sozinho. Fale sobre os medos e demonstre estar interessado em saber mais. Cuidado para não mostrar desdém, só porque o medo dele parece algo “pequeno” para você, não quer dizer que seja para ele, ok? Respeite o seu filho acima de tudo.

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Adolescente na cama. Foto: Freepik

2- Falando sobre as emoções envolvidas com as causas

Depois que o seu filho conseguir se abrir (naturalmente) com você, é chegado o momento de nomear as sensações e emoções envolvidas com o medo. Por exemplo, não podemos dizer que o seu filho apenas tem “medo” e pronto. Normalmente o medo pode vir carregado por outras emoções, sentimentos e sensações, mesmo que semelhantes.

Vamos imaginar um cenário que sirva de exemplo:

Imagine um sujeito com medo de dormir sozinho na adolescência. Agora imagine que ele tem medo de morrer enquanto dorme. Esse medo vem carregado de insegurança por não saber se vai sofrer antes de morrer; se vai para o céu ou para o inferno; entre outras dúvidas relacionadas à morte.

Perceba que no quadro acima o adolescente tem questionamentos sobre a vida e a morte, que provocam angústia, ansiedade, insegurança e… medo! Por isso que devemos buscar investigar as emoções envolvidas com a situação, afinal, assim poderemos:

  • Desmistificar algumas crenças do sujeito com medo de dormir sozinho na adolescência.
  • Apontar informações que sirvam de suporte para uma maior compreensão do que está acontecendo.
  • Nomear o que se sente, fazendo com que o adolescente escute a si mesmo e aprenda a gastar as suas angústias com “palavras e lágrimas”.

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Medo de dormir sozinho na adolescência: 3- Mudanças gradativas

Quando as etapas anteriores começarem a fluir de maneira mais positiva, é hora de iniciar as mudanças gradativas. Se antes o seu filho ia direto para o seu quarto e já dormia com você, pode se estipular um dia da semana para que ele durma sozinho a primeira vez. Aqui você pode até fazê-lo companhia antes de deitar, além de deixar uma luz amena acesa.

À medida que ele vai desenvolvendo confiança e o medo de dormir sozinho na adolescência vai diminuindo, você pode diminuir a iluminação, o tempo no quarto dele, e aumentar a quantidade de noites que ele dormirá sozinho.

Medo de dormir sozinho na adolescência. Foto: Freepik

Apenas tenha o cuidado de não prolongar esse “gradativo” por muito tempo, ok? Esteja atento a um período gradativo, mas que também seja fluido, e não truncado.

Medo de dormir sozinho na adolescência: 4- Acesso à psicoterapia

Se apesar de você conversar com o seu filho, falar sobre as emoções e garantir um ambiente mais acolhedor para as noites de sono, ele ainda demonstrar muito medo de dormir sozinho na adolescência, busque a ajuda de um profissional.

Um psicólogo poderá auxiliá-lo nesse processo de autoconhecimento e autoconfiança, levando-o ao desenvolvimento de mais qualidade de vida e noites de sono mais tranquilas. Não hesite em buscar ajuda se sentir necessidade!

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Não menospreze ou super valorize o medo

Lembre-se sempre de que ao se deparar com um filho com medo de dormir sozinho na adolescência nós nunca devemos menosprezar o receio que ele sente. Não adianta dizer que é “bobagem” e “coisa da cabeça dele”, porque não é assim que funcionam as questões emocionais. Mas sim, é necessário estabelecer uma atmosfera de equilíbrio e confiança para ele lidar com a situação.

Só que da mesma forma que menosprezar é ruim, super valorizar o medo pode ser igualmente devastador. Imagine você assustá-lo ainda mais dizendo que entende a gravidade e os perigos de dormir sozinho?! Não faz sentido, certo?

Por isso, tente encontrar um meio termo no seu discurso antes de simplesmente fortalecer ou enfraquecer o medo que ele vem sentindo. Cuidado.

Medo de dormir sozinho na adolescência. Foto: Freepik

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Ajude o seu filho a encontrar os próprios recursos de enfrentamento

Concentre-se em também ajudar o seu filho a encontrar recursos de enfrentamento para o medo de dormir sozinho na adolescência. Por exemplo, se o seu filho tem medo de morrer dormindo, que tal desmistificar a morte e apresentar medidas que ajudem ele a entender que está saudável e usar essa informação como suporte para lidar com o medo?

Cada caso sempre requererá um olhar atento e algumas medidas específicas. Da mesma forma, além de considerar as singularidades do seu filho, lembre-se sempre de que os cuidados com a saúde mental também podem ser feitos por meio da psicoterapia.

Esperamos ter lhe ajudado de alguma forma e, lembre-se de que as nossas perguntas aqui no blog estão sempre abertas. Sinta-se à vontade e até a próxima!

Adolescente com medo. Foto: Freepik

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