gravidez na pandemia tem trazido diversas dúvidas para mulheres que já são gestantes, e para as que são tentantes. Afinal, será que é seguro engravidar em meio a tudo que estamos vivendo atualmente? Ou o mais correto seria esperar a vida melhorar e a sociedade voltar ao seu fluxo normal?

São tantos os questionamentos, e até mesmo medos, que as mulheres podem ter… Porém, pensando em cada uma destas dúvidas, elaboramos este conteúdo para lhe ajudar a lidar com esse momento e, a partir de uma análise racional, decidir se você quer engravidar agora, ou esperar. Acompanhe.

Para ler mais tarde: Primeiros indícios de surdez na criança: 5 situações que mostram!

É preciso evitar a gravidez na pandemia?

Na realidade, ainda não temos informações sólidas de quais são todos os impactos (se é que existem) da Covid-19 sobre uma gestante. Afinal, os dados ainda não são qualificados o suficiente para apontarmos as gestantes como um grupo de risco.

Publicidade
 gravidez na pandemia

Mulher apreensiva fazendo teste de gravidez. Foto: Freepik

Porém, não devemos nos basear apenas nesse ponto quando pensamos em investir em uma gravidez na pandemia. Isso porque a gestação terá a necessidade de pré-natal; idas ao hospital e, em alguns casos com complicações, internações durante o parto/cesária/resguardo.

Com isso em mente e reconhecendo o possível colapso que os hospitais possam estar vivenciando no momento do parto, é preciso que a mulher saiba pôr todas as circunstâncias sobre a balança.

Isso não quer dizer que o seu médico ou um profissional da saúde pode, simplesmente, ordenar que você espere. Afinal, ter um filho é um direito seu. O máximo que estes profissionais podem fazer é lhe apontar os possíveis riscos diante da situação atual, mas a decisão final ainda será do casal que deseja engravidar.

Dito isso, continue lendo o nosso conteúdo para que você possa analisar a situação com mais clareza.

Qual a transmissibilidade da Covid-19 da mãe para o feto?

Apesar de vermos um crescente avanço da contaminação pelo novo coronavírus, estudiosos ainda não encontraram algum dado sólido que garanta que a mãe transmita o vírus para o feto. Da mesma forma, ainda não sabemos se isso é impossível ou não. E caso não seja, quais serão os efeitos do vírus sobre o feto contaminado.

Publicidade
 gravidez na pandemia

Esposo abraçando sua mulher grávida. Foto: Freepik

Por isso, antes de iniciar uma gravidez na pandemia, é preciso entender que não temos dados suficientemente robustos para apontar se um feto pode ser contaminado, ou não. Embora, até o momento, há apenas informações de que isso nunca aconteceu.

Leia também: Purificador de ar pode contribuir para a contaminação do Covid-19, aponta estudo

Gravidez na pandemia: A Covid-19 pode causar má formação no bebê?

Como mencionamos acima, ainda não existem dados catalogados de mães grávidas que contaminaram seus fetos. Sendo assim, não existe nenhum tipo de comprovação de que o bebê possa desenvolver alguma má formação por conta da Covid-19. Novamente destacamos: Ainda os estudos estão sendo desenvolvidos, e essa informação pode sofrer alterações no futuro.

Gravidez na pandemia: Há maior risco de morte?

No momento, as mulheres grávidas não são consideradas um grupo de risco. Isso porque a taxa de óbitos, quando comparadas com mulheres saudáveis e da mesma faixa etária, não possui tanta discrepância. Porém, há uma pequena diferenciação que deve ser analisada com mais clareza em novos estudos.

Isso porque alguns apontamentos nos dão a entender que as mulheres grávidas e saudáveis podem sim apresentar uma maior propensão à complicações, mesmo que leves. No entanto, estes dados ainda são insuficientes, se comparados com o tamanho de uma amostra maior. E, por ora, ainda não podemos associar a gravidez com um maior risco de morte por Covid-19.

Publicidade

Mulher grávida com as mãos na barriga. Foto: Freepik

A relação entre a gravidez na pandemia e o sistema imunológico da mulher

Embora a gestação não seja um fator de risco, devemos considerar outros fatores importantes antes de investir em uma gravidez na pandemia.

Dentre um destes fatores, podemos citar o sistema imunológico da mulher. Pois assim como acontece com outras doenças virais, a Covid-19 pode deixar o sistema imunológico da gestante mais abalado, fazendo com que ela fique mais exposta à outras doenças e infecções.

Por isso a contaminação do novo coronavírus pode representar um risco maior para as gestantes. Embora não possamos dizer que este vírus cause a morte da mãe ou do bebê simplesmente por conta da gestação, é preciso analisar o sistema imune da mulher diante de uma contaminação por Covid-19.

Sendo assim, mesmo que você decida investir em uma gravidez na pandemia, lembre-se de sempre cuidar para não contrair o vírus. Para isso, busque “fugir” das aglomerações, use máscaras de qualidade e lave as mãos frequentemente.

Filha tocando a barriga da mãe grávida. Foto: Freepik

As mulheres com problemas de saúde devem ficar atentas

Vale salientar que as mulheres que já estão no grupo de risco estipulados pelos órgãos públicos de saúde (como mulheres com doenças respiratórias crônicas), devem ficar atentas quanto às complicações da doença.

Afinal, a gravidez poderá ser uma porta de entrada para mais fragilidades e contratempos diante da situação na qual vivemos. Neste caso, converse com o seu médico sobre os possíveis riscos de iniciar uma gravidez na pandemia.

Mulher grávida com desenho fofo na barriga. Foto: Freepik

Estou grávida na pandemia! E agora?

Se você já iniciou uma gravidez na pandemia, fique calma! Como mencionamos, ainda não há nenhum tipo de conclusão científica que aponte que a gravidez possa aumentar os riscos de complicações. Além disso, siga com o seu pré-natal normalmente, sempre tomando os cuidados necessários para não contrair o vírus. A gravidez poderá ser seguida tranquilamente, seguindo as recomendações do seu médico.

Lembre-se também de que você ainda poderá transmitir o vírus para outras pessoas. Por isso, embora você não seja do grupo de risco, você pode transmitir a Covid-19 para pessoas mais vulneráveis. Portanto, proteja-se!

Veja também: No Brasil morre mais gestantes e puérperas por Covid-19 que no resto do mundo, diz estudo