Os transtornos de neurodesenvolvimento têm uma alta herdabilidade, ou seja, fatores genéticos favorecem que eles ocorram, tendo sua origem no período gestacional ou na infância.

Envolvem déficits na interação social e nas habilidades de comunicação que impactam o desempenho social e acadêmico dos portadores. Os prejuízos vão desde limitações causadas por deficiências intelectuais até transtornos de aprendizagem.

autismo

autismo – Foto: Freepik

Os principais transtornos de Neurodesenvolvimento são:

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  • Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH);
  • Transtorno do espectro Autista;
  • Distúrbios da aprendizagem.

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

Muitas famílias convivem com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), e com a desinformação das pessoas.

A criança, adolescente ou adulto com TDAH, têm maior dificuldade em manter a atenção nas atividades e no controle do corpo. Podem apresentar inquietação e dificuldade de espera. Por isso, costumam sentir raiva de forma intensa e, muitas vezes, dificuldade de controle das emoções e impulsividade.

TDAH

TDAH – Foto: Freepik

Todos os seres humanos apresentam algum desses sintomas, mas em certas pessoas eles se combinam e se manifestam com mais intensidade e frequência.

Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), a responsabilidade sobre a causa geralmente recai sobre toxinas, problemas no desenvolvimento, alimentação, ferimentos ou má-formação, problemas familiares e hereditariedade.

Recentemente, um estudo relacionou a prematuridade a sintomas de TDAH e déficit de atenção.

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Transtornos – Comportamento diferente no filho

Muitas mães se deparam com esse questionamento quando notam algo diferente no comportamento dos seus filhos.

As crianças com esse transtorno têm menos atividade elétrica e reagem menos a certos estímulos.

Entre os principais sintomas, estão:

  • agitação fora do comum;
  • distração e dificuldade de manter a atenção em atividades muito longas;
  • esquecimento;
  • problemas escolares, principalmente comportamentais;
  • impulsividade.

Apesar de muitas vezes notável em crianças menores, o diagnóstico costuma ser dado em torno dos 6 anos. E, para fazer um diagnóstico tão complexo assim, é necessária uma avaliação multidisciplinar, envolvendo pedagogo, psicólogo e neuropediatra.

“Se a criança se mostra agitada demais antes dessa idade, principalmente quando há casos na família, pode ser classificada em um grupo de risco para o TDAH”, diz o neuropediatra Mauro Muszkat, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Assim como o diagnóstico, o tratamento das crianças com essa característica também é complexo e variado. Pode focar em terapias para o desenvolvimento das emoções ou da linguagem, o que vai depender de cada criança.

E, em alguns casos, ele também inclui o uso de medicamentos à base de metilfenidato (estimulante do sistema nervoso).

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Transtorno do espectro autista (TEA)

Lidar com o transtorno do espectro autista (TEA) pode não ser fácil para quem recebe o diagnóstico ou para parentes dessas pessoas.

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autismo – Foto: Freepik

Pela falta de compreensão sobre o assunto, é comum que muitos encarem esse tema com um olhar preconceituoso e carregado de estereótipos.

O Autismo se caracteriza por prejuízos na comunicação social, incluindo atrasos no desenvolvimento da linguagem. As primeiras manifestações, no comportamento das crianças, em geral, ocorrem no final do primeiro ou segundo ano de vida.

Mesmo quando há uma linguagem com um desenvolvimento adequado, ocorrem prejuízos na comunicação social não verbal. Ou seja, na compreensão de gestos, de dicas sociais e na leitura do ambiente social.

Transtornos

autismo – Foto: Freepik

As pessoas com transtorno do espectro do Autismo frequentemente apresentam:

  • interesses intensos e com um foco mais estreito;
  • comportamentos repetitivos;
  • movimentos estereotipados;
  • alterações sensoriais.

Do ponto de vista neurobiológico, percebe-se que as conexões entre áreas distantes do cérebro são mais frágeis ou mesmo inexistentes. Essas conexões são importantes na elaboração dos pensamentos e funções cognitivas superiores mais elaboradas.

Transtornos

autismo – Foto: Freepik

Veja também: Sinais que ajudam a identificar autismo em bebês

Quanto mais cedo detectado, melhor para o desenvolvimento da pessoa com TEA.

“Não há um exame específico (para detecção). O diagnóstico depende da observação clínica dos profissionais de saúde e dos pais”, comenta a psicopedagoga Cristina Ribeiro.

Transtornos da aprendizagem

Os distúrbios ou transtornos da aprendizagem ocorrem em crianças que apresentam um bom desempenho intelectual, mas afetam algumas funções cognitivas.

Distúrbios da leitura, da expressão escrita ou que envolvem a capacidade matemática são os mais comuns, tendo origem biológica.

Transtornos

criança na escola – Foto: Freepik

Ou seja, existem alterações no funcionamento cerebral da pessoa que a impedem de aprender determinados conteúdos de forma regular.

Na sala de aula, o ritmo de desenvolvimento dos alunos é variado, correto?

Assim, alguns sempre demonstram maior habilidade em determinado conteúdo enquanto outros demoram mais para evoluir na matéria. Porém, em certos casos, a demora foge do padrão.

Transtornos – Principais distúrbios de aprendizagem

Transtornos

criança na escola – Foto: Freepik

De acordo com a comunidade médica, os principais distúrbios de aprendizagem diagnosticados nas crianças são:

  • dislexia;
  • disgrafia;
  • discalculia;
  • transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

Os dois primeiros têm relação com a linguagem, o terceiro com a matemática e o último com a concentração.

Os sintomas são bem variados:

  • as crianças podem apresentar lentidão no aprendizado;
  • uma concentração curta;
  • distrair-se facilmente;
  • problemas na fala;
  • problemas na coordenação motora;
  • problemas na comunicação.

Tanto no transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade como no transtorno do espectro do Autismo e nos Distúrbios de Aprendizagem, as intervenções precoces são bastante efetivas para promover o desenvolvimento das pessoas afetadas.

Dessa forma, é muito importante que, ao perceber os primeiros sintomas, professores e pais e familiares procurem ajuda profissional.