Falta de ar na gestação: Como se não bastasse os enjoos, as dores nas costas e os desejos inusitados, a falta de ar também é um sintoma bem característico da gravidez. Principalmente passado o primeiro trimestre da gravidez, quando o corpo passa a apresentar mudanças mais drásticas do desenvolvimento do bebê. 

Entretanto, a falta de ar, quando não relacionada a outras doenças, não é indicativo negativo. E tem como driblá-la! Veja a seguir as causas da falta de ar, quando prestar mais atenção e como manter a energia durante a gestação. 

Por que acontece a falta de ar durante a gestação?

Falta de ar na gestação

Mulher grávida com cinto para dor nas costas. Foto: Freepik

Você sabia que durante a gravidez, o corpo da mulher precisa de aproximadamente 20% mais oxigênio? Por causa disso, o organismo altera o fluxo sanguíneo, principalmente dentro dos pulmões, para que o oxigênio extra seja mobilizado. 

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Fora da gravidez, o que acontece é que os pulmões sempre guardam um pouco de ar depois que respiramos. Na gravidez, por causa dessa necessidade extra, eles mudam esse fluxo para que a frequência da respiração se mantenha igual, mas a quantidade de ar que entra seja maior! Isso causa um fenômeno chamado pseudo-dispneia (a famosa “falta de ar”). 

Outro motivo que influência nessa sensação é por causa da compressão do diafragma e dos pulmões, causados pelo crescimento do bebê que aperta a caixa torácica da mãe. Por causa disso também, a sensação pode ser mais forte quando a gestante estiver sentada ou deitada, e mais leve ao ficar de pé. 

Esses sintomas são comuns passado o terceiro trimestre, conforme o crescimento do bebê. Se vierem acompanhados de febre, chiado no peito, tosse ou em uma fase muito inicial da gravidez, um médico deve ser consultado!

A respiração tende a melhor depois da 34a semana, quando a barriga “desce” e o bebê se acomoda na pelve, criando um espaço maior entre no pulmão e diafragma. 

Ponto de atenção: doenças ligadas à dificuldade respiratória

Falta de ar na gestação

Mulher grávida cansada fazendo faxina. Foto: Freepik

Se a falta de ar vier acompanhada de outros sintomas, de maneira muito intensa, muito cedo ou com palpitação, lábios e unhas arroxeados, pode ser sinal de que a respiração está comprometida por causa de alguma doença. Confira abaixo alguns dos problemas mais comuns que tem falta de ar como sintoma também: 

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  • Excesso de atividade física: caso a gestante esteja forçando mais que o necessário, o exercício físico pode ser acompanhado de bastante falta de ar. O ideal é ter a liberação médica para as atividades, e praticar de maneira regular, um pouquinho cada dia. 
  • Problemas cardíacos: falta de ar ao fazer pequenos esforços como levantar da cama e subir escadas, pode ser sinal de insuficiência cardíaca. Outro sintoma comum nesse caso é dor no peito!
  • Doenças respiratórias: asma, bronquite, pneumonia… todas tem falta de ar como sintoma bastante conhecido, normalmente acompanhado de catarro, aperto no peito, dor nas costas ou pulmão, febre e tosse. Um médico deve ser consultado. 
  • Obesidade: o excesso de peso também pode afetar as vias respiratórias, principalmente quando deitado ou ao dormir, uma vez que o peso diminui a capacidade dos pulmões. 
  • Estresse e ansiedade: causas emocionais são comuns com diagnóstico de falta de ar também. Para tratar crises de ansiedade e pânico um psiquiatra deve ser consultado, assim como a pessoa deve ter apoio durante as crises. 
  • Covid-19: infelizmente, o Covid também entra nessa lista. Nem todas as pessoas que contraem o vírus apresentam falta de ar, mas esse é um dos sintomas mais perigosos do vírus, assim como tosse seca e perda de olfato e paladar. Caso haja possibilidade de estar infectada, procure um médico imediatamente. 

Como aliviar a falta de ar na gestação e o cansaço durante a gravidez?

Falta de ar na gestação

Mulher grávida deitada descansando com travesseiro no rosto. Foto: Freepik

Por causa da falta de ar, algumas atividades básicas do dia a dia se tornam super complicadas para as gestantes, como subir escadas, lavar louça e caminhar curtas distâncias. A situação fica ainda mais incômoda quando é necessário sair para trabalhar ou cuidar de outro filho. As dicas abaixo podem te ajudar a driblar essa moleza (que é completamente normal!) e manter a atividade:

  • Bela adormecida: o sono é fator importantíssimo para manter a energia! No mínimo 8h durante à noite e pelo menos 20 minutinhos após cada refeição ou durante o dia. O ideal é ter momento para essas pausar e descansar o máximo possível. Capriche no quarto também, faça do local um ambiente aconchegante, sem distrações como televisões e celulares e sem luzes diretas. 
  • Capriche nos acessórios: para trabalhar, descansar ou andar, certifique-se que está confortável! Invista nas almofadas compridas que ajudam na hora de dormir, travesseiros de lombar para as cadeiras e palmilhas ortopédicas que evitam dores intensas nas pernas e nos pés. Meias de compressão e bolsa de água quente podem ser grandes aliadas no inchaço das pernas e nas dores da lombar. 
  • Não abandone completamente as atividades físicas: se estiver tudo bem com a gestação e possuir liberação médica, continue praticando atividades físicas. Elas liberam endorfina, ajudam no humor, no condicionamento físico, na respiração e na disposição. Prefira modalidades mais leves como natação e caminhadas. 
  • Rotina sem stress: respeite seu corpo, os sinais que ele dá e não tenha medo de pedir ajuda para tarefas simples do dia a dia. Manter uma rotina e estar bem consigo mesma e com sua rede de apoio é essencial para uma gestação saudável. Fuja de situações que são gatilhos de stress, como calor intenso e atividades físicas muito puxadas.