dor de ovulação

Foto: Freepik

A cólica é uma inimiga pública da maioria das mulheres. Marca-registrada em muitos ciclos menstruais, ela pode ser facilmente confundida com a dor de ovulação. Essa, indica a hora com mais probabilidade de acontecer uma gestação ao ter relações sexuais, ou seja, a dor de ovulação indica que a gravidez por acontecer a qualquer momento!

Abaixo você encontra informações sobre como identificar a dor, o porquê dela e quais os sintomas normais e preocupantes. Um guia ideal não só para quem quer engravidar, mas para as mulheres que procuram entender um pouco mais do próprio corpo também. 

 

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Afinal, o que é a ovulação? E por que dói?

Os ovários são as duas glândulas que ficam dos dois lados do útero. Eles são responsáveis pela síntese dos hormônios sexuais e produção e armazenamento dos óvulos – células reprodutivas guardadas dentro de pequenos saquinhos chamados folículos. 

Na fase fértil, o corpo feminino tem uma grande produção de estrogênio (hormônio) que em altos níveis contribui para a produção de outro hormônio, chamado luteinizante (LH). O LH, por sua vez, é o responsável pela liberação, pelo folículo e pelo ovário, do óvulo maduro – todo esse processo caracteriza a ovulação. 

Como consequência desse processo e dos altos níveis hormonais, os ovários incham e podem dobrar do seu tamanho normal de 45 centímetros cúbicos.

O aumento de tamanho e o alto nível do hormônio luteinizante costumam ser as principais causas da dor de ovulação. Nesse processo, cerca de uma dúzia de óvulos são estimulados, mas apenas um ou dois podem chegar ao tamanho e amadurecimento ideal para a ovulação. 

Uma curiosidade é que todos os óvulos que estão nos ovários são produzidos em fase fetal. As mulheres já nascem com a reserva ovariana estabelecida, o que acontece quando entram no período menstrual é que os óvulos amadurecem com a produção hormonal. A mesma produção que cai de maneira significativa e causa a menopausa. 

 

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Quais os sintomas da dor de ovulação e como diferenciá-la da cólica menstrual?

A principal diferença de uma cólica comum para a dor de ovulação é o local onde ela se localiza. A cólica costuma abranger todo o baixo ventre, principalmente na região do útero, a cerca de quatro dedos abaixo do umbigo. 

Já a dor de ovulação costuma refletir mais nas extremidades da cintura, também quatro dedos abaixo do umbigo. O comum é que ela aconteça apenas de um lado por vez. Entretanto, em alguns raros casos, a mulher pode sentir a dor em ambos os lados simultaneamente. 

O desconforto e a dor de ovulação se caracterizam por fisgadas e até mesmo cãibras nesses pontos específicos – onde estão os ovários. A dor pode acontecer por causa dos movimentos das trompas, ovários e da sensibilidade causada pela diferença hormonal. 

Importante ressaltar que esse tipo de desconforto é completamente comum desde que não impeça a mulher de seguir com suas atividades normais do dia a dia. Caso isso aconteça, é essencial consultar um médico especializado. Dores pélvicas podem ser sintomas de complicações como endometriose, DSTs, cistos e até mesmo gravidez ectópica

Outro caso relevante, é o de quem faz uso de medicamentos para induzir a ovulação, como Clomid. A medicação pode fazer com que as dores sejam mais intensas, sendo necessário uma ida ao médico para descartar maiores problemas. 

 

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Quando costumo estar fértil e por quanto tempo posso sentir dor?

A dor de ovulação costuma durar de três a sete dias, em intensidades leves e moderadas que costumam ir ao longo do dia. Caso a dor dure mais do que oito dias ou seja insuportável, é melhor ir ao médico para ter um diagnóstico mais seguro. 

Em mulheres com o ciclo regulado, a ovulação costuma acontecer no 14o dia (exatamente o meio de um ciclo com 28 dias) antes da menstruação, dentro da semana fértil que varia entre três dias antes e três dias depois do 14o dia. Porém, essa conta pode variar, principalmente em ciclos desregulados. 

Calcule aqui o dia aproximado da sua semana e dia fértil. 

 

Como acontece o diagnóstico e como aliviar dor?

O acompanhamento de um ginecologista de confiança é essencial para entender o período fértil de cada uma e os tipos de sintomas. Mas, em casa, é possível marcar o dia em que teve a primeira dor e assim os demais, combinando essa análise com o cálculo do período fértil e a última gravidez. Conferindo se há ou não um período passível de ovulação, combinado com os sintomas. 

A dor pode ser aliviada com banhos mornos, bolsas de água quente no abdômen e bastante água. Em casos mais intensos, o médico pode receitar analgésicos e anti-inflamatórios de via oral ou venosa. 

Mas, é importante lembrar, que se deve automedicar em nenhuma circunstância. Aconselhável é sempre ter um acompanhamento médico! A manipulação de um medicamento errado pode inibir sintomas de doenças mais sérias.