Brotoeja em bebê: Nome popular de miliária, uma dermatite inflamatória aguda causada pela obstrução dos dutos excretores das glândulas sudoríparas, o que impede a saída do suor.

As lesões aparecem, em geral, no tronco, pescoço, nas axilas e nas dobras de pele, sob a forma de pequenas vesículas, pápulas ou pústulas.

Ambientes quentes e úmidos, o excesso de roupas e agasalhos assim como a febre alta favorecem esse tipo de erupção cutânea.

Brotoeja em bebê – Crianças mais vulneráveis

bebê de fralda

Bebê de fralda – Foto: Freepik

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Crianças, especialmente lactentes, são especialmente vulneráveis à brotoeja. Suas glândulas sudoríparas ainda não estão completamente desenvolvidas, e sua pele não está acostumada a temperaturas que mudam rapidamente.

Os bebês tendem a experimentar brotoeja no rosto e nas dobras de sua pele ao redor do pescoço e da virilha. Como a maioria das erupções cutâneas do bebê, a erupção cutânea é geralmente inofensiva e desaparecerá por conta própria.

Seu bebê pode irritar-se e ser difícil de acalmar enquanto experimentam a sensação de coceira de brotoeja.

Brotoeja em bebê – Não confunda com alergia ao próprio suor

Existe alergia para tudo, e com o suor não seria diferente. O nome técnico que se dá para essa condição é urticária colinérgica. Ela se caracteriza pelo aparecimento de bolhas elevadas, avermelhadas e que coçam quando a temperatura corporal aumenta: são as chamadas pápulas. Mas isso não é brotoeja?

Parece, mas não é. Enquanto a brotoeja dá origem a bolinhas mais delicadas, a alergia causa manchas vermelhas mais grosseiras, com aspecto inflamado e inchaço da região.

Criança de fralda

Criança de fralda – Foto: Freepik

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A localização mais comum das lesões é no tórax e no pescoço, mas elas podem se espalhar por toda parte.

Diferentemente do que acontece em grande parte das reações alérgicas, nesse tipo de urticária, o estímulo desencadeador da reação é o aumento da temperatura do corpo.

Outros sintomas comuns dessa alergia são as alterações respiratórias, que podem aparecer em associação com a reação da pele, assim como lacrimejamento, diarreia e salivação. Isso tudo pode ocorrer, por exemplo, depois de um exercício físico, banhos em água quente ou episódios de estresse.

A brotoeja em bebê é preocupante?

A brotoeja pode variar desde bolhas superficiais a pápulas vermelhas maiores. Algumas formas de erupção de calor podem coçar e incomodar.

A obstrução da glândula sudorípara não permite que o suor saia, levando ao surgimento de lesões e bolhas, que podem variar o seu aspecto de acordo com o local acometido e com a profundidade na pele que ocorreu o bloqueio do suor.

A grande maioria das brotoejas costumam desaparecer sozinhas, e aliviam com o esfriamento da pele e medidas que evitem transpiração excessiva, como usar roupas confortáveis e de tecido natural.

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Brotoeja em bebê: Como evitar?

Brotoeja em bebê

Banho em criança – Foto: Freepik

Alguns fatores favorecer o bloqueio dos canais de suor da pele, e o aparecimento da brotoeja. Por exemplo:

  • Superaquecimento. Cuidado para não superagasalhar o bebê!
  • Atividade física, devido ao exercício intenso e suor.
  • Clima tropical. O tempo quente e úmido favorece a ocorrência de brotoeja.
  • Ductos de suor imaturos do bebê, que podem se romper facilmente.

A maneira mais eficaz de evitar a brotoeja é ficar longe de situações que causam transpiração excessiva. Se você sabe que vai estar em um clima quente ou úmido, use em seu bebê roupas de algodão soltas e dê banhos com frequência.

Boa notícia! O tratamento

A boa notícia, no entanto, é que as medidas de prevenção associadas ao tratamento, no geral, conseguem controlar bem os episódios.

Os Tratamentos e remédios para a brotoeja incluem:

  • Loção de calamina;
  • Esteroides tópicos;
  • Lanolina anidra;
  • Vestindo roupas soltas;
  • Evitando produtos de pele que contenham petróleo ou óleo mineral.

A primeira maneira de tratar a brotoeja é afastar-se do irritante que está causando a sua pele o suor.

Brotoeja em bebê

Bebê de blusa laranja e fralda coçando barriga com alergia. Foto: Freepik

Certifique-se de mudar a roupa suada ou molhada do seu bebê logo após ele experimentar um calor intenso. Uma vez que você está em um ambiente mais frio, a sensação de coceira embaixo da sua pele pode demorar um pouco para diminuir.

Um remédio natural para a brotoeja é a loção de calamina, que pode ser aplicada topicamente na área afetada para esfriar a pele.

Mamãe, Socorro!

A brotoeja é basicamente uma erupção cutânea que se caracteriza por uma inflamação, vermelhidão e coceira da pele.

Apesar de não ser contagiosa e não ser considerada uma doença grave, é bastante incômoda, principalmente para um bebê. Para aliviar seu bebê dessa coceira e queimação constante, essas dicas podem ajudar.

Amido de mandioca

Se teu filho tem brotoeja por excesso de calor nada melhor do que aliviá-lo com amido de mandioca.

  1. Pegue uma mandioca e rale até que se pulverize.
  2. Coloque água e mexa.
  3. Quando o pó se diluir na água, busque um pano e coe a mistura.
  4. Despreze o bagaço e coloque o líquido ao sol durante vários dias num recipiente limpo.

Água com bicarbonato de sódio é um excelente remédio para curar a brotoeja

Se quiser aliviar a coceira e evitar que seu filho não coce constantemente a região afetada da brotoeja, dê nele aproximadamente 3 banhos com água fresca e bicarbonato de sódio, durante o dia.

Infusão de camomila pode ser utilizada como remédio para curar a brotoeja

A camomila é extremamente refrescante. Para utilizar seus benefícios contra a brotoeja por excesso de calor, faça uma infusão com algumas folhas da planta ou com saquinhos de chá que você compra no mercado.

Logo em seguida coloque para refrigerar. Sem esperar que se esfrie, molhe um algodão com ela e aplique no seu filho, pelo menos, durante 1 minuto, cinco vezes ao dia.

Vai um leitinho aí?

Brotoeja em bebê

bombinha de tirar leite – Foto: Freepik

O leite materno, sem dúvidas, é o melhor alimento para o bebê. Mas sabia que ele possui super poderes capazes de proteger até mesmo a pele do seu filho?

Foi o que concluiu uma pesquisa preliminar apresentada pela American Academy of Allergy, Asthma de 2019.

Os pesquisadores encontraram ligação entre o leite materno e uma menor incidência de eczema.

As crianças amamentadas exclusivamente por três meses ou mais eram significativamente menos prováveis de terem eczema contínuo aos 6 anos de idade, em comparação aos que nunca foram amamentados ou que foram amamentados por menos de três meses”, explica Katherine Balas, assistente de pesquisa clínica da Children’s National e autora do estudo.

“Embora o aleitamento materno exclusivo não impeça as crianças de terem eczema, elas podem protegê-las de crises prolongadas”, completa.

Ainda existem relatos do uso do leite materno usado diretamente sobre a parte do bebê afetada pela brotoeja, que tiveram resultados positivos.

Caso as lesões características da brotoeja apresentarem sinais de infecção consulte um pediatra.