Entenda a flacidez vaginal e a incontinência urinária no pós-parto

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Entre as inúmeras dúvidas que rondam o pós-parto, muitas mulheres se perguntam: será que depois que meu filho nascer eu vou sofrer com flacidez vaginal? Essa dúvida é comum (embora muitas mulheres não falem abertamente sobre ela), especialmente quando se trata de parto normal – afinal, é por meio da vagina da mãe que o bebê nasce. Contudo, o fenômeno pode acontecer independentemente do parto que você tiver, sabia? Além disso, a incontinência urinária pode acompanhar o desconforto.

Mas é possível prevenir tanto o quadro de flacidez vaginal como o de incontinência urinária depois do nascimento do bebê. Nesse post eu explico melhor porque esses probleminhas podem ocorrer, e como dá para passar longe deles (e, caso você não consiga evita-los, como tratar). Venha se informar!

Imagem: 123RF

Por que posso ter flacidez vaginal e incontinência urinária no pós-parto?

Uma das mudanças que a mulher sente no corpo durante a gravidez é a compressão da bexiga por conta do aumento do útero. Devido a esse fator e, ainda, pelos hormônios produzidos na gestação, alguns músculos do assoalho pélvico e canais do sistema urinário afrouxam – e é a partir daí que podem ocorrer a flacidez vaginal e a incontinência urinária.

É por isso que anteriormente eu disse que não é só quem passa por parto normal que está sujeita a ter flacidez vaginal. Aliás, um parto normal bem assistido tende a fazer com que o corpo da mulher tenha condições de voltar à sua condição inicial (mas é possível que, depois de mais de um parto normal, a mulher tenha maior probabilidade de desenvolver a flacidez).

Vale lembrar ainda que existem outros fatores que propiciam a flacidez vaginal, como a idade (quanto mais velha a mulher, maiores as chances de desenvolver o incômodo; inclusive, o problema é comum durante a menopausa), o sedentarismo e a obesidade.

Quais as principais características da flacidez vaginal e da incontinência urinária?

A flacidez vaginal consiste no afrouxamento dos músculos da região. As consequências são dores e dificuldades nas relações sexuais no pós-parto. Como o assoalho pélvico como um todo está alterado, a flacidez pode estar associada à incontinência urinária, que é a perda de urina involuntariamente, como por meio de tosse ou espirro.

Lembrando que a incontinência urinária é um sintoma que pode ser decorrente de outras disfunções comuns às mulheres grávidas, como infecção urinária, constipação e, ainda, problemas na bexiga e efeitos colaterais de remédios.

Dá para prevenir?

A principal maneira de prevenir a flacidez vaginal é por meio do fortalecimento da musculatura dessa região, desde o pré-natal. Exercícios para o assoalho pélvico, também conhecidos como exercícios de Kegel, são bem úteis nesse sentido (que consiste na contração e relaxamento dos músculos pélvicos diversas vezes).

A prática de outras atividades físicas (como caminhada, natação, pilates e yoga) durante a gestação é mais uma forma de prevenção. Mas só comece alguma com a liberação do médico (pois cada gravidez tem as suas particularidades).

Para combater a incontinência urinária, as regras são as mesmas, afinal, por meio de atividades físicas também são prevenidos outros problemas causadores do incômodo (caso da constipação e infecção urinária, como já apontei). Tudo isso fazendo parte de um bom pré-natal, evidentemente.

E como trata?

Se você perceber os sintomas que citei acima, como dores e incômodos nas relações sexuais (um desconforto comum de quem fica com flacidez vaginal é o acúmulo de gases na vagina, que libera sons inconvenientes durante o sexo), informe o seu ginecologista. O mesmo vale para a incontinência urinária, caso você note que está perdendo urina involuntariamente.

Por meio de exames, o médico consegue comprovar algum os quadros. Para revertê-los, existem tratamentos específicos que podem auxiliar, como alguns a laser. Em caso de incontinência, medicamentos e até cirurgia podem ser indicados.

Lembrando ainda que, às vezes, a flacidez vaginal pode ser confundida com a fraqueza dos músculos dessa região. Nesse caso, vale destacar que depois do nascimento do bebê é comum que a mulher sinta essa fraqueza, pois tanto durante a gestação como no parto (em caso de parto normal), os músculos vaginais são bastante sobrecarregados. Contudo, depois do parto, tudo volta à normalidade – mas para evitar a fraqueza, a recomendação também é exercitar a região.


 



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