O ultrassom na gravidez é um dos testes mais importantes a serem feitos durante a gravidez, pois permite obter inúmeras informações, como o cálculo das semanas de gestação e também as cálculo da data de nascimento, além de verificar o crescimento do feto, visualizar grande parte das principais malformações e também descobrir o sexo do bebê e sua posição dentro do útero.

Como é realizado a ultrassom na gravidez?

O ultra-som interno é chamado transvaginal. O ginecologista insere uma sonda cilíndrica na vagina, o que não causa dor ou desconforto. Geralmente é usado no início da gravidez porque permite que veja o feto, mesmo que sendo muito pequeno. Para o ultrassom externo, a sonda é colocada no abdômen.

Ginecologista fazendo ultrassom – Foto: Freepik

No ultrassom externo, a mulher grávida fica deitada em uma cama com a barriga descoberta. Em seguida, o ginecologista usa uma sonda com gel na barriga e a mulher simplesmente sente uma sensação de frio. O gel é usado para deslizar melhor a sonda na barriga e para amplificar o sinal. Nesse ponto, o ultrassom pode começar.

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Ultrassom – Foto: Freepik

Primeiramente, o médico coloca a sonda na barriga da mulher grávida e começa a deslizá-la. As imagens do feto, tiradas pela sonda, são exibidas em uma tela posicionada em frente ao ginecologista. Assim, a paciente pode olhar as imagens junto com o médico, que explica o que vê.

Geralmente, o ginecologista imprime algumas imagens. Não esqueça de guardá-las. Estas são as primeiras fotos do seu bebê!

Quantos ultrassons devem ser feitos durante a gravidez?

Se na gravidez não há fatores de risco específicos, não é necessário fazer muitos ultrassons. De acordo com as autoridades de saúde, dois ou três ultrassons podem ser suficientes para os nove meses inteiros.

O primeiro ultrassom na gravidez: 12 semanas

Primeiro ultrassom na gravidez – Foto: Freepik

É realizado no primeiro trimestre da gravidez e é utilizado para:

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  • Avaliar a presença de um ou mais embriões;
  • Verificar a viabilidade do feto detectando sua frequência cardíaca;
  • Confirmar o número de semanas de gravidez

O equipamento de ultrassom mais sofisticado também possibilita um primeiro estudo da anatomia do feto, mas deve-se levar em consideração que no primeiro trimestre da gravidez a formação e maturação de órgãos ainda está em andamento.

Se o ultrassom do primeiro trimestre for realizado por volta da décima segunda semana de gravidez, muitas estruturas anatômicas podem ser visualizadas: o cérebro com seus hemisférios e a linha média que os separa, os quatro membros e suas extremidades, estômago e bexiga, se pelo menos parcialmente cheio, atividade cardíaca, cuja frequência pode ser medida.

Em alguns casos, se necessário, o equipamento de ultrassom de ponta também oferece a possibilidade de realizar uma primeira ecocardiografia.

Finalmente, durante a ultrassom na gravidez, é muito frequente observar os movimentos do feto: dos movimentos bruscos do tronco às rápidas mudanças de posição.

O segundo ultrassom na gravidez: 20 semanas

Segundo ultrassom na gravidez – Foto: Freepik

É comumente chamado de “ultrassom morfológico” e é realizado no segundo trimestre, principalmente entre a décima nona e a vigésima primeira semana.

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Nesta fase, a formação dos tecidos e dos órgãos definitivos do feto terminou e o objetivo deste exame é justamente verificar o desenvolvimento regular e o crescimento do bebê.

Nesse ultrassom, também é avaliada a posição e a estrutura da placenta, além da presença adequada de líquido amniótico, que é medido se parecer reduzido ou aumentado.

A partir da 16ª semana, também é possível observar o sexo do feto, geralmente avaliado durante o ultrassom morfológico.

Os movimentos do feto nesta fase são mais refinados, e pode ocorrer a abertura da mão. Nesse estágio de desenvolvimento, também são frequentemente observados os movimentos de flexão e extensão dos membros, que agora se tornam mais vigorosos e maiores.

O terceiro ultrassom na gravidez – 32 semanas

Terceiro ultrassom na gravidez – Foto: Freepik

É realizado no terceiro trimestre, geralmente por volta da 32ª semana. O objetivo específico deste ultrassom é avaliar o crescimento do feto, bem como confirmar o desenvolvimento regular de alguns órgãos e sistemas.

O terceiro ultrassom também permite ver como o feto está posicionado: se não estiver em posição cefálica (de cabeça para baixo), a mãe é informada da existência de alguns procedimentos que podem mudar sua orientação, a fim de evitar a cesariana.

A sequência que descrevemos, com os três exames de ultrassom na gravidez, pressupõe que a gravidez tenha um curso fisiológico e que os ultrassons confirmam que o feto está se desenvolvendo corretamente. Mas caso contrário, outros ultrassons com propósitos diferentes podem ser necessários, com base no problema encontrado.

Quando é necessário fazer mais de 3 ultrassons?

Médico fazendo ultrassom – Foto: Freepik

É possível identificar alguns fatores de risco na história clínica materna ou encontrados na ultrassonografia ou durante a verificação da gravidez, o que pode justificar o uso de maiores verificações por ultrassonografia. Assim, é necessário fazer mais de 3 ultrassons nos seguintes casos:

  • Hipertensão crônica ou gestacional
  • Diabetes pré-existente ou gestacional
  • Doença renal crônica
  • Síndrome do anticorpo anti-fosfolipídeo
  • Idade materna acima de 40 anos,
  • Presença de miomas uterinos ou outras patologias
  • Estados de magreza extrema ou obesidade
  • Gravidez por técnicas de fertilização assistida
  • Fumante ou dependente de drogas/álcool
  • Filho anterior nascido com baixo peso ao nascer
  • Sangramento vaginal
  • Suspeita de anormalidades do líquido amniótico
  • Suspeitas de malformações fetais.

Confiabilidade do ultrassom na gravidez

Grávida fazendo exame – Foto: Freepik

Ao ultrassom morfológico é atribuída uma sensibilidade que varia entre 50% e 80% na identificação das principais malformações fetais, ou seja, aqueles defeitos que requerem assistência médica após o nascimento.

A possibilidade de detectar uma anomalia importante depende, de fato, de vários fatores, incluindo:

  • Experiência do operador executando o método
  • Tipo de equipamento utilizado
  • Período gestacional em que o exame é realizado (algumas anomalias fetais ocorrem apenas no terceiro trimestre)
  • Quantidade de líquido amniótico
  • Posição do feto no momento do exame
  • Espessura dos tecidos da parede abdominal materna
  • Tamanho e localização de quaisquer defeitos

A detecção de anomalias menores não é, de fato, um objetivo desse exame ultrassonográfico (devido às características intrínsecas do método). Por esses motivos, dependendo do caso, o médico pode indicar a execução das investigações diagnósticas mais adequadas para estabelecer o diagnóstico diferencial e o manejo da patologia fetal.

Existem contra-indicações?

O ultra-som morfológico não é um exame doloroso para a futura mãe e não produz efeitos prejudiciais ao feto, mesmo a longo prazo. Por esse motivo, a investigação é considerada isenta de riscos.