Como vocês sabem, estamos vivendo um período de imensa preocupação com a saúde de todo o planeta. Se por um lado os noticiários falam sobre o coronavírus, nós, mães e pais, precisamos estar atentos a outras doenças que sempre existiram e que costumam levar nossos filhos ao hospital. E para quem tem bebês em casa, um dos maiores perigos é um outro vírus, o VSR (Vírus Sincicial Respiratório).

Imagem: 123RF

Eu mesma nunca tinha ouvido falar sobre ele até que minha filha, com 1 ano e meio de idade naquela época, foi parar na UTI. Para quem não sabe, o VSR é a maior causa de bronquiolite em bebês – justamente o que Catarina teve quando era pequena. E por ter passado na pele pela experiência de uma internação com ela, é que eu sei da importância de compartilhar as informações desse post com vocês.

Em uma criança ou adulto, o VSR causa sintomas parecidos com os de uma gripe. Mas em bebês recém-nascidos, e principalmente nos bebês de alto risco (entre os quais estão os prematuros), ele pode levar à internação e, infelizmente, até a óbito. Ou seja, não é brincadeira!

Publicidade

É preciso dizer também que estamos em plena temporada desse vírus na região Norte do Brasil – que durará até junho. E nas outras regiões a temporada se estende até julho/agosto, o que significa que estamos entrando no período do ano de maior circulação do vírus (e, portanto, de maior número de casos). Por esse motivo, é a hora certa de fazer a imunização dos grupos de risco, para evitar sérias complicações. Ainda mais sabendo que precisamos evitar ao máximo hospitalizações nesse momento.

Pelo SUS, podem receber a imunização as crianças pertencentes aos seguintes grupos: prematuros que nasceram com menos de 29 semanas e que ainda tenham até 1 ano de idade (depois dessa data, não é mais possível tomar na rede pública), crianças com cardiopatia congênita e com doença pulmonar crônica da prematuridade até 2 anos de vida. Mas a Sociedade Brasileira de Pediatria também recomenda que recebam o medicamento os prematuros nascidos entre 29 e 31 semanas e 6 dias de idade gestacional, menores de 6 meses de vida. Nesse caso, a imunização está disponível na rede privada. Nesse site aqui você vê todas as informações sobre o vírus, como ele circula no Brasil e sobre como proteger seu filho.

E falando em fortalecer as defesas do bebê, há um alerta importante: manter a carteira de vacinação da criança em dia. Assim como acontece para todos os pequenos, os bebês de risco precisam ter sua vacinação atualizada, mesmo em tempos de distanciamento social – ainda que tenham que sair de casa para isso. Essa atitude é fundamental para evitar complicações que podem levar o bebê à internação, tão indesejável sempre, e principalmente agora com os sistemas de saúde saturados.

Mas o que você pode fazer na sua casa para evitar que seu bebê pegue o VSR? Tudo aquilo que protege contra os vírus respiratórios de uma forma geral: lavar as mãos constantemente, lavar sempre os objetos que seu filho toca, evitar o contato com pessoas que manifestam sintomas de doença respiratória aguda (inclusive irmãos, porque a maioria dos bebês são contaminados dessa forma), evitar aglomerações e o contato com pessoas que fumam, retardar o momento da entrada na escola e, claro, o aleitamento materno. Leite materno ajuda a fortalecer a imunidade do bebê, não se esqueça!

Enfim, vale a pena estar duplamente atento nesse momento e evitar que seu bebê tenha o VSR. Ele também causa falta de ar, catarro que obstrui as vias respiratórias, e pode começar com sintomas que parecem um simples resfriado. Converse sempre com seu pediatra sobre os cuidados necessários, ok?

Publicidade