Rubéola na gravidez: por que a doença é tão grave nessa fase?

Por 0 Comentários


Você se lembra de ter tido rubéola alguma vez na vida? Ou, melhor, de ter se vacinado contra a doença? Caso sua resposta seja não para as duas perguntas, e se está pensando em engravidar, é fundamental se proteger. Embora não seja considerada grave na idade adulta adultos, a rubéola na gravidez é perigosa, capaz de provocar aborto espontâneo e malformações na criança.

Causada por um vírus, a rubéola é transmitida através do contato com secreções da pessoa infectada – o que pode ocorrer por meio de espirros, tosse, saliva etc. Para saber mais sobre a condição e por que você deve evitá-la durante a gestação, confira as informações a seguir.

rubéola na gravidez
Imagem: 123RF

Quais os riscos da rubéola na gravidez?

Quando a mulher contrai rubéola na gravidez, ela pode transmitir ao bebê, por meio da placenta, a chamada Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). A doença pode provocar aborto ou levar a malformações fetais, como surdez, microcefalia e problemas cardíacos, no fígado e nos olhos.

As consequências também podem surgir quando a criança for mais velha. Ela pode apresentar, por exemplo, diabetes e dificuldade de aprendizagem.

Vale saber que os riscos são maiores se a doença for contraída ainda no primeiro trimestre da gestação.

E como saber se eu estou infectada?

Os sintomas da rubéola são parecidos com os da gripe e incluem tosse, dor de garganta, coriza e febre. O paciente também pode sentir cansaço, dor nas juntas, irritação nos olhos (até mesmo conjuntivite) e perceber inchaço nos gânglios do pescoço. Mais um sintoma comum, que costuma aparecer dias depois, são infecções avermelhadas pelo rosto e pelo corpo.

O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue. Já para avaliar uma possível contaminação do bebê, é importante não descuidar dos exames de pré-natal, como o ultrassom morfológico, capaz de detectar algumas malformações.

Porém, pela semelhança dos sintomas com os de outras doenças, muitas pessoas contraem rubéola sem perceber. E, no caso dos bebês, a maior parte das malformações é detectada somente após o nascimento.

Há tratamento?

Infelizmente não há cura para a rubéola. O tratamento da doença será focado de acordo com as suas consequências. Por isso o diagnóstico precoce é ainda mais importante, pois quando a condição é descoberta cedo, as chances de sucesso no tratamento são maiores.

Prevenindo a rubéola na gestação

Manter um bom pré-natal é fundamental. Pois entre os exames de sangue pedidos durante esse período, o profissional de saúde que a acompanha deve solicitar aqueles que detectam infecções que podem atrapalhar o desenvolvimento do bebê, caso da rubéola e da toxoplasmose, por exemplo.

O exame mostrará se você é imune à rubéola, o que ocorre se você tiver sido vacinada ou tiver contraído a doença no passado. Caso você não seja, não pode tomar a vacina contra a rubéola (a tríplice viral) durante a gravidez, daí a dica é manter a mesma prevenção a outras viroses: não manter contato com pessoas infectadas, evitar lugares fechados, não compartilhar objetos de uso pessoal etc. E caso você desconfie que esteja doente, informe seu médico.

Agora, se você ainda não estiver esperando bebê, é fundamental se vacinar para evitar rubéola na gravidez. Assim você se protege contra a doença e, também, previne o seu filho da Síndrome da Rubéola Congênita.


 



Arquivado em: GravidezSaúde Tags:

Deixe seu comentário