Seu bebê é albino?

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Essa semana eu recebi uma mensagem de uma leitora do blog, que dizia estar receosa com a possibilidade de seu bebê ser albino. Ela mora em uma região do Brasil distante de grandes centros urbanos, e dizia que havia recebido pouca informação sobre as condições de seu filho recém-nascido.

Em primeiro lugar, acho importante falar sobre o albinismo, que ainda hoje é um tabu para muitas culturas (e, infelizmente, crianças e adultos albinos continuam a ser alvo de discriminação no convívio com a sociedade). Trata-se de um problema genético (uma mutação no cromossomo X) que afeta a produção de melanina pelo corpo – assim, a cor da pele, dos cabelos e até mesmo dos olhos pode ser afetada. Diferentemente do que muita gente pensa, nem todos os albinos são extremamente brancos – há gradações na deficiência da produção do pigmento, e com isso variações na aparência em geral. A pele pode ir do branco extremo até o marrom; os cabelos, do branco ao castanho (há, inclusive, albinos ruivos) e os olhos, do azul muito claro ao mel. E essas características podem ser fixas ao longo dos anos, ou se modificarem (a pele pode, por exemplo, ganhar manchas ou sardas).

Um dos grandes problemas físicos associados ao albinismo são os distúrbios oftalmológicos. Em geral, pessoas albinas apresentam movimento rápido e involuntário dos olhos (chamado de nistagmo), e há a possibilidade de terem estrabismo, miopia, hipermetropia, astigmatismo, fotofobia (muita sensibilidade à luz) e até mesmo cegueira. Se um bebê nasce com pouco ou nenhum pigmento nos cabelos, cílios ou sobrancelhas, a equipe médica pedirá um acompanhamento oftalmológico, para que um possível problema seja detectado precocemente. Normalmente os problemas oculares surgem entre o terceiro e o quarto mês de vida (sendo o movimento dos olhos um dos mais facilmente notados).

Recentemente eu vi esse vídeo fofíssimo, que mostra um bebê albino que enxerga, com a ajuda de um óculos, sua mãe pela primeira vez. Veja que lindo:

Bebês, crianças e adultos albinos também precisam de acompanhamento de um dermatologista. Isso porque a falta ou carência de melanina torna-os susceptíveis ao câncer de pele. Se seu filho apresenta albinismo, proteja-o sempre com um filtro ou bloqueador solar (a partir dos 6 meses de vida, quando é recomendável a utilização desses produtos). E sempre muito cuidado com o sol.

Para finalizar, quero deixar uma galeria de fotos linda, de bebês albinos africanos. As imagens das mães, negras, com os filhos, brancos, chamam nossa atenção para um fato inquestionável – que não importa a cor da pele, somos todos iguais no coração!




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Comentários (1)

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  1. Khadija disse:

    Eu acho q no estado q está o mundo, é mais interessante adotar uma criança no lugar de ter seu próprio filho, eu quero adotar um menino negro e um albino, e dps uma menina negra e uma albina, eu sou ruiva natural, pensei em ter uma filha para q eu posso parir uma ruiva tb, mas há possibilidades de nem nascer ruiva… Então acho melhor adotar crianças mesmo 🙂

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