Lembro direitinho: era a primeira semana de vida de Catarina. Eu estava em seu quarto, trocando fralda e ouvindo seu choro, com o coração apertado por não saber o que fazer para que ela se acalmasse. Foi quando minha mãe chegou, me abraçou e disse: “filha, bebês não vêm com um manual de instrução. Para muitas coisas, você terá que tentar mil vezes, terá que derramar muitas lágrimas até acertar. Mas não se preocupe: no fim, tudo dará certo”.

Engraçado como o que eu mais queria naquele momento era que, ao sair da maternidade, alguém tivesse me dado um manual que ajudasse a interpretar o choro, que ensinasse a melhor posição para amamentar, que me dissesse quanto de roupa colocar em minha filha, para que ela não sentisse nem frio, nem calor. Mas minha mãe tinha razão: só mesmo a experiência, a prática diária, e os mil erros cometidos iriam me ensinar a ser a mãe que eu me tornei.

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Ainda mais curioso é saber que, embora os bebês não venham ao mundo com instruções, há milhares de manuais de como ser a mãe perfeita. Não, eles não estão escritos – passam de boca em boca, e certamente você já ouviu uma versão de alguma mãe por aí. O “certo” é amamentar até os 6 meses sem complementar (e se você tentou de todas as formas e não conseguiu, a culpa é sua). O “certo” é colocar seu filho ainda acordado no berço, para que ele aprenda a dormir sozinho (e se seu bebê não dorme dessa forma, é porque você não soube aplicar a técnica). O “certo” é que seu pequeno seja simpático, abra um sorriso ao ver qualquer pessoa que entre pela porta, e se atire alegremente no colo de qualquer familiar, mesmo que não se recorde do dito cujo (então se seu filho chora ou fecha a cara, é você quem o está criando para ser um grande mal-educado).

E o resultado disso? Culpa! Uma culpa enorme por não conseguir seguir o manual da perfeição materna à risca. Por achar que em todas as outras casas os bebês são muito mais bem humorados, nutridos e disciplinados do que o seu. E quanto mais você busca se encaixar no perfil de mãe perfeita, que tem o filho perfeito, mais você se frustra. Porque, por melhor que você faça, sempre há algo que não foi previsto, que saiu do controle, ou com o que não soube lidar.

Da próxima vez que esse sentimento surgir, respire fundo e diga para si mesma que você é a melhor mãe que consegue ser hoje (e que, com a experiência e o amor que você sente por seu filho, provavelmente será uma mãe melhor a cada dia). Aliás, que você é a melhor mãe que seu filho poderia ter, dentre todas as outras do planeta. Sentir-se segura é o primeiro passo para ultrapassar uma dificuldade – e tenha certeza, seu bebê será o primeiro a perceber isso e se tranquilizar.

Se for difícil lembrar, escreva na sua cabeceira: “não existem mães perfeitas, apenas mães reais”. E ser uma mãe real é exatamente isso: descobrir qual é o certo para a sua família; não o modelo que disseram que você precisava seguir.

“Não existem mães perfeitas, apenas mães reais” é o tema da campanha de Baby Dove. Você já viu o vídeo? Eu sou a personificação da mãe que dormia sentada, enquanto o bebê estava com pique total! E você, se reconhece em alguma cena?

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