A pré-eclâmpsia é o momento que antecede a eclâmpsia, um fenômeno bem conhecido (e temido!) pelas grávidas. Exclusiva da gravidez, a condição aumenta subitamente a pressão arterial da gestante e tem como consequências edemas cerebrais, convulsão e coma. O motivo ainda é desconhecido. 

Esse momento prévio não é a salvo de riscos, mas é uma das melhores chances que a gestante tem de evitar que o quadro se agrave. Para isso, a descoberta da pré-eclâmpsia deve ser feita em tempo hábil do tratamento, com ajuda de um pré-natal completo. 

Confira a seguir os sintomas, o diagnóstico e os fatores que contribuem para o aumento da pressão na gestação. 

Os sintomas da pré-eclâmpsia 

Mulher grávida com mão na cabeça e expressão de dor. Foto: Freepik

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Os quadros mais comuns costumam acontecer a partir da 20ª semana de gestação. Os sintomas mais comuns são:

  • Pressão arterial elevada. 
  • Dor de cabeça persistente. 
  • Alterações na visão, como pontos de luz. 
  • Dificuldade para respirar. 
  • Diminuição na urina. 
  • Ganho de peso repentino. 
  • Náusea e vômito na segunda metade da gravidez. 
  • Inchaço excessivo e repentino nas mãos e no rosto. 

Alguns desses sinais são normais na gravidez. Por isso, é tão importante o acompanhamento médico regular e próximo. Para que, a qualquer suspeita, seja feito um atendimento. 

Os riscos para a mãe e para o bebê

Ultrassonografia de um bebê no útero. Foto: Freepik

O aumento excessivo da pressão arterial pode fazer com que o fluxo sanguíneo do bebê seja afetado. Consequentemente a criança não recebe todos os nutrientes necessários e tem seu desenvolvimento e seu ganho de peso comprometido

Para a mamãe, o quadro pode desencadear hemorragia, descolamento prematuro da placenta, parto emergencial (em casos mais graves) e o agravamento do quadro para eclâmpsia, que pode envolver edemas cerebrais, convulsões, danos renais, insuficiência hepática, acidente cardiovascular cerebral e coma. 

Quadros de risco para pré-eclâmpsia e o diagnóstico 

Médico usando uma seringa para retirada de sangue do paciente. Foto: Freepik

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Como os sintomas se confundem muito com quadros normais da gravidez, a atenção deve ser redobrada. Principalmente quando se tratar de mulheres dentro do grupo de risco de pré-eclâmpsia: 

  • Primeira gravidez.
  • Segunda gravidez com menos de 2 anos ou mais de 10 anos de intervalo. 
  • Ter mais de 40 anos. 
  • Gravidez gemelar.
  • Obesidade. 
  • Fertilização in Vitro. 
  • Diabetes ou problemas de coagulação
  • Disposição genética. 
  • Pré-eclâmpsia na gestação anterior. 

O diagnóstico é feito por meio de um exame de sangue realizado na 20ª semana de gestação, onde os médicos conseguem observar o crescimento placentário (PIGF) e a tirosina quinase-1 (sFlt-1). Ambos permitem a análise do controle da doença e o desenvolvimento do bebê. A constante medição de pressão também é uma maneira de se manter o controle, além de outros exames como análise de urina, ultrassonografia fetal, teste de não-estresse fetal e perfil biofísico. 

O tratamento do quadro 

Mulher grávida se preparando para o ultrassom. Foto: Freepik

Infelizmente, enquanto a mãe estiver gestando o bebê não há cura definitiva para a pré-eclâmpsia. As maneiras de controlar o quadro e evitar que ele prejudique a saúde é: 

  • Para quadros mais moderados: monitoramento minucioso e periódico, com um pré-natal mais próximo e possível indução de parto a partir da 37ª semana. 
  • Em quadros mais graves: hospitalização, administração de medicamentos para redução de pressão e prevenção de convulsões e possível indução de parto a partir da 34ª semana.

Como se prevenir da alta pressão arterial 

Duas mãos administrando pílulas. Foto: Freepik

Ainda não se sabe a causa exata do fenômeno, mas se a gestante faz parte do grupo de risco, a prevenção deve começar (se possível) antes de engravidar. Problemas como pressão alta, obesidade e diabetes devem ser analisados e avaliados por um médico especializado para que seja feito corretamente o tratamento de prevenção. Esse pode incluir baixa ingestão de sal e calorias e uso de medicamentos. 

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A pré-eclâmpsia pode surgir também no pós-parto

Pé de bebê recém-nascido. Foto: Freepik

Mesmo que o parto seja uma das maneiras de solucionar o quadro, há casos de gestantes que apresentaram pré-eclâmpsia depois do nascimento do bebê. Normalmente, nos casos pós-parto ela se desenvolve em até 48h depois do parto ou em até 6 semanas. Os sintomas costumam ser parecidos com o quadro na gestação e o tratamento se dá por medicações para redução da pressão arterial. A paciente pode, ou não, ter apresentado sintomas durante a gestação. 

O fenômeno atinge cerca de 10% das gestantes brasileiras. E, mesmo indicando quadros perigosos para a mãe e o bebê, ele pode ser revertido e prevenido com uma bateria de exames e alguns cuidados na rotina e na alimentação da gestante! Por isso, mantenha seu pré-natal em dia, e em qualquer agravamento de sintoma ou quadro de eclâmpsia procure imediatamente um hospital.