A deficiência de vitamina D já é uma carência nutricional bastante comum em todas as idades, e tem vindo bastante à tona com a pandemia do Corona vírus. Vamos entender um pouquinho mais sobre a vitamina D e sua importância?

Conhecendo a vitamina D

Filé de Peixe - Vitamina D - Foto: Freepik

Filé de Peixe – Vitamina D – Foto: Freepik

A vitamina D é erroneamente conhecida como vitamina, embora já tenha sido constatada sua ação como um pró-hormônio, que desempenha papel fundamental no metabolismo ósseo. Além de sua ação comprovada na mineralização óssea e homeostasia do cálcio, a vitamina D está envolvida na regulação de mais de 1.000 genes, atuação em diversos receptores em vários órgãos, o que resulta na atividade em ampla escala no nosso organismo. Ela também tem ação imunomoduladora, ao participar de forma direta ou indireta da regulação dos sistemas imunológico, cardiovascular, musculoesquelético e endócrino.

Aproveite e confira nosso artigo sobre a importância da vitamina D para bebês.

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Esse pró-hormônio tão importante é obtido pela síntese cutânea e por fontes alimentares. A maior parte, 90%, é proveniente da síntese cutânea após exposição solar, e menos de 10% é obtida pela alimentação. Durante o verão, outono e primavera, 10 a 15 minutos de exposição solar, entre 10h e 15h, é suficiente para a síntese da vitamina D em indivíduos de pele clara. E quanto à alimentação, podemos encontrar níveis consideráveis de vitamina D na sardinha, atum, salmão, fígado, entre outros.

Ovo Frito - Vitamina D - Foto: Freepik

Ovo Frito – Vitamina D – Foto: Freepik

Níveis pouco satisfatórios são comuns em algumas situações: bebês em aleitamento materno exclusivo (pois o leite materno não é rico em vitamina D), principalmente se prematuros, filhos de mães que tiveram hipovitaminose D durante a gestação, ou de pele escura, nos períodos de crescimento acelerado do esqueleto (0-12 meses de idade e nos adolescentes entre 9-18 anos). Outras causas que também devemos pensar: dieta vegetariana, alguns medicamentos e obesidade.

A triagem universal para hipovitaminose D não é recomendada, somente para grupos de risco. Quando indicada, o exame é feito através de coleta sanguínea para dosagem da 25-OH-vitamina D.

Quando existe algum fator de risco ou doenças que atrapalhem a metabolização de vitamina D, a suplementação deve ser avaliada. Na faixa etária pediátrica, a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) recomenda a suplementação de 400UI de vitamina D para o bebê de 0-1 ano, e 600UI para 1-2 anos. Para idades acima ainda não há um consenso uniformizando a conduta, por isso é importante o acompanhamento médico para avaliar o seu caso.