Insônia durante a gestação: dicas (que funcionam!) para a grávida dormir melhor

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Hoje tem post super bacana aqui no blog, destinado para as grávidas com insônia!

Eu não tive muito problema para dormir na gestação: digo, inclusive, que não fui preparada pela barriga para a falta de sono crônica do pós-parto! Mas sei que muitas mães passam a dormir mal, com episódios de insônia, durante a gravidez. Por isso acredito que esse texto traga dicas super bacanas e úteis da nossa consultora de sono, Michele Melão, para as futuras mamães que precisam (e merecem!) dormir melhor na gestação. Vem conferir!

Por Michele Melão

Nós já falamos muito aqui no Mil Dicas de Mãe sobre o sono dos bebês e das crianças, mas hoje nosso post é dedicado às gestantes.

Grande parte das futuras mamães se queixam de sentirem muito sono, algo incontrolável. Entretanto, existem muitas gestantes que têm insônia, mais comumente no fim da gestação. Você sabia que cerca de 80% das grávidas apresentam alguma dificuldade em iniciar o sono, retoma-lo em eventuais despertares durante a madrugada ou passam a acordar cedo demais?

É o chamado transtorno de insônia.

Imagem: 123RF

E por que isso acontece?

Umas das principais causas são os efeitos mecânicos / físicos. As dores nas costas, movimentos constantes dos bebês (que ficam mais quietos durante o dia, enquanto a mãe se movimenta, já que estão sendo “ninados”), tamanho da barriga (que dificulta achar uma posição adequada para dormir), refluxo, dores nos seios, câimbras, e o aumento do número de vezes que precisa ir ao banheiro (noctúria).

Outro fator é a ansiedade. O fim da gestação traz um monte de dúvidas. Como será o parto, como serão os primeiros dias com o bebê, o trabalho que deverá ser deixado por um período, enfim, todas as angústias que a chegada do bebê naturalmente nos traz. É um ciclo. A falta de sono pode deixar a mulher mais irritadiça, com variações de humor em virtude do cansaço e isso aumentará a ansiedade, já que o tempo que a mulher passa durante a insônia geralmente é recheada de pensamentos preocupantes.

Precisamos tomar um pouco de cuidado com o diagnóstico de insônia. Existem, sim, mulheres com mais probabilidade de desenvolver este transtorno, mas alguns problemas podem agravá-lo.

Quem são as mais suscetíveis? Mulheres com histórico de depressão, transtornos de ansiedade, TOC, pânico ou que passaram por períodos de grande estres durante a gestação.

Além destes transtornos, alguns problemas respiratórios também podem surgir durante a gestação por causa do ganho de peso, aumentando a chance de desencadear a insônia. O ronco é muito comum, dificultando a passagem do oxigênio e consequentemente piorando a qualidade de sono.

Outro fator importante que atinge cerca de 30% das gestantes é a síndrome das pernas inquietas, caracterizada por sensação de ardor, formigueiro ou espasmos nas pernas, acompanhados por uma vontade de mexer as pernas para aliviar este desconforto.

O que fazer se você está grávida e tem dificuldade para dormir?

Toda gestante com dificuldade em dormir pode melhorar muito a qualidade da sua noite com uma boa higiene de sono!

– Evite líquido em excesso depois de 17h. Isso vai ajudar na vontade de ir ao banheiro.

– Evite frituras, açúcares, comidas apimentadas ou qualquer outro alimento que possa aumentar a chance de refluxo e azia.

– Se você sofre com insônia, evite dormir no fim da tarde.

– Tenha um ambiente (quarto) agradável, com roupas de cama confortáveis, use travesseiro no meio das pernas ou travesseiros especiais para gestantes.

– Se fizer exercício físico, tente praticar de 4 a 6 horas antes do sono.

– Evite TV, celulares ou outros aparelhos eletrônicos dentro do quarto.

– Dormir sempre do lado esquerdo para garantir a segurança do bebê.

– Meditação.

– Procure momentos de parada durante o dia para respirar e relaxar. 5 minutos, a cada 3 horas, já vão te ajudar muito.

– Durma e acorde sempre no mesmo horário.

– Não force o sono. Se você deitar e sentir que não vai dormir de forma alguma, faça uma outra atividade e volte depois de alguns minutos. Evite apenas os eletrônicos.

– Tenha um bloco de anotações ao lado da cama. Se aparecer algo na sua cabeça que você não pode esquecer, anote no bloco, para não alimentar a ansiedade.

– Sempre pedir orientação do médico.


 



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