Estudo afirma que anestesia peridural diminui chance de depressão pós-parto

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Se você já é mãe, provavelmente já ouviu falar em anestesia peridural (ou epidural), certo? Para quem não sabe exatamente o que o termo significa, ela é uma das opções para aliviar a dor da mamãe, durante o parto. Quando este tipo de anestesia é aplicado, a mulher fica insensível somente do peito para baixo, ou seja, consegue acompanhar conscientemente todo o trabalho de parto – seja ele natural ou uma cesariana.

Uma pergunta que muita gente se faz, inclusive os pesquisadores da área médica, é se o tipo de anestesia usado durante o parto pode influenciar alguma ocorrência na mãe ou no bebê, após o nascimento. E não é que parece que sim? Segundo um estudo recente do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, publicado no periódico Anesthesiology, a peridural seria um fator que contribui para diminuir as chances da mãe desenvolver depressão pós-parto! Para chegar a esta conclusão, os estudiosos revisaram registros médicos de 201 pacientes, e concluíram o seguinte:

Imagem: 123RF

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Menos dor no parto pode indicar menor chance de depressão

Para os pesquisadores, a dor que a mulher sente durante o trabalho de parto pode promover diversas consequências, como o desenvolvimento da depressão pós-parto. É como se o processo doloroso funcionasse, em certas parturientes, como um gatilho para o surgimento do quadro de intensa tristeza e prostração, que é experimentado por algumas recém-mães. Portanto, receber a anestesia peridural (que alivia a dor) seria um fator que contribui para diminuir essa propensão.

Eles avaliaram as pacientes usando escalas de dor e depressão, de 1 a 10, e encontraram um maior alívio nas mulheres que receberam a peridural, assim como um menor resultado na escala de depressão pós-parto (quanto menor a dor, menos provável que a mãe ficasse depressiva após o nascimento do bebê).

 

Depressão é resultado de muitas variáveis

Apesar das recentes descobertas, vale destacar que a depressão pós-parto é resultado de uma série de fatores – e que tomar anestesia peridural durante o parto não é garantia de que a mãe não desenvolva o problema depois, como afirmado pelos próprios pesquisadores, nesse estudo.

Mudanças hormonais, psicológicas, suporte social e o próprio histórico psiquiátrico da mulher podem contribuir para o aparecimento do problema (que merece total atenção, inclusive profissional, e apoio da família!). É importante notar ainda que um outro estudo anterior sugere que mulheres que não receberam epidural durante o parto, mas que tiveram suporte de doulas, parteiras, enfermeiras ou obstetras para realizar o parto natural, tinham pouca propensão para o desenvolvimento da depressão pós-parto, justamente porque estavam preparadas para enfrentar a dor do processo! Portanto é fundamental que, independentemente do tipo de parto escolhido, a futura mamãe se informe, conscientize-se sobre as sensações provocadas pelo nascimento e esteja amparada, da melhor forma possível!






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