O dia em que eu testei o Nana Nenê

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Tem coisas que a gente faz como mãe das quais não se orgulha, mas também não se arrepende (simplesmente porque era o melhor que você conseguiu fazer naquela época). E sempre que penso sobre isso, me vem à mente um capítulo muito especial da minha história com Catarina: o sono da pequena e minha completa inabilidade para fazê-la dormir. Por volta dos 9 meses de vida, a filhota começou a acordar e permanecer acordada durante a madrugada. Eu tentei de tudo: embalar, cantar, colocá-la no carrinho, levar para minha cama – quanto mais eu tentava colocá-la dormir, mais irritada ela ficava! E passávamos mais de uma hora nessa “dança”, que me tirou completamente do prumo. Eu virei uma mãe zumbi, com direito à falta de paciência no dia seguinte, um cansaço crônico, que chegava a comprometer minha forma de pensar. Eu mal raciocinava, e me sentia triste com a chegada da noite, já pensando no que viria nas horas seguintes.

Imagem: 123RF

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É claro que nessa hora sempre aparece alguém para te perguntar: “você já tentou o Nana Nenê?”. Esse termo acaba resumindo o que as pessoas conhecem como técnicas de choro controlado, em que você deixa o bebê chorando no berço, sem pegá-lo, para que ele finalmente aprenda a dormir.

Por falta completa de uma ideia melhor, eu resolvi tentar (pena que na época não encontrei uma consultora de sono que pudesse me ajudar – eu, inclusive, desconhecia esse tipo de serviço. Se fosse hoje, a primeira coisa que faria era pedir ajuda, e tentar métodos gentis de aprendizagem de sono). Do meu jeito (sem sair do quarto da pequenina, porque eu nunca conseguiria me ausentar e me sentir abandonando-a), eu tentei o “deixar chorar para dormir”. E no vídeo a seguir eu conto minha experiência, e os dois motivos que eu acredito terem me levado ao insucesso. Vem dar uma espiadinha e me conta se você também tentou!

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P.S. 1 – Não, eu não tentaria novamente qualquer técnica de choro controlado, porque a maternidade me levou pelo caminho da criação com apego, que não tem volta. Sem choro, muito abraço e paciência!

P. S. 2 – Eu não condeno quem usa esse tipo de técnica, como último meio de fazer o filho dormir. Já vi casos em que isso salvou a saúde da mãe, e por consequência conseguiu promover o bem-estar da família inteira.




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Comentários (2)

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  1. Bibi disse:

    Realmente, eu também não conseguiria.
    Nem dou muita atenção a esse tipo de “educação”.
    A criação com amor e apego é o melhor caminho mesmo. SEMPRE!
    Embora tenhamos que ter mais paciência pra tudo e as vezes não temos, né?!? heheh

  2. Olá! Acho super importante que um blog de tanto alcance como o seu aborde esse assunto. Como mãe de uma menina de 1 ano, que só me “premiou” com uma noite inteira de sono perto do primeiro aniversário, posso dizer o que é dormir mal. No entanto, sempre fui contra essas técnicas de choro controlado, pois acho que bebês pequenos não devem ser deixados chorando. Eles precisam de segurança, de afeto. Precisam sentir que os pais estão por perto para protege-lo. Imagine o que é para um bebê ficar sozinho no berço, sentindo-se abandonado pelos pais? Eu acredito que cada mãe sabe o que é melhor para o filho, mas muitas aplicam essas técnicas por desespero mesmo. Eu preferi esperar o tempo dela e hoje ela dorme BEM melhor. Obrigada por esse post. Também falei a respeito de deixar o bebê chorar no meu blog. Uma contribuição para as mamães saberem a importância de atender o choro do bebê.

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