Cama compartilhada: afinal, é bom ou ruim?

Por 16 Comentários


Eu tenho que começar esse post dizendo que eu jamais cogitei a ideia de cama compartilhada antes de Catarina nascer. Aliás, para mim fazia parte da maternidade perfeita ter um bebê que dormisse a noite toda em seu berço – afinal, eles não devem ser independentes desde cedo? (pelo menos é o que eu cansei de ouvir de mãe, avó, e algumas amigas). Só que Catarina foi crescendo, crescendo… E se no começo ela não se acostumava a dormir na minha cama (virava, virava e não dormia direito), hoje, se pudesse, já começaria a noite dormindo lá.

cama

Aí vocês me perguntam: mas você deixa? Acha bom que ela durma na cama dos pais? E a minha resposta é: depende (de cada família!). Todas as noites eu a levo para o seu berço e a faço adormecer lá (o que acho o fundamental, porque consigo ter um tempo a sós com meu marido e porque quero que ela entenda que tem seu próprio local para dormir). Agora, se ela vai ficar em seu quarto até o fim da noite, já é uma outra história! Ela já não é tão pequena assim – embora minha cama seja grande, sua presença não passa despercebida. Minha coluna (que fica em frangalhos no dia seguinte!) que o diga. Claro que é mais confortável quando ela não nos visita durante a noite. Certamente eu durmo melhor, até porque se ela ficou o tempo todo em seu quarto, eu possivelmente passei a noite sem acordar (uma das coisas mais restauradoras para uma mãe!). Mas e se ela acorda? Deixa chorar? Leva para a cama? Dá um olé (técnica que consiste em ir até o quarto do filho, dizer que você ainda não está dormindo, que vai preparar a cama para levá-lo para lá – enquanto ele deve esperar quietinho no berço; aí você enrola alguns minutos e quando volta ao quarto do filhote, ele está em sono profundo! Juro que resolve em alguns casos!)? Aí eu vou ser bastante sincera ao dizer: eu sinto o momento e ajo conforme esse sentimento.

Porque há noites (a maioria delas, aliás) em que tudo o que eu quero é voltar a dormir em menos de dez minutos. Descobri que somente por um curto espaço de tempo, durante o pós-parto, é possível ficar horas acordada na madrugada, no ritmo dorme-acorda-cuida do bebê-reza para que ele durma logo-deita a cabeça no travesseiro-acha que só se passaram cinco minutos até ouvir um chorinho novamente! Se alguma mãe por aí consegue permanecer nessa rotina louca por mais do que alguns meses, merece todo o meu respeito e admiração, porque decididamente eu não faço parte do grupo. Às 4 da manhã eu, atualmente, faço qualquer coisa para dormir logo em seguida – até levar Catarina para minha cama.

Mas há noites um pouco diferentes… Noites em que eu finjo que não escutei seu chamado. Porque o cansaço é tamanho, que os olhos mal conseguem se abrir. E nesses momentos três coisas podem acontecer: 1) sua vontade de ir para minha cama não era tão grande assim (ou o sono era maior), e ela dorme novamente em seu berço; 2) o marido vai até o quarto dela, e a convence a dormir por lá (usa a tática secreta dos pais, guardada a sete chaves desde os primórdios e um grande enigma que as mulheres ainda não conseguiram decifrar); 3) o marido vai até lá, mas percebe que a técnica não vai funcionar, e aí eu sou a primeira a dizer para apelarmos à cama compartilhada, para dormirmos os três, com as bençãos do céu!

Talvez se minha escolha tivesse sido por deixá-la chorar e persistido no método até que ele desse certo, ainda quando era um bebê, (como comentei nesse post, eu cheguei a iniciar o “treinamento”, mas desisti após alguns dias, porque me senti tão mal eu ouvir seu choro por horas que não pude continuar), Catarina não acordasse até hoje (2 anos e 10 meses) durante a madrugada com o clássico gritinho: “mãe!”. Mas nesse caso eu estaria agindo contra minha natureza, a de ampará-la quando ela não tinha outra forma de se comunicar além de chorar (e cá entre nós, não existe nada pior do que se obrigar a fazer algo que vai contra seu coração). Não, não acontece todas as noites. Há semanas em que ela simplesmente não acorda. Mas basta que sua rotina saia do esquema (o que frequentemente ocorre aos fins de semana, quando a hora de dormir é flexibilizada para que ela nos acompanhe em alguns passeios), para as acordadas noturnas retornarem, por pelo menos dois ou três dias, até que seu ritmo de sono seja restabelecido.

Agora, em fase de adaptação escolar, as noites ficaram mais turbulentas. E não só pelo fato de estar acontecendo uma mudança psicológica intensa em Catarina, mas também porque em função de ir para a escola à tarde, a soneca diurna foi definitivamente extinta (o que, claro, mexeu também com o sono noturno). Com isso, a cama compartilhada voltou a ser uma realidade aqui em casa. E assim seguimos, algumas noites com a cama mais espaçosa, outras com menos espaço. Mas felizes, porque esse é o modelo que trouxe equilíbrio à nossa família.

E aí na sua casa, como as coisas funcionam na hora de dormir?

 

 




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Comentários (16)

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  1. Stella Egreja disse:

    Sempre foi cada um no seu quarto. Hj, eles estão com 19 e estou grávida de novo, mas a ideia é a mesma, que permaneça no seu quarto, e, excepcionalmente (tipo uma doença), vai pra cama dos pais.

  2. Minha filha tem 02 anos e 07 meses e sempre dormiu no cantinho dela… mas de um tempo pra cá tem nos dado um baile na hora de dormir. Ela quer porque quer dormir comigo, até pesadelos tem tido ultimamente estou começando a ficar preocupada 🙁

  3. Ana Botinas disse:

    Olá Nívea,

    Aqui em casa, a minha pequena dorme a noite toda na sua cama, seu quarto, mas como é uma menina madrugadora, vai praticamente todos os dias, fazer o resto do soninho da manha na nossa cama, e aí toma a mamadeira da manha e desperta para a sua rotina escolar.
    Mas confesso que sempre luto para que fique na sua cama, so quando vejo que não vai dar certo levo ela para dormir na minha cama!

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Ana.

      Acho que o ideal é esse mesmo, que eles fiquem em suas camas. Mas confesso que às vezes, para conseguir dormir um pouco mais, faço essas concessões. E assim vamos, até o dia em que eu decidir que a festa acabou, rsrsrs!
      Bjs,
      Nívea

  4. Eu tenho dois filhos um com 2 anos e 10 meses ( o Murilo) e outro com 1 ano e 3 meses ( a Lívia). O Murilo dormiu no berço até os 5/6 meses e depois foi para a cama compartilhada,não tinha quem o fizesse dormir no berço nem por cinco minutos, depois de muitas tentativas e táticas mal sucedidas, não tentei mais e ficou na cama conosco até a Lívia nascer. Quando a Lívia nasceu ele dormia na caminha dele para acompanhar a irmãzinha mas depois desistiu e voltou a nossa cama mas depois de muitas noites mal dormidas ele finalmente percebeu que o canto dele não era no nosso meio, e já dorme na cama dele faz 4 meses. Já a Lívia nunca dormiu conosco, sempre no seu berço, se você quiser que ela não durma direito e coloca-la cona cama compartilhada, até quando dormimos fora temos que arrumar um cantinho só para ela ou mesmo quando está doentinha ela fica no canto dela. Bom acho que falei demais mas é isso cada criança tem seu jeito. Beijos

  5. Evelyn Loys Felicio disse:

    Meu filho tem um ano e tres meses, e nunca dormiu comigo! Ah não ser dias que ela estava doentinho. Mas nesses dias eu e meu marido nem conseguimos dormir direito, pois tinhamos medo de acontecer algo com ele! Graças a Deus ele dorme no seu berçinho e dorme a noite inteira.

  6. Meu Bebê tem 1 ano e 4 meses… e nunca dormiu uma noite inteira… Até hoje acorda 4 ou 5 vezes por noite para mamar (no peito), a CAMA COMPARTILHADA tornou-se minha amiga, pois como eu não durmo a 1 ano e 4 meses, pegar ele e trazer para minha cama é o método mais pratico para que eu possa tirar uns cochilos durante a minha noite, e ele fica mamando e logo pega no sono ! Já tentei todos os métodos e nada deu certo… estou a espera de um milagre… um dia ele deve começar a dormir… não vejo a hora !!! rsrsrrsrs

  7. Oi, Daniele, muito legal saber como foi sua história com os dois pequenos. Realmente cada filho é de um jeito, e o que vale para um, nem sempre vale para o outro, né?
    Bjs,
    Nívea

  8. Oi, Regiani, não sei se você já leu o post onde falo sobre isso, mas minha filha só começou a dormir a noite toda (miraculosamente, porque eu não fiz nada especial para isso) com 1 ano e 5 meses. Quem sabe por aí o milagre não esteja para acontecer? Ficarei torcendo!
    Bjs,
    Nívea

  9. Oi, Adriana. Muitas mães relatam que por volta dos 3 anos é muito comum a criança ter pesadelos, sabia? Já ouvi de muitas amigas com filhos mais velhos do que a minha. Acho que sempre vale a pena ficar de olho, mas em geral passa sozinho. Vale a pena avaliar se ela não está vendo na TV algo que a assuste, por exemplo. Uma amiga minha teve esse problema com a filha, e depois que parou de ver determinado desenho animado, ela ficou muito mais calma à noite. Vai saber, né?
    Bjs,
    Nívea

  10. Nívea Salgado , obrigada pelo incentivo !!! Te conto se houver progresso !!! bjos

  11. Danni Rafa disse:

    nossa já aqui em casa a minha pequena Alice, não que de jeito nem um ir para sua cama….só que antes dos 8 meses ela dormia sozinha……e agora so quer a cama compartilhada….já tentei fazer ela dormir na minha cama e depois leva – la para seu quarto…..mas no mesmo pé que levo já volto com ela…. não sei como mas ela sabe que vai ficar la sozinha…..não sei mais o que fazer…….não vejo a hora dela voltar a dormir sozinha no seu quartinho…..espero que logo pois minha coluna não aguenta mais….bjos

  12. joyce disse:

    Meu filho hoje tem três anos,mais na época em que nasceu era eu colocar no berço e o Cristian chorava demais colocava na cama ele dormia em paz,então resolvemos optar pela cama compartilhada eu ele é o pai e tivemos noites felizes.kkkk

  13. joyce disse:

    Depois que ele fez um ano e meses, ele passou a dormir a noite toda mais ainda assim não quis saber da caminha que demos para ele. Só queria minha cama a primeira noite de cama nova ele dormiu mais quando foi umas três da madrugada ele chamou mãe si veio pro meio da minha cama e até hj ficou nisso na cama compartilhada.

  14. Cissa disse:

    Aqui casa, mudamos o berço pela caminha é minha pequena (2 anos e 8 meses) simplesmente levanta e vai pra minha cama. Eu não tento convencê-la do contrário… Dou um espacinho e dormimos abraçadas kkkkkk simples assim! E se está doentinha dorme comigo todas as noites. Ai o papai não aguenta o aperto e vai dormir em outro lugar. É assim vamos vivendo do nosso jeito “imperfeito” pra muitos, mas perfeito pra gente 🙂

  15. Lidiane disse:

    Lá em casa é diferente o Gabriel 3 anos começa o sono dele na nossa cama e depois coloco ele na sua cama. E daí dorme a noite toda,as vezes passa as noites sonhando e conversando, principalmente se o dia dele foi agitado mas o bom que dificilmente ele acorda.É tão gostoso ele agarrado em mim antes de dormir que não consigo tentar fazer ele dormir logo na cama dele.Acredito que a hora do soninho dos pequenos deve ser uma hora gostosa para os pais e não uma “tortura” que precisamos ficar nos sacrificando. Mas cada mãe tem seu jeito de pensar.

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