Adaptação escolar: o coração dói, mas a mãe supera!

Por 17 Comentários


Sempre ouvi das amigas que adaptação escolar é um processo duplo: para o filho e também para a mãe. Depois de quatro dias de experiência, eu só posso engrossar o coro. Desde a última terça-feira, Catarina é uma estudante, e a mamãe aqui ainda está processando a informação!

Deixem a mãe coruja falar primeiro: a filhotinha não deu trabalho nenhum (ou quase isso) nesses poucos dias. Sei que ainda é muito cedo para cantar vitória, porque amanhã é sábado, depois vem domingo, e finalmente a segunda-feira, dia internacional da vontade de continuar em casa! Se é assim conosco até hoje, por que não seria com os pequenos? Mas eu fiquei realmente orgulhosa de minha filha. Modéstia à parte (e eu só falo isso aqui porque considero que já temos uma relação próxima, onde eu posso ser bastante sincera), eu me senti orgulhosa de mim (enfim um dia para dizer isso! Passamos tanto tempo pensando nos nossos erros, que de vez em quando é bom sentir que acertamos! Aeeeeee!). Porque veio a sensação de que se a pequena se sente segura na minha ausência, se confia que mamãe vai voltar para buscá-la, é porque estou fazendo alguma coisa certa. Claro que isso também está relacionado ao grau de maturidade de Catarina. Acredito que a adaptação, como aconteceu essa semana, seria impossível há seis meses, quando a filhotinha não desgrudava por um minuto! Imagino que com cada criança seja diferente; aqui eu notei um amadurecimento muito grande após os dois anos e meio, momento em que ela começou a pedir para conviver com outras crianças. E agora a escola é a oportunidade pela qual ela estava pedindo!

Mas por mais tranquilo que o processo esteja sendo, coração de mãe sempre sofre um pouquinho. Como quando ela chorou por perder a professora de vista no playground (e eu, vendo tudo pela janela, não pude fazer nada, porque tenho certeza de que só atrapalharia tudo se aparecesse!). Ou ao vê-la tirando a pá de uma coleguinha no tanque de areia (menina, mamãe já cansou de dizer para dividir os brinquedos!), na maior folga. E não é também para aprender a conviver em sociedade que ela está lá? Acabou devolvendo o objeto (a contra-gosto, mas já é alguma coisa!), para o alívio da mãe.

Se eu pudesse compartilhar com vocês alguma dica sobre a adaptação (e longe de mim me considerar uma grande conhecedora do assunto!), eu diria três coisas: a primeira e mais importante – se você estiver bem, a criança ficará bem. Sentindo sua segurança (e eles têm um radar extraordinário para isso!), eles ficarão mais calmos, e o processo fluirá da melhor forma possível (mesmo que chore, será por menos tempo). A segunda: prepare a criança antes, mas sem alarde. Diga que ela vai para a escola, que será ótimo, que ela terá um monte de amigos, que poderá brincar de coisas muito mais legais do que em casa. Mas respeite o tempo da criança processar isso, sem ficar batendo na tecla a cada cinco minutos. E a terceira: se possível, leve a criança para conhecer a escola antes (vá uma, duas, três, quantas vezes for possível). Eu levei a pequena várias vezes ao local, portanto ela já sabia que brincaria na areia, que lá havia um jabuti, que a sala das fantasias era divertida… Acredito que isso tenha facilitado em muito o processo.

E você que é mãe e já passou por isso, como foi a adaptação de seu filho? Tem alguma dica para compartilhar? Corre nos comentários e deixe sua contribuição!

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Comentários (17)

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  1. Adaptação escolar: a missão! : Mil dicas de mãe | 4 de fevereiro de 2014
  1. Ana Botinas disse:

    oi Nívea,

    Passei pelo mesmo agora no início de Outubro, na verdade o período de adaptação foi para mim, porque a minha pequena, desde o primeiro dia, entrou na sua nova vida, sem olhar para traz! o que me deixou muito feliz, sinal que acertei em cheio, quando decidi colocar ela na escola agora, em vez de esperar pelo próximo ano, como havíamos planeado (eu e o pai), mas ao mesmo tempo, um aperto no coração, por deixar ela longe de mim! Oh mãe sofre!
    Estou contente e feliz, por ela! Que começou a adorar a sua nova rotina, de ir para a escola, brincar com os meninos, e os brinquedos e tantas outras novas atividades (inglês, natação, musica), gosta tanto, que quando a fui buscar durante o período de adaptação, ficou triste de se vir embora!
    Hoje, por motivos de saúde, tem estado ausente da sua nova rotina, mas super ansiosa para voltar..
    Beijos
    Ana

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Ana,
      Mãe sofre mesmo!!! Mas acima de tudo, ficamos felizes quando os filhotes estão felizes, como você mesmas disse!
      Grande bj,
      Nívea

  2. Anna Carolina disse:

    Oi, meu bebê foi para escola com 5 meses e meio. Como voltei ao trabalho logo após a licença maternidade, optei por colocá-lo na escola. Como ele mamava no peito (mama até hoje com um ano e 9 meses), ele chorou muito e não queria aceitar o leite na mamadeira de jeito nenhum. As frutas, suco e papinhas ele comia, mas o leite na mamadeira (mesmo sendo o meu), ele não aceitava. Foi uma fase difícil, para ele e para mim, mas, com a confiança na escola, o apoio, paciência e carinho das educadoras, ele foi acostumando e hoje, um ano e 3 meses depois, ele chora para vir embora, sempre quer brincar mais com os amiguinhos! Gosta das atividades, dos colegas, das professoras. A escola ajudou muito com a rotina, com a alimentação, com a sociabilidade, com a prática do dividir, compartilhar. E sabe que essa “síndrome de segunda” é mais nossa do que deles? Eu sempre fico com o coração apertado no domingo mas, José sempre vai para escola feliz. Assim, fico tranquila para me dedicar ao meu trabalho porque sei que lá, ele está bem cuidado e feliz.

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Anna, nada melhor do que ir para o trabalho sabendo que seu bebê está bem cuidado e feliz, não é verdade? A adaptação nem sempre é fácil, mas quando se tem certeza de que a escola é a melhor opção para sua família, dá tudo certo no final.
      Bjs,
      Nívea

  3. Náy Rocha disse:

    Me desespero quando me imagino colocando a minha bb na escolinha, algo que em breve deve acontecer.Para uma criança é bem menos difícil do que para uma bbzinha de poucos meses como a minha.Me dói imaginar ela chorando e eu não estar lá para consolá-la.

  4. Meu filho entrou no berçário há um mês, quando completou 6 meses, e no meu caso, o que mais ouvi foi: quem sofre é a mãe, e não a criança…rs. E não é que, no meu caso, foi verdade!! Ele se adaptou super mega bem! As berçaristas dizem que ele fica muito bem, quando cansa, dorme sozinho (coisa que não acontece aqui em casa), e só resmunga quando está com fome! Ou seja, ele fica super de boa, e noto isso quando o deixo e o pego. E eu, bem, no primeiro dia, marquei manicure, cabeleireiro….rs. Tudo pra não ficar pensando tanto no pequerrucho! Hoje, um mês depois, já tiramos de letra 😉

  5. Náy, se for algum consolo, em geral as mães dizem que quando o bebê é novinho a adaptação é mais fácil. Se você chegou à conclusão que é a melhor opção, fique com o coração tranquilo, pois dessa forma o processo será mais fácil para vocês duas. E qualquer coisa é só chamar, ok? Bjs

  6. Tiele Wenzel Maciel disse:

    Neste momento estou na recepção da escolinha acompanhando a adaptação da minha bebê que tem 4meses, hoje é o quinto dia e esta tudo bem! Estou muito feliz e com certeza se eles nos sentem segura e confiante mais fácil vai ser.

  7. patricia disse:

    ola boa tarde por uma caso encontrei seu blog e adorei as suas dicas, por gentileza vc tem algum e-mail que possa entrar em contato. Pois estou passando por serios problemas com minha pituxa de 3 anos. Grata!

  8. Nossa Nivea muito lindo e verdadeiro essa postagem sua ,referente a adaptacao ,e eu boba lendo ,lembrando da adaptacao da Catarina como foi e depois como ela ficou ,muito emocionante recordar esses momentos e muito bom saber que fiz parte deste momento da vida da Catarina..Adorei

  9. Ana disse:

    Nivea.

    Meu coração está pequeno. ..dia 06.04 o Rafa começa. …e vem aquela separação que só de pensar dói.
    Uma culpa misturada com a necessidade de trabalhar fora. ..um medo das viroses…e fé para pedir que Deus olhe sempre pelo meu bebê. ..que em breve já estará maior e será um mocinho. ..
    E que venha a nova fase. …
    Alguma dica de como superar?
    Obrigada
    Bjs

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Ana,

      Imagino todos os sentimentos misturados que você está sentindo. Essa transição é realmente um desafio na vida de todas as mães, mas dá tudo certo! Confie!

      Converse bastante em família, peça ajuda quando ela for necessária, fale com seu filho e explique o que está acontecendo (a gente acha que não, mas eles entendem MUITO mais do que a gente imagina! Eles sentem tudo, então se você estiver tranquila, com certeza o Rafa também estará). Quando estiver com pensamentos tristes, ocupe a cabeça – é a melhor coisa! Mas, acima de tudo, tenha certeza de que o filhote crescerá e se desenvolverá muito, e que no fim todo mundo ficará feliz.

      Grande beijo, boa sorte! Estou torcendo por aqui 🙂

      Nívea

  10. Soraia disse:

    Olá Nívea, boa noite !
    eu passei por um processo bem difícil com a minha pequena. Ela começou a frequentar “escolinha” com 09 meses de idade. Tentei ficar com ela o máximo que pude, mas chegou uma hora que não teve jeito, tive que retornar integralmente ao trabalho. O primeiro problema de “adaptação” foi identificado 02 meses depois, na segunda consulta consecutiva ao pediatra, foi detectado que ela não havia ganhado peso nem altura….fizemos milhares de exame e clinicamente ela não tinha nada,,,,conclusão: foi a maneira que ela “encontrou” para mostrar que sentia minha falta (palavras do pediatra). Depois disso, tudo bem, ela continuou indo, apesar do meu medo e insegurança,,, mudei só os horários, me ajustei e consegui deixa-la menos tempo na escola. Os anos se passaram e após completar três anos 04 meses de idade, ela simplesmente “não quis mais ir a escola”, parou de vez. Fizemos de tudo, mil conversas com as pedagogas da escola, reuniões, e enfim, nada de palpável, nd que pudéssemos dizer que era realmente o motivo de tal comportamento. Enfim, depois de alguns meses fora da escola, me mudei de cidade e a colocamos em outra escola. Graças a Deus, depois de passar por uma “dura” readaptação a vida escolar, ela agora vai tranquilamente a escola, gosta, participa, enfim, está readaptada.
    Desculpa pelo longo texto, só achei interessante compartilhar, pois pra mim, foi uma experiência marcante, não me esquecerei dessa fase tão logo, quero compartilhar com outras mães, principalmente porque, as vezes nos acomodamos e achamos que a fase passa e tudo bem, mas como vc bem sabe disso, até disse no sue texto, as crianças mudam constantemente….. claro que a grande maioria, das crianças não passa por esse “drama”… mas enfim, sempre é valido compartilhar né ?
    Grande abraço e muito boa sorte pra sua pequena !!!!

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Soraia,

      Muito obrigada por ter compartilhado sua experiência! Com certeza ajudará muitas mães que passarem por aqui 🙂

      Grande beijo!

  11. Marcela disse:

    Olá! Meu pequeno tem dois anos e dois meses. Coloquei ele na escola tem um mês e meio. Ele começou mto bem, mas ficou doente e teve que faltar uma semana.na volta as coisas não foram tão tranquilas. Ele chorou uns três dias, mas depois parou. Ficou doente de novo e faltou mais uma semana. Novamente na volta chorou, mas só um dia. Ele ficou um tempo sem chorar e eu disse a ele que estava orgulhosa dele e feliz. Agora ele fala que não quer ir pra escola, voltou a chorar mas quando questionado do motivo ele não diz nada. Fala que gosta da professora e tal, mas não quer ir pra escola. Eu saio de la tão desanimada e sem forças. Me pergunto se fiz a escolha certa em colocar ele na escola agora. :/

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