Seu filho é inteligente ou esforçado?

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É uma delícia observar o desenvolvimento de um filho, não é mesmo? Os primeiros passos, as primeiras palavras, a forma como sua habilidade motora e cognitiva aumenta a cada dia! E celebramos suas conquistas, enchendo o pequeno de elogios: “nossa, como você é inteligente!”, “filho, você é muito esperto!”. Claro que o elogio faz parte do incentivo que nossos filhos merecem receber de nós, pais. Ele é um motivador e uma forma de discernimento do que deve ou não ser reproduzido pelo filhote. Mas será que estamos incentivando da melhor maneira?

Segundo a teoria da professora-doutora Carol Dweck, da Universidade de Stanford nos EUA, ao invés de enaltecermos a inteligência ou esperteza do pequeno, deveríamos parabenizá-lo por seu trabalho em atingir um objetivo (“puxa, como você se esforçou para conseguir isso, filhote”). Isso porque uma criança que recebe o rótulo de gênio pode querer sempre reforçar essa imagem, evitando tarefas nas quais ele não é tão bom. Se seu filho monta quebra-cabeças como ninguém, poderá evitar jogar bola, pois sabe que não se sairá tão bem na outra brincadeira (afinal, ele sempre ouviu que é um menino esperto e não quer deixar de ouvir isso, não é mesmo?).

Mas na vida todos nós temos que realizar atividades nas quais somos bons e também aquelas nas quais não somos. E é nessa hora que o filhote pode ficar com a autoestima abalada, justamente o contrário do que desejamos a ele. Ao invés de se tornar uma criança motivada pela busca do novo, o pequeno gênio pode desenvolver um perfil de quem desiste facilmente de novas tarefas e não sabe lidar com críticas, mesmo as construtivas. Por isso a importância de elogiarmos seu esforço quando ele consegue a realização de uma determinada tarefa e também quando não consegue, mas tentou. Outro ponto importante a ensinar para seu filho é a ideia de que o cérebro é como um músculo: quanto mais ele trabalha, maior sua capacidade. Ou seja: a inteligência é construída, e não algo fixo e imutável. Ninguém nasce inteligente e ponto final (se não trabalhar o cérebro, suas potencialidades não serão desenvolvidas).

Acho que vale a reflexão sobre o assunto!




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