Um dos momentos mais emocionantes do parto envolve o cordão umbilical. Símbolo de nutrição e união, ele liga diretamente a mãe e o bebê e tem papel crucial no desenvolvimento do feto. Mesmo durante e depois do parto, sabia? Clampeamento é a famosa pinçada dada no cordão, antes de cortá-lo. Pesquisas apontam que interromper esse fluxo sanguíneo muito cedo, logo após o nascimento, pode ser prejudicial para o bebê. 

Entenda abaixo o que é o clampeamento e porque ele pode ser prejudicial se não for feito na hora certa. 

Qual a função do cordão umbilical?

Mulher em trabalho de parto olha para o bebê recém-nascido ligado a ela pelo cordão umbilical. Foto: Freepik

O cordão umbilical liga o bebê pelo abdômen (nosso famoso umbigo) à placenta. A placenta, por sua vez, está ligada a mãe pelo útero. 

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Ele tem funções importantíssimas como transporte de oxigênio e nutrientes para o bebê. Normalmente, é constituído por duas artérias e uma veia. Mas, em alguns casos pode apresentar apenas uma artéria e uma veia, sem representar riscos para a gestação. 

O que é o clampeamento do cordão 

Médico segura cordão umbilical para o corte. Foto: Freepik

O clampeamento é a famosa “pinçada” que corta o fluxo sanguíneo antes do cordão umbilical ser completamente partido. Em casos de parto natural, o corte do cordão pode esperar até a dequitação espontânea da placenta. Enquanto em um parto de cesariana, o tempo recomendado é em torno de três minutos. 

O que é a dequitação espontânea da placenta?

Parteira da assistência para gestante em cima da bola de pilates. Foto: Freepik

A dequitação é considerada a última fase do parto normal. Nela, o útero se contrai e expulsa a placenta do corpo da mulher. O processo pode durar cerca de 30 minutos ou mais, e deve ser acompanhado de um médico porque pode haver necessidade de uma extração manual. 

Normalmente, o processo não é dolorido e costuma ser expontâneo. Mas, pode ser necessária uma massagem no fundo do útero ou, como dissemos, a extração manual. Caso a puérpera não tenha tomado anestesia durante o parto, para fazer a extração manual é recomendado que tome, porque o processo pode ser incômodo. 

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No caso de dequitação espontânea, o corte do cordão umbilical pode ser adiado até que a placenta seja completamente expelida pela mãe. 

Quais os riscos de um clampeamento precoce?

Recém-nascido dormindo no colo de mãos masculinas. Foto: Freepik

Os clampeamentos feitos durante o primeiros trinta segundos do bebê são considerados precoces. Um estudo divulgado pelo The Journal of Pedriatrics aponta que o cordão continua fornecendo sangue oxigenado, rico em células tronco, enquanto o bebê estabelece a respiração. A pesquisa recomenda que os médicos esperem até 5 minutos para fazer o clampeamento do cordão. Entre os benefícios estão aumento nos estoques de ferro e mielina cerebral (importante na transferência de mensagens através das células nervosas do cérebro), diminuição de taxas de hemorragia intraventricular e enterocolite necrotizante em bebês prematuros. 

Há contra indicações para o clampeamento tardio?

cordão umbilical

Primeiras horas de vida do bebê na sala de parto. Foto: Freepik

Sim! Caso a gestante tenha diabetes gestacional ou alterações sanguíneas específicas o clampeamento tardio do cordão umbilical deve ser reavaliado. O mesmo acontece com nascimentos prematuros, cada caso deve ser avaliado – alguns podem até se beneficiar do corte tardio!

Alguns mitos e verdades sobre o cordão umbilical

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Médico de luvas azuis segurando amostra de sangue. Foto: Freepik

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Circular no pescoço: o medo é que o cordão leve, durante o parto normal, ao enforcamento do bebê. No entanto, a condição é comum, e cerca de um terço dos bebês se encontram com o cordão enrolado no pescoço próximo ao final da gravidez. Caso o cordão não desenrole sozinho, ele pode ser facilmente desenrolado pelo médico durante o parto. Logo depois da passagem da cabeça do bebê pela vagina. 

O sangue do cordão armazenado em um banco privado pode ser usado para tratar outros familiares: o sangue pode, sim, ajudar no tratamento de familiares. Mas, não todos! Vai depender da compatibilidade das células-tronco do cordão umbilical. Irmãos, irmãs e pais biológicos tem 25% de chance de terem compatibilidade total ou parcial. 

Há poucas razões para armazenar o sangue do cordão umbilical: mito! O sangue do cordão tem benefícios como pouca exposição a vírus e produtos químicos. E, pode ser acessado mais facilmente do que as células-tronco de um doador. Conforme a doença e a gravidade de cada caso, o sangue do cordão pode ser uma opção melhor. 

Cuidados com o cordão umbilical do recém-nascido 

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Cordão umbilical de bebê recém-nascido em processo de cicatrização. Foto: Freepik

Sabia que o bebê não sente dor na cicatrização do umbigo, onde estava o cordão umbilical? Então, pode higienizar a área sem medo. Durante o banho é normal que a região fique molhada. Logos após, capriche na secagem! Fralda de pano ou algodão são boas opções. 

É essencial deixar a área bem seca, para evitar complicações na cicatrização. Lembre-se também de levantar o coto umbilical e lavar toda a região em volta do umbigo.