Bebês dormem na neve: Um vídeo de carrinhos de bebês do lado de fora de restaurantes, em um clima de neve, viralizou no Tik Tok. O que muitos acharam que poderia ser falta de noção ou maus tratos dos pais das crianças, na verdade é uma prática bem comum nos países nórdicos. 

Colocar os bebês para dormir do lado de fora não acontece apenas em casa. A prática gelada é aplicada também nas escolinhas e nas crechês. Os papais adeptos veem a prática de uma maneira saudável para os bebês: “Acho que é bom elas terem contato com o ar fresco o mais cedo possível. Especialmente no inverno, quando tem muita doença… As crianças parecem mais saudáveis”, opina a sueca Lisa Mardon, mãe de três crianças, em entrevista à BBC News. 

Mesmo que a prática seja comum e antiga – Lisa conta que sua mãe também a colocava para dormir em clima de neve e só trazia de volta caso a temperatura baixasse a -10º –  os casacos não são dispensáveis! 

Normalmente, os bebês estão apropriadamente vestidos para o clima e no caso de temperaturas abaixo de -15º os carrinhos também são protegidos por um cobertor. 

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Bebês dormem na neve: Quais benefícios a soneca na neve pode trazer?

Bebês dormem na neve

Mãe e filha sentadas na neve enroladas em um cobertor cinza. Foto: Freepik

Não há um consenso crítico sobre como a prática pode afetar a imunidade das crianças. Tanto de maneira negativa quanto positiva. Colocar o carrinho na neve é realmente uma tradição, passada de geração em geração. 

Segundo as mamães adeptas, é evidente a diferença na saúde dos bebês. Principalmente no inverno. A época é marcada por gripes e outras doenças sazonais, e os bebês que tem esse contato com a neve parecem sofrer menos com esses problemas. 

Além disso, a pesquisadora filandesa Marjo Tourula acredita que as crianças conseguem dormir por mais tempo quando estão fora de casa. Cerca de 30 minutos a 1h30 a mais que o esperado. 

Bebês dormem na neve: Mas, e a segurança? 

Bebês dormem na neve

Mãe colocando a máscara em criança sentada no carrinho de passeio. Foto: Freepik

Em nossa realidade parece assustador conseguir comer tranquila enquanto o bebê está na calçada, certo? Mas, nesses países é completamente cultural e normal ver uma fileira de carrinhos de bebê em frente a cafés, restaurantes e escolinhas. 

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E durante a noite? A técnica de expor a criança ao frio é usada apenas para as sonecas da tarde! Durante a noite os pequenos dormem dentro de casa, assim como você está acostumada a ver. 

Já sobre a temperatura… a qualidade das roupas também é bem diferente do que vemos em países tropicais como o Brasil. Acostumados com o frio, os finlandeses possuem casacos mais resistentes e que permitem que o bebê contenha um calor corporal. Não é para deixar a criança com roupas leves do lado de fora, não! O casaco precisa ser reforçado e especial para o clima, se não a saúde da criança pode ser prejudicada. 

Por isso também, não há restrição de época do ano. Inverno, verão, outono ou primavera, em todas as crianças podem tirar a sonequinha da tarde ao ar livre. Evitando o espaço apenas quando os termômetros marcam temperaturas abaixo de – 10º. 

Outro costume finlandês interessante que podemos adotar…

Bebês dormem na neve

Bolsa para maternidade com bichos de pelúcia, cremes e fraldas em cima de penteadeira branca. Foto: Freepik

Como neve não é o forte do Brasil – e nem segurança, né? – outra tradição filandesa vale ser ressaltada. Quando um bebê nasce, a mãe ganha uma caixa de presentes do Estado. Contendo fraldas, termômetro, kit de banho, roupas, meias, roupas de cama e gorro de inverno! As mamães também são presenteadas com creme para os seios, discos absorventes e sutiãs. 

Essa tradição super bacana começou em 1937 com as grávidas que compareciam aos centros de saúde para fazer os exames de pré-natal. A caixa foi uma forma de incentivar esse cuidado, visto que os índices de mortalidade infantil eram altíssimos na época. Segundo as autoridades, o objetivo é de oferecer um começo de vida igualitário para todas as crianças. Muito comum na cultura nórdica. Esse está bom para ser adotado pelo Brasil, né!

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