Os 5 maiores erros que cometemos na alimentação dos nossos filhos

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“Tomara que o meu filho coma de tudo!”. Esse é um desejo que eu aposto que 10 entre 10 mães têm, depois que o filho nasce. E é natural que seja assim: no fundo o que nós mais queremos é que nossos pequeninos cresçam fortes e cheios de saúde.

Mas aí seu filho começa a crescer, e você descobre que as coisas não serão tão fáceis assim! Aqui as maiores dificuldades com Catarina começaram por volta dos dois anos de idade, quando ela passou a recusar a experimentação de novos alimentos, e a fechar a boca para o que comia com tanta facilidade até aquele momento. Enfim eu soube o que era uma batalha à mesa, e senti na pele a reclamação de tantas amigas que diziam ter que se esforçar muito para que o filho comesse bem.

Evidentemente que o pequeno pode não gostar de todos os alimentos (especialmente os mais saudáveis, porque as “porcarias” eles costumam amar). Mas isso não impede que ele mantenha uma alimentação equilibrada, prática que tem que começar desde cedo. Porque quem é pai ou mãe sabe: depois fica muito mais difícil introduzir o hábito na vida do filhote.

Para ajuda-la nessa missão (que parece) impossível, eu listei nesse post os cinco erros mais comuns dos pais na alimentação dos filhos. Vale a pena prestar atenção e, se estiver cometendo algum deles aí na sua casa, tentar mudar para melhorar o apetite do pequeno (acredite, vai dar certo!).

Imagem: 123RF

Não fazer o que falar: às vezes parece que as crianças não prestam muita atenção no que nós falamos, não é mesmo? Mas se tem uma coisa que não passa despercebida para elas é o exemplo que damos com nossas atitudes. Por isso, se você não estiver tendo sucesso ao pedir que seu filho coma o brócoli no almoço, a primeira coisa a fazer é avaliar se você tem comido esse alimento na frente dele. Mostre na prática que o vegetal é gostoso, e que você também curte comê-lo. Fazer seu prato de um jeito e o do pequeno de outro, esperando que ele coma coisas muito diferentes das suas acaba não dando certo (a não ser no caso de comidas e bebidas que são restritas ao público adulto ou a crianças maiores – como o café: aí o melhor é explicar que ele ainda não pode comer ou beber aquilo, só quando crescer um pouco mais).

Forçar a criança a comer: impor que o filhote coma alguma coisa não é bom, sabe por quê? Porque a criança acaba associando a hora de comer a um momento negativo! Para não precisar ter o trabalho de tentar convencê-la do contrário, aposte no exemplo, em pratos bacanas e deixe-a comer quando ela realmente estiver com fome (aí entra outro segredinho: se ao recusar um alimento você acabar liberando algumas “besteiras” para que ele não passe fome, ele entrará num ciclo vicioso e passará a não comer o que é saudável, preferindo apenas o que é gostoso. Por isso, não tenha medo: pode deixar sem comer algumas horas mesmo, porque depois ele acabará comendo melhor na refeição seguinte!).

Não estabelecer limites: não é preciso forçar, mas é importante colocar certos limites. A criança precisa entender o que é uma alimentação equilibrada, e que essa é a forma como vocês se alimentam na sua casa. Ou seja, ela deve saber quando são os momentos das refeições (e como é importante comer bem nessas horas), e quais são os alimentos que fazem bem à saúde (alerte também sobre os que não fazem, e que ela pode encontrar, no entanto, em outros ambientes e na mão de coleguinhas – como bolachas recheadas e salgadinhos). Como eu disse anteriormente, o exemplo é importante, assim como as boas conversas.

Exceder a quantidade de comida: muitas pessoas fazem a falsa associação entre comer bem e “raspar o prato”. Mas isso só faz sentido se o prato tiver sido montado de acordo com a quantidade de comida que aquela pessoa come, o que nem sempre acontece. Por isso, preste atenção em quanto o SEU filho come (na minha família, por exemplo, já percebi que as crianças comem pouco, e mesmo assim continuam saudáveis). Naturalmente, pode ser que o primo ou o amiguinho da mesma idade comam mais do que ele, mas se seu pequeno fica satisfeito com uma quantidade menor de comida e estiver com a saúde em dia, não precisa criar um problema por isso, ok?

Oferecer um alimento só: quanto mais variedade o pequeno tiver à mesa, maiores as chances de que ele coma bem. Varie as carnes ao longo da semana e ofereça mais de uma opção de vegetal a cada refeição. Assim o filhote pode escolher o que ele gostar mais (porque as preferências individuais existem, até os adultos comem assim!) e não deixará de comer vegetal só porque não gosta do que foi preparado naquele dia. Ah, e deixar a criança participar do preparo da refeição (como pegar os alimentos da geladeira, ou ajudar a lavar algum ingrediente) é mais uma dica legal, porque muito provavelmente ela vai querer experimentar o que ajudou a fazer!




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