Uma noite de tosse, uma noite de mãe

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São sete horas da noite. Você olha para o relógio e reza para que o tempo passe logo, porque sua energia definitivamente acabou. Claro que apenas a sua, porque seu filho ainda teria pique para escalar o Monte Everest! Você pensa no malabarismo que terá que fazer para convencê-lo a ir para a cama dali a uma hora – até porque, depois que ele dormir, você ainda tem várias atividades da casa para terminar.

Você faz tudo direitinho: dá o jantar, capricha no banho, faz uma massagem, para que o filhote se acalme. Então chega a hora da história (e como é difícil convencer o pequeno a ler uma só! No fim, acabam sendo duas, três, quatro… Até que você fecha o livro e diz que a próxima só amanhã, porque mamãe definitivamente precisa descansar). Seu filho deita. E então a tosse começa!

“Puxa, mas ele passou bem o dia inteiro, tinha que tossir bem agora?”. Você fica entre ligar o inalador, sabendo que ele demorará pelo menos mais meia hora para dormir, ou esperar para ver se a tosse passa sozinha. E quando o filhote está quase dormindo, com a respiração pausada e profunda, lá vem ela de novo! É um tal de tosse e acorda que parece não ter fim, até que o cansaço vence, e o filhote adormece.

Imagem: 123RF

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“Ufa!”, você pensa. Agora vou ter um tempinho para arrumar a cozinha, guardar os brinquedos, e terminar aquela tarefa do trabalho que ficou pendente. Mas não passam mais do que 20 minutos e você ouve um chorinho, ou o filho chamando lá do quarto. Não tem jeito: as coisas terão que esperar, e você fica ali, do lado dele, até que consiga pegar no sono novamente.

É meia-noite. Você acorda, achando que está na sua cama, mas é o marido quem está te chamando para dormir. Você acabou apagando no quarto do filho, na cadeira de amamentação, em uma cadeira ao lado do berço, ou mesmo no chão (quantas vezes eu não joguei um edredom ali e acabei ficando!). Com os olhos semiabertos, você segue para sua cama, como um zumbi, e deliciosamente dorme em menos de um minuto.

Mas é claro que não dura muito! Uma hora depois, você acorda com a bendita tosse. Ou seu filho aparece tossindo, ao seu lado! “Não vamos escapar da inalação”, você pensa. O filhote fica ali, com aquela carinha de doentinho, enquanto você prepara a “fumacinha” com dor no coração.

Ele faz a inalação, mas você sabe que se não irrigar e assoar o nariz também, se não der uma colher de mel, não vai melhorar. Você lembra do truque da cebola e resolve arriscar: pica uma todinha, e deixa em um pratinho do lado da cama dele (e o cheiro que invade a casa? Não importa, desde que resolva o problema!). Já são três da manhã, quando finalmente ele consegue dormir, e você acha que vai pelo mesmo caminho. Mas aí você pensa no dia seguinte, em todas as coisas que deveria ter terminado e não conseguiu, e não consegue pegar no sono! Parece até brincadeira: como alguém tão cansado consegue ter insônia? Mas você é a prova viva de que é possível!

Enfim, você adormece! E às cinco da manhã, hora que todas as mães de filhos asmáticos bem conhecem, você acorda. Com o filhote respirando com dificuldade, enquanto você pega sua mãozinha e massageia seu pulmão. Vai melhorar, você sabe, mas só depois que amanhecer.

Com os primeiros raios do sol, a tosse miraculosamente passa, e o filhote dorme como um anjo. Mas a claridade não te deixa esquecer que é hora de levantar, para começar mais um dia!

Se sua noite foi assim, saiba que você não está sozinha! Sinta meu grande abraço, de uma mãe em pleno estado de cansaço, e que passou pelo mesmo! O importante é que melhora, e em breve você e o filhote estarão bem!




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