Por que ninguém fala sobre o Baby Blues?

Por 11 Comentários


Como vocês sabem, recentemente eu escrevi aqui no blog sobre Baby Blues. E contando minha história, falando sobre a tristeza das primeiras semanas do pós-parto (ou seriam meses?), tive a oportunidade de receber um feedback muito bacana – muitas leitoras me escreveram (a maioria de forma privada) dizendo que haviam sentido o mesmo, embora não costumassem conversar sobre o assunto. Era como se muita gente tivesse sentido aquela montanha-russa de emoções, mas não pudesse admitir o fato em público. Várias mães, inclusive, foram absolutamente sinceras sobre isso – dizer que houve tristeza depois do nascimento do filho poderia ser considerado algo negativo, uma falha em seu novo papel como cuidadora.

Imagem: 123RF

Imagem: 123RF

Talvez seja por isso que, quando nos tornamos mães, são poucas as amigas e parentes que nos alertam sobre a possibilidade do Baby Blues. E então, com a chegada desses sentimentos, nos percebemos perdidas (“por que só eu sinto isso?”). Mas não é bem assim – sentimos e não falamos, e por vezes no isolamos, sem poder compartilhar essas histórias. No vídeo de hoje eu falo como essa tristezinha aconteceu para mim – e espero que o fato de mostrá-la possa acalentar o coração de muitas mães que o assistirem. Vem dar uma olhada também (e não deixe de se inscrever no nosso canal do YouTube! – clique aqui).




Arquivado em: Papo de mãeSem categoria Tags:

Comentários (11)

Trackback URL

  1. Ana Paula disse:

    Oi Nívea, tenho uma amiga aqui no prédio que teve depressão pós-parto. Isso foi há 9 anos atrás, após nascimento de sua única filha. Ela tomou medicamento por 2 anos ininterruptos e depois parou para descobrir se estaria livre do problema. O que aconteceu é que a síndrome retornou mais forte. Então ela voltou com a medicação e já faz uso dos remédios por 6 anos, até hoje. Talvez essa tristeza, para algumas mulheres, lamentavelmente e por razões que nem mesmo a medicina têm condições de compreender, evolui para a depressão pós-parto. Alguns especialistas afirmam que o problema têm uma possível carga genética no indivíduo e que pode ser desencadeado por fatores externos: cansaço, stress, outros problemas a nível social e familiar. É possível também que a mulher apresente uma predisposição para o distúrbio, que irá manifestar-se após o parto.

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Ana,

      Perfeito tudo isso que você comentou: até fatores genéticos podem influenciar o baby blues e uma possível depressão pós-parto.

      Grande beijo!

  2. Dani disse:

    Obrigada Nívea querida ! Qdo vc começou abordar o assunto eu estava passando por isso … E me sentia triste culpada e com vergonha de falar pra alguém , aí Li seu texto e percebi q era algo normal mas q nenhuma amiga ou os profissionais q me acompanharam me disseram q poderia acontecer . depois q Li seu texto me encorajou a falar para minha Mãe tudo o q estava sentindo , chorei muito ela me acalmou disse palavras lindas rezou comigo depois me fez tomar um banho tirar a camisola e saímos juntas com a BB para tomar o sorvete q eu adoro , no outro dia já estava bem melhor , e hj as coisas entraram nos eixos e estou totalmente feliz e realizada com a Minha linda Yasmin . obrigada Deus abençoe vc e sua Família bjs

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Dani,

      Emocionada depois de ler seu comentário! Fico MUITO feliz que você já esteja se sentindo melhor! Você vai ver que a felicidade daqui para frente só aumenta!

      Grande beijo,

      Nívea

  3. Daniela Paiva disse:

    Tive bebê em outubro e qdo fui p casa só chorava, sentia culpa por causa da minha outra filha de 5 anos, 7 dias após o nascimento do meu filho ele foi internado com meningite viral, aí lascou tudo, estou tomando fluoxetina, melhorei muito, meu filho está ótimo e hj está fazendo 2 meses.

  4. Bianca disse:

    Boa tarde, infelizmente eu tive tudo isso também, mas a minha médica disse que era depressão pós parto e passou alguns medicamentos durante dois meses.
    No meu caso, eu tive uma superproteção com a minha filha, medo de que ela ficasse doente, não queria que ninguém pegasse a minha filha no colo.Foi uma fase bastante ruim, hoje me sinto bem melhor !

  5. Camila Evelyn disse:

    Passo sempre por aqui… Para ler sobre assuntos que você trata de uma forma tão gostosa e para aprender contigo. Por seu carinho em compartilhar, sou uma mãe melhor para minha doce Catarina. Um beijo grande!

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Camila,

      Feliz em saber que você recebe os posts dessa forma tão carinhosa! Obrigada você por essa mensagem tão meiga, que eu adorei receber!

      Bjs

  6. Valerya disse:

    Olá,

    Super me identifico com essa realidade. E me emociono por saber que é comum e que vai passar. Agradeço seu esclarecimento quanto a esse termo Baby Blue. Sempre muitos rica suas postagens.
    Bjos

  7. Mary Jo disse:

    Nívea, seu post apareceu pra mim no Facebook na hora certa! Ainda hj eu chorei por horas a fio… Meu filho tem 2 meses e meio. Sou uma pessoa fechada e tenho dificuldade de me abrir… Hoje consegui desabafar com a minha irmã, que tem 2 filhos pequenos, e foi ótimo, ela foi muito compreensiva. Sinto uma tristeza inexplicável, um vazio. Tb acho que seja pela nova rotina, tão diferente do que eu estava acostumada (trabalho em um escritório e em casa). Fora os hormônios. Obrigada pelo seu post, me senti compreendida e não sozinha. Estou tentando pensar que isso não é permanente e que amo muito meu filho, logo estarei mais acostumada com a nova realidade. Nós mulheres somos fortes!

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Mary, tenha certeza de que esse sentimento de tristeza passa! Passa mesmo! E só vai restar uma alegria imensa por ter tido esse pequenininho aí! Grande beijo!

Deixe seu comentário

Receba nossas dicas por e-mail