Dislexia: você sabe o que é?

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Provavelmente, você já deve ter ouvido o termo dislexia. Mas você sabe o que ele significa? Primeiro, é importante ressaltar que não se trata de uma doença. A dislexia, na verdade, consiste em um distúrbio genético (e hereditário, sendo comum pessoas da mesma família desenvolverem) com base neurobiológica e está relacionado ao funcionamento do cérebro para a linguagem. Com isso, uma pessoa disléxica tem dificuldade para aprender a ler, escrever e compreender um texto. Se o seu filho está passando pela alfabetização agora, é importante ficar atento, pois é nessa fase que os sintomas são mais aparentes. Claro que cada um possui o seu próprio ritmo de aprendizado e os erros são comuns (e nada melhor do que manter um diálogo direto com a professora, para que ela indique se a evolução está dentro do esperado ou não). Contudo, vale entender melhor o distúrbio para saber identificá-lo e, se ele realmente existir, oferecer à criança o tratamento de que precisa. A seguir, confira mais informações sobre ele:

Imagem: 123RF

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Será que meu filho é disléxico?

Pode-se desconfiar de um quadro de dislexia quando a criança confunde fonemas de consoantes parecidas, inverte ou repete sílabas ao falar, ou então faz a separação silábica das frases inadequadamente. Como consequência, o pequeno pode não gostar de ler textos em voz alta e se desinteressar facilmente pelas aulas na escola, porque apresenta dificuldade em compreender o que os professores estão falando. Com isso, muitos disléxicos acabam sendo os alunos que vão mal nas provas e recebem broncas constantes por desatenção.

Para comprovar o distúrbio, é necessário consultar um psicólogo, um fonoaudiólogo e um neurologista. Isso mesmo: a dislexia exige diagnóstico e tratamento multidisciplinar, por isso é necessário que todos esses profissionais atendam a criança (e eles realizarão testes clínicos, para saber se ela realmente apresenta o quadro).

 

Uma criança disléxica é atrasada?

Não. Na verdade, o que um disléxico precisa é de um tratamento adequado. As escolas tradicionais cumprem um plano disciplinar que não será eficiente ao aluno que apresenta o distúrbio. Por exemplo: é comum na fase de alfabetização que os professores ditem palavras, um método de treinar a escrita e a compreensão dos fonemas, mas que os disléxicos não acompanham da mesma forma que os demais. Assim acontece também com as provas escritas (inclusive, até para prestar vestibular o aluno que possuir o distúrbio tem o direito de exigir que um auxiliar leia as questões para ele – e que ele também tenha um tempo maior para responder à prova). Ou seja: o que acontece é que os disléxicos aprenderão de uma forma diferente, mas aprenderão. (E, a título de curiosidade, vale apontar alguns disléxicos famosos, como Albert Einstein, Leonardo da Vinci e Agatha Christie. Nenhuma dúvida quanto ao “atraso”, não é?).

 

E qual o tratamento?

O disléxico precisa do acompanhamento de um fonoaudiólogo para ajudá-lo a compreender os fonemas e os ritmos das falas. Também é indicado um psicopedagogo para adequar a ele a alfabetização (e é fundamental comunicar à escola que a criança apresenta o transtorno, para que eles possam se adequar ou ajudar a orientar o melhor caminho). Pode ser necessário ainda o auxílio de um psicólogo, pois a criança pode se sentir inferior aos demais colegas (exatamente se for usado com ela o mesmo método de ensino tradicional).

Contudo, é importante ressaltar que a dislexia possui níveis variados e que, dependendo do grau, são necessários tratamentos diferentes (e mais ou menos frequentes). Também vale lembrar que se trata de um distúrbio permanente (ou seja, que dura a vida toda) e por isso é tão necessário que, assim que diagnosticado, a criança receba o acompanhamento indicado (e estudos revelaram que aquelas que se trataram desde cedo quase eliminaram os sintomas).

E, claro, ofereça ao filhote todo o seu apoio e explique a ele que o distúrbio não o faz menos inteligente e capaz que ninguém. A dislexia é um outro modo de ser e de aprender e compreendê-la dessa forma é essencial para dar suporte a quem a possui (pois muitas vezes o diferente é tratado como errado, mas se trata apenas de uma outra maneira).




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Comentários (1)

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  1. Malu Naves disse:

    Ótimo texto parabéns! Esclarece e mostra que não é uma doença.
    Descobri que sou dislexica já na vida adulta e estou de olho nos meus filhos. Porém se paranóia ou trauma.
    bjs

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