Viva e deixe viver!

Por 14 Comentários


Olá, caras leitoras. O post de hoje está muito mais para um papo de mãe do que para uma dica. Quase todos os dias eu apareço para contar um pouco da minha experiência, das coisas interessantes sobre bebês e crianças que encontrei por aí… e com isso criamos um vínculo, recebo e-mails, ouço histórias de muitas mães que gostam desse espaço. É com vocês, que acompanham o Mil Dicas de Mãe, que quero falar hoje. Aliás, é a sua dica para mim que eu espero, através de um comentário, uma mensagem!

Chegamos aqui em casa aos tão temidos 2 anos de idade. Digo temidos, porque eu já havia sido alertada por amigas que tiveram filhos antes de mim que essa idade poderia ser especialmente difícil. Ao mesmo tempo que seu filho cresce a olhos vistos, interage cada vez mais, desenvolve o raciocínio (e isso é lindo de se ver!), começa a fase das birras, do “eu vou fazer tudo sozinho” – e meio minuto depois, quando percebe que ainda não é capaz de realizar a tarefa sem ajuda, o filhote começa a gritar de frustração. Também começa a fase das vontades (o que é uma agradável surpresa, pois você sempre quis saber qual é a fruta preferida do seu filho, ou a cor, ou o animal, e até então ele não era capaz de te contar; e também complicado, pois você não tem mais um bebê em casa que segue o programado sem discutir) e, pelo menos aqui em casa, do grude. Sabe aquele grude quase sufocante? Aqui é assim! Catarina chora se eu me distancio, chora se eu vou ao banheiro, chora se alguém além de mim tenta dar banho, comida, remédio… isso se estou em casa, pois na minha ausência tudo flui muito mais fácil. E eu só pensando em como será a adaptação na escola desse jeito…

Então decidi que uma das minhas proposições para esse ano novo é deixar que Catarina viva. E aceitar que ela vive bem sem mim. Decidi deixar de checar o relógio quando ela está longe, decidi esperar até que ela manifeste a vontade de voltar, ao invés de correr para buscá-la. Catarina passará mais tempo com as vovós, com as tias, com os amiguinhos do condomínio. O distanciamento é inevitável, o desafio é fazê-lo de forma que seu filho sempre  reconheça nos pais um porto seguro. E justamente por saber que está amparado, esteja ou estiver, consegue alçar vôo e reconhecer o caminho de volta pra casa.

E vocês, como ensinaram seus “passarinhos” a voar? Alguma mãe que já superou essa fase do grude? Passou naturalmente ou foi preciso trabalhar para que isso acontecesse? Deixa aqui a sua dica, vai!

 




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Comentários (14)

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  1. Graziela disse:

    Bom dia…
    Comigo, está sendo meio dificil, meu bebê ainda não tem 2 anos, mas comoe ut rabalho de madrugada e de manha preciso dormir um pouco ele acaba ficando mto com a miha mãe… foi muito dificil ver meu filho falar primeiro vovó ao invés de mamãe, hj ele parece não ter muita preferência, gosta de todos, e se forem todos juntos melhor ainda… rs
    Sente falta qdo eu saio pra trabalhar, as vezes minha mãe precisa me ligar e pedir pra entrar no skype pq ele não para de chorar, daí eu converso com ele, brinco e ele dá umas risadas… depois geralmente dorme mais tranquilo…
    Mas eu já estou vendo escolinha pra ele, meio período pra ele começar “caminhar sozinho”, vamos ver como ele se sí… atualizo vcs aqui!!!
    bjus

    Adoro os posts daqui!!!

  2. Karen disse:

    Nivea, primeiramente quero desejar para você e sua família um ano de 2013 com muita saúde, paz, harmonia, felicidades e grandes realizações…

    Vamos lá ….
    simplesmente amei seu post, pois estou num dilema danado sobre esse assunto

    O Paulo esta com 5 meses, acabou minha licença msternidade, minhas férias e eu tinha que voltar a trabalhar dia 09/01 detalhe não apareci ainda na empresa.

    É meu primeiro filho e confesso a você que quando sai de licença maternidade minha idéia era de voltar, mas algo muito forte esta me prendendo que no ano passado fui na empresa conversar com um dos diretores para ele me mandar embora, pois estou tendo várias dificuldades para me distanciar dele

    Primeiro que fui ver algumas escolinhas e não me identifiquei com nenhuma rsrsrs, segundo que não tenho ninguém que possa ficar com ele, tipo avó, tia, babá, enfim to num beco sem saída, mas por outro lado quero poder voltar ao mercado,afinal senpre fui independente e não me vejo em casa, apesar de ser 1000 maravilhas, pois tudo sai do meu jeito inclusive ficar com meu filhote dia a dia, pra mim não tem R$ que pague, as mudanças dele diariamente é tudo de bom acompanhar…

    Mas é isso ai, to confusa, mas peço sempre a Deus para me dar uma luz

    Bju, bju

    • Andréia disse:

      Esse é o grande dilema de todas as mães.Também foi muito difícil pra mim voltar a trabalhar, mas como estava precisando e não consigo ficar somente em casa apesar de ser maravilhoso estar com minha filha.Nos primeiros dias foram bem difíceis, dava vontade de chorar e largar tudo, principalmente qdo 1 mês depois ela ficou doente pela 1ª vez.Mas com o tempo fui percebendo que foi o melhor tanto pra mim qto pra ela.Mas é assim qdo chego em casa dou muita atenção pra ela, sem me esquecer da correção também; e ela é super apegada comigo e nos divertimos muito juntas.Hoje ela já está com 2 anos e 2 meses, ás vezes ela não quer que eu vá trabalhar, aí dá um aperto no coração, mas faz parte….

      • Nívea Salgado disse:

        Oi, Andréia.
        Esse aperto no coração eu também sinto, faz parte, não é mesmo?
        Assim como dar atenção e disciplina! Porque isso também é dar amor!
        Obrigada pela mensagem, espero que continue sempre por aqui.
        Bjs,
        Nívea

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Karen.
      Adorei sua mensagem, feliz 2013 pra vc tb!
      Assim como você, eu fiquei em um grande conflito ao fim da licença maternidade. Acho que cada caso é um caso, e só você para saber o que é melhor para o seu filhote.
      Eu não parei de trabalhar, mas diminuí bastante o ritmo, e não me arrependo por isso (a grana fica mais curta, mas ter a chance de estar mais próxima da minha filha, nessa primeira infância, não tem preço!).
      Que você tome uma decisão com muita luz!
      Um abraço, depois nos conte as novidades,
      Nívea

  3. Andreia A. S . Palombo disse:

    Olá meninas, ser mãe realmente é algo praticamente inexplicável.Um misto de emoções contraem nosso coração e aquele friozinho na barriga, jamais passa.Posso garantir.Sou mãe de 03 lindos filhos e com certeza nada foi igual. Cada um em seu momento e com suas particularidades. Confesso que minha primeira filha, hoje com 12 anos, pensei que jamais amaria alguém como a amava, seu cheirinho, logo apos nascimento, ainda sinto em minhas narinas, mas quando descobri que estava grávida do meu segundo filho, hoje com 08 anos…que momento mágico. Me sentia a” mãe agarradinha”, coruja e super protetora, foram os nomes, mais simples que recebi de amigos e familiares… mas chegou enfim meu caçulinha. Mimado e paparicado por irmãos, pai, avós e claro euzinha..hoje enfrento a mais dura e dificil fase de minha vida. Ele com 02 anos, fala e comanda tudo que quer. Até aquilo que ainda não é para ele (computador, video game, programação da tv, etc) seu desejo é uma ordem.Embora tenha seu brinquedos educativos, videos musicais, etc. Ele é o chefe da casa . Resolvi então colocá-lo em uma escolinha, mas meu coração doi, só de imaginar que dia 24-01 ele começa as aulas.Fomos juntos(a familia toda) escolher a escola, comprar o material, etc. Sinto que todos estão na expectativa mas entendemos que é importantissimo para ele, esta nova etapa. Profissionais preparados, amiguinhos da mesma idade, atividades direcionadas. Ele estava ficando mandão e possessivo. Chorão e bem irritadinho. Pois estava ficando mau acostumado com tudo ao seu alcance. Sei que ele vai ficar bem. E nós tambem, afinal faz parte do nosso crescimento.
    Beijos a todas.
    Sucesso!

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Andreia,
      Obrigada pela mensagem! É tão bom conhecer a história de quem está do outro lado da tela!
      Tudo de bom para você e para seus pequenos (estarei na torcida para que o caçula adore a escola!).
      Um grande bj,
      Nívea

  4. patricia disse:

    Estou passando por essa fase Nivea, meu filho tem 2 anos e 6 meses e está um grude, é exatamente como vc descreveu, se eu estou em casa ninguém pode fazer nada pra ele, só eu, mas se eu não estou ele fica super bem, mas sinceramente isso não me incomoda, o que está me incomodando e me preocupando são as birras, o meu Pedro tbm quer fazer tudo sozinho e quando não consegue…. pronto começa a confusão, sem contar que ele quer de qualquer jeito impor a vontade dele, é realmente uma fase muito difícil e em determinados momentos não sei como lhe dar com isso, espero que essa fase passe logo. Mais uma coisa é certa, o Pedro foi a melhor coisa que me aconteceu e amo viver cada fase, cada descoberta dele e diante da alegria que é ver ele descobrindo o mundo, essas birras quase nem tem tanta importância assim.

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Patricia.
      É assim como você disse, apesar de toda a birra, esses pequenos são as melhores coisas das nossas vidas!
      Bjs, obrigada pela mensagem,
      Nívea

  5. Minha filha está nesta faze dos 2 anos, ela sempre ficou com minha mãe desde os 3 meses, mas mesmo assim é meu grude, tenho que fazer as coisas com ela no colo, não posso me atrasar para buscar ela depois do trabalho. É uma faze em que eles acham que saõ donos de si, tenho dificuldade em fazer a Pietra me obedecer, ela não aceita muito o não. Me aliviei muito com essa materia, pois vi que é a faze e não exclusivamente ela é assim. Bjos..adorei.

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Ana Paula.
      Bom para mim também saber que os desafios são os mesmos, só mudam de endereço!
      Um bj para vc e outro para a pequena Pietra.

  6. Graziela disse:

    Bom dia gente… eu disse que atualizaria vcs e aqui estou eu.
    Nick com 1 ano e 3 meses, segunda semana na escolinha (mini maternal).
    Ele é o menorzinho da escola toda, quase o mascotinho, então recebe uma atenção um pouquinho especial, recebe mais colo etc.
    No primeiro dia entrei com ele e deixei ele na sala de aula, eu e minha mãe… ele começou a explorar tudo, mexer em tudo e eu fui olhar pela janela… ele nem deu minha falta.. fiquei prestando atenção pra ver se a professora estava de olho nele… e qdo ele sorrateiramente foi fechar a porta com tudo, a tia calmamente impediu… ou seja, ela estava prestando atenção nele!!! Falei pra minha mçae, vamos??? e ela… como assim, vc não vai ficar aqui pra olhar ele… daí eu disse, se eu quero q ele comece a ser independente, não posso ficar na janela olhando pra ele, se ele me ver vai chorar… e fomos embora com minha mãe me acusando de ser a pessoa mais desligada do mundo, e eu firme e forte, chorando por dentro, mas confiante de q tudo iria dar certo e que era o melhor pro meu filho… pra ir buscar foi todos juntos… ele veio como um rapazinho andando de mão dada com a tia, qdo me viu abriu um sorriso e veio na minha direção… todo falando e risonho, podre de sono tadinho….
    No segundo dia, fui de mão dada com ele, qdo chegou na porta ele largou minha mão, entrou na escolinha e nem sequer olhou pra traz, a tia q teve q ir atraz dele e tal… me senti deixada de lado, sem importância… mas emocionada pq meu filho estava começando a se virar sem mim, mesmo tão novinho…
    No terceiro dia, meu filho chegou em casa e pra minha surpresa começou a correr, não a andar durinho feito robozinho como estava andando antes… correr… e eu vi como ele vai se desenvolver bem na escolinha.
    Na quinta e na sexta eu já peguei ele dormindo pois se cansou muito e não aguentou.
    Nessa segunda semana q se iniciou, na segunda ele olhou pra escolinha e começou a chorar… daí a tia veio conversar com ele e ele saiu de mão dada com ela, no meio do caminho olhou pra traz e, obvio, eu estava lá com o coração na mão… ele notou e foi chorar… a tia muito espertoa apontou pro escorregador… pronto, fui trocada pelo escorregador sem pensar… rssssssss
    Ontem fui vestir o uniforme nele e ele apontava pra mochilinha e dava risada…
    Qdo deixei ele na escola com meu esposo, voltei perguntando pra ele se ele se sentia culpado de deixar o Nick na escolinha… e ele me disse: Amor, eu amo meu filho, mas assim como vc trabalho de madrugada e preciso dormir de manhã, não me sinto culpado por colocar ele na escolinha.
    E eu estou tentando não me sentir tbm… rs
    Enfim, foi isso… o Nick gosta bastante da escolinha, ontem qdo fui deixar ele na escolinha eu estava tirando ele do carro e as criancinhas gritaram… olhaaaaa o Nick chegou!!!!! Vem Nick, vem comigo, vem brincar comigo!!! Me emocionei… rssssss
    Acho q o sofrimento maior é o nosso de achar q estamos largando nosso filho… muitos me disseram, 1 ano e 3 meses é muuuito novo pra ir pra uma escolinha, como vc consegue??? tadinho…
    Mas está tudo correndo muito bem, ele está se desenvolvendo bem e eu estou conseguindo dormir a tarde e qdo ele chega tenho energias renovadas pra brincar com ele como ele quiser, ou velar o sono dele qdo ele chega muito cansado.
    um bjo pra todas vcs!!!!
    Grazi

    • Nívea Salgado disse:

      Oi, Grazi, bom ter notícias suas e do Nick!!!
      Que bom que está dando tudo certo e que o Nick está crescendo feliz!
      Escreva sempre para acompanharmos tudo por aí. Grande bj!

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