Sua família e o consumo de açúcar

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Uma alimentação equilibrada e saudável é uma preocupação cada vez mais frequente entre as famílias da atualidade. Depois de décadas em que nos deliciamos com quitutes para todos os gostos, começamos a repensar o que comemos; afinal, a história do sabor a qualquer custo nos rendeu uma grande proporção de obesos, hipertensos, cardiopatas, diabéticos, só para começar a listar os probleminhas decorrentes de uma dieta ineficiente.

Você já parou para avaliar como anda o consumo de açúcar na sua casa? Quando estou me referindo a açúcar, nesse caso, quero dizer mais especificamente o consumo de sacarose. Porque vale lembrar que de maneira mais ampla os açúcares, como sinônimo de carboidratos, estão presentes em muitos alimentos e são fonte de energia necessária à vida. Mas falando apenas da sacarose: limitar o consumo é uma preocupação da sua família? É difícil fazer essa limitação?

Confesso que aqui em minha casa essa preocupação com sacarose é algo recente, e que ficou mais evidente com o nascimento da Catarina. Eu carregava o hábito de comer sacarose sem preocupação, mas quando você vê um bebezinho na sua frente, pára para pensar até que ponto gostaria que ele comesse os doces que você tem no armário. E temos nos esforçado para evitar que ela consuma chocolates, balas, pirulitos e doces sem grande valor nutricional. Mas você deve estar me perguntando, afinal por que regular o consumo de sacarose? Boas razões para isso são a redução do risco de obesidade e de desenvolvimento de diabetes numa idade avançada. Obviamente, como dentista, eu não posso deixar de recomendar que você postergue o contato com a sacarose, pois quanto mais tempo seu filho ficar sem ela nos primeiros meses (e até anos!), maior a chance de que sua boca seja colonizada por bactérias “do bem”, que não tem potencial de formação de cárie. Por outro lado, quanto mais precoce for o contato (e quanto mais frequente a ingestão), maior a probabilidade de povoar a boca do filhote com bactérias capazes de provocar essa doença nos dentinhos.

Numa conversa que aconteceu na cozinha experimental da Nestlé com o Dr. Mauro Fisberg (CRM 28119-SP), pediatra e nutrólogo da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), ele me esclareceu pontos importantes sobre o consumo de açúcar. Gostaria de compartilhar com vocês essa conversa no vídeo abaixo. Aliás, falando em Nestlé, fiquei feliz com a notícia divulgada neste mês de que a empresa tem meta de reduzir de seus cereais matinais os percentuais de açúcar e sódio em 24% e 12%, respectivamente. Essa é uma meta a ser aplicada em escala mundial (com exceção da América do Norte) até 2015. Além disso, há a intenção de aumentar o percentual de grãos integrais. Ótimo, concorda?

 




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Comentários (2)

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  1. Sabrina Belfort disse:

    Oi Nívea, adorei a matéria, aqui em casa o consumo de doces é muito grande, tanto eu quanto o meu marido adoramos doces, minha filha esta com quase sete meses, ainda não tem vontade de experimentar, mais já estou pensando em como faremos, quando ela chegar na fase de “pedir”, estou tentando cortar os doces desde de já, pois sei que não são nada saudáveis, e a minha família ja tem um histórico de diabetes, espero que a minha pequena não goste de doces tanto quanto os pais! Beijos.

  2. Daniela disse:

    Nívea, excelente matéria. Excelente!

    Eu concordo muito em reduzir o açúcar dos cereais matinais da Nestlé, pq antes eu comia todos eles e hoje em dia não tenho coragem de dar à minha filha…

    Nós não temos o hábito de consumir doces em casa, o que é ótimo, mas de vez em quando tomamos um sorvete e damos à Laura, sim, sem problemas. Isso pq sabemos que é pesado, que é medido. Não tem sorvete todo dia, não tem bala, não tem pirulito, não tem nada disso, então, um sorvetinho de vez em quando não vai fazer mal.

    E só.

    Açúcar mesmo nem tem em casa…

    Refri: não tem em casa.

    Bolachas: não tem em casa;

    Doce: não tem em casa

    Chocoalte: não tem em casa

    E por aí vai….

    Espero que continuemos assim por mto tempo.

    Beijos grandes!

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