Ontem eu contei um pouquinho sobre as minhas prioridades na hora de escolher uma escola para o filhote. E são tantas as coisas a serem consideradas, que tive que escrever dois posts para dar conta de tudo. Já falei sobre a localização, o custo, a linha pedagógica, o acolhimento, a segurança… e acreditem, ainda tem outras coisas que gostaria de compartilhar com vocês. Acho que depois de terminar esse post, não me aceitam mais para entrevista em escola alguma (rsrs).

melhor escola infantil

 

Equipe: se você vai deixar o filhote na escola, quer mais é que a equipe seja de primeira linha. Quer que o professor do filhote tenha experiência com aquela determinada faixa etária e que seja bem direcionado pelo coordenador pedagógico e diretoria. Quando digo equipe de primeira, quero dizer coisas diferentes, dependendo da idade da criança. Por exemplo: eu não ligo a mínima se o professor do maternal do meu filho se formou na melhor faculdade de Pedagogia do país (claro que isso não seria ruim, mas não acho que faça diferença naquele momento), desde que seja carinhoso e fale corretamente. Agora, se meu filho estivesse no ensino médio, provavelmente eu me interessaria mais pela qualificação do professor. Quero também sentir segurança no coordenador pedagógico (que, muitas vezes, é quem atende você numa visita à escola). Ver que ele veste a camisa da escola, que adora trabalhar ali, que acredita no local que está me apresentando. Do contrário, dificilmente acharia que aquela é a escola dos sonhos.

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Horários: você entra no trabalho às 7:30h, mas só pode deixar o filho em uma determinada escola a partir das 8h. Ou sai tarde do emprego e não conseguiria chegar a tempo da saída. Ou precisa que a escola ofereça período integral, e não é o caso. Mais uma vez a gente esbarra em questões práticas para as quais não dá para fechar os olhos. Pode ser a melhor escola do mundo, mas se seus horários não batem com os seus, ficará bem complicado. Claro que há o plano B: pedir para alguma outra pessoa levar, ou buscar (quem sabe até um vizinho que tem filho na mesma escola?), contratar um transporte escolar (nesse caso, considere o custo adicional na hora de fazer os cálculos de quanto você gastará com a escola). Pode deixar o pequeno meio-período com a avó ao invés de estudando em tempo integral… Se as qualidades da escola justificarem, pode ser que você consiga se adequar a ela, ao invés de esperar uma escola que se adeque a você.

 

Estrutura física: tem escola que é praticamente uma chácara (muito verde, muita terra, horta, espaço aberto…); tem escola que é puro concreto (com salas e mais salas, pátio coberto); tem escola térrea, com vários andares, com piscina aquecida para dias frios… Se me perguntassem como é a minha escola ideal, eu diria que é térrea, com um grande pátio ensolarado e um enorme tanque de areia, mas que também apresente opções para execução de atividades em dias de chuva. Você, leitor, pode ter uma outra noção do que é ideal, que pode variar até em função do local em que você mora: por exemplo – se você vive em um condomínio sem verde, pode achar que a escola é o lugar ideal para seu filho ter um maior contato com a natureza. Para ser sincera, ainda não achei uma escola que tivesse a estrutura física nota 10 (segundo os meus critérios), mas ganha pontos aquela que se mostra mais semelhante.

 

Continuidade: há pais que querem colocar o filho no maternal e que não pretendem mudá-lo de escola até o ensino médio. Eu, pessoalmente, não vejo problema em mudá-lo de escola uma ou duas vezes. Se por um lado ele terá que enfrentar mais de um período de adaptação, por outro ganhará flexibilidade justamente por ter vencido isso. Agora, também acho que há fases em que a mudança deve ser evitada. Se, por algum motivo, você teve que mudar seu filho de escola nos últimos anos do ensino fundamental, acho interessante evitar outra mudança na passagem para o ensino médio, concorda? É a velha regra do bom senso.

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Desejos pessoais X a personalidade do seu filho: lá no fundinho do seu coração de pai ou mãe pode haver um desejo: que seu filho fale inglês melhor do que você (aí você pensa numa escola bilíngue), que ele estude na mesma escola que você estudou (“eu gostava tanto de lá”, você pensa), que estude numa escola religiosa da linha que sua família segue… Não vejo problema nisso, desde que essa escola preencha todas as outras coisas que você gostaria. E mais do que isso: se essa é a melhor escola para o seu filho (e não para você). Aliás, será que irmãos diferentes precisam de escolas diferentes? Quem sabe uma mãe com experiência de dois ou mais filhos se anime em responder essa pergunta!

 

Espero que a minha listinha do que avaliar numa escola seja de alguma utilidade para você. E se quiser completá-la com o que você acha importante, fique à vontade! Adorarei os comentários!

 

 

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