No artigo de hoje, iremos falar sobre um assunto muito importante para as grávidas. Afinal, o que é pré-natal e qual a sua importância?

Saiba tudo sobre o assunto!

pré-natal

Mulher grávida de vestido rosa florido, segurando sua barriga. Crédito da foto: Freepik

O que é pré-natal?

Assim que descobre que está grávida, a futura mamãe deve procurar um obstetra de confiança para dar início ao chamado pré-natal.

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Ao longo da gestação, ela fará uma série de exames e consultas para acompanhar o desenvolvimento do bebê e monitorar as condições de saúde de ambos.

Em outras palavras, o pré-natal é o acompanhamento que o médico faz com a gestante, desde o momento de confirmação da gravidez até o período do parto.

Posteriormente existe também o acompanhamento puerperal, realizado no pós-parto.

Tem o objetivo de monitorar a gestante, uma vez que ela passará a ter demandas fisiológicas relacionadas a gestação como, por exemplo:

  • Pressão arterial;
  • Ganho de peso;
  • A alimentação;
  • O crescimento do bebê intrauterino;
  • A movimentação do bebê.

Ou seja, tudo que pode acontecer e trazer algum agravo no período gestacional.

Existem tipos diferentes de pré-natal? 

Sim. Ele vai se dividir em dois tipos:

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1. O pré-natal de risco habitual, destinado à gestante que não apresenta nenhum tipo de comorbidade (duas ou mais doenças simultâneas) ou doença que possa se agravar no período da gestação.

2. O pré-natal de alto risco, destinado a mulheres que já possuem ou que vão desenvolver durante a gravidez algum fator patológico que pode afetar diretamente a gestação. Por exemplo, mulheres que já são hipertensas.

Nessa fase, essas mamães precisam de um acompanhamento de alto risco, de um olhar especializado do médico obstetra ou outros especialistas dependendo do problema.

Quais são os profissionais responsáveis pelo acompanhamento? 

O pré-natal de risco habitual pode ser feito pelos enfermeiros ou médicos, não necessariamente um médico obstetra.

Os atendimentos dos enfermeiros podem ser intercalados com as consultas médicas.

Já no caso do alto risco, é necessário uma equipe múltipla. Além do obstetra que realizará o acompanhamento, é preciso uma enfermeira obstetra, nutricionista, psicólogo e também um fisioterapeuta.

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Ou seja, existem também outros profissionais no processo nestes casos.

Qual a importância de realizar o pré-natal?

Segundo o Ministério da Saúde, a realização do pré-natal é fundamental para a prevenção e detecção precoce de patologias tanto maternas como fetais.

Realizá-lo corretamente permite o desenvolvimento saudável do bebê e reduz os riscos para a gestante.

Nesse momento, informações sobre as diferentes vivências devem ser trocadas entre as mulheres e os profissionais de saúde.

Essa possibilidade de intercâmbio de experiências e conhecimentos é considerada a melhor forma de promover a compreensão do processo de gestação.

As consultas também são uma oportunidade para a mulher tirar dúvidas e se sentir mais tranquila e confiante com a nova fase da vida que está por chegar.

O que ocorre durante o pré-natal?

Durante o pré-natal, são feitos várias consultas e exames, que permitem identificar doenças já presentes no organismo, mas que podem evoluir de forma silenciosa.

Alguns exemplos de doenças são: hipertensão arterial, diabetes, problemas no coração, anemia e sífilis.

O diagnóstico dessas doenças permite que o médico indique um tratamento adequado e assim evite maiores prejuízos à mulher e ao bebê.

Também avalia aspectos relativos à placenta, possibilitando tratamento adequado. Sua localização inadequada pode provocar graves hemorragias com sérios riscos maternos.

Além disso, durante os exames e consultas, o profissional de saúde irá identificar se o feto apresenta malformações, cromossomias ou outras questões que exijam atenção maior.

O pré-natal também possibilita identificar a existência precoce de pré-eclâmpsia, condição que se caracteriza pela elevação da pressão arterial, comprometendo a função renal e cerebral, ocasionando convulsões e comas.

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Mulher grávida na clínica, fazendo ultrassom. Crédito da foto: Freepik

Principais objetivos

Entre os principais objetivos estão:

  • Preparar a mulher para a maternidade, proporcionando informações educativas sobre o parto e os cuidados com o bebê;
  • Conversar sobre hábitos de vida e higiene pré-natal;
  • Fornecer orientações sobre o uso de medicações ou ações que possam prejudicar o feto;
  • Tratar das manifestações físicas próprias da gravidez;
  • Cuidar de doenças que possam interferir no andamento da gravidez;
  • Fazer prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de doenças próprias da gestação;
  • Orientar psicologicamente a gestante para lidar com a maternidade;
  • Aconselhar a gestante com relação a temas como dieta, higiene, sono, hábito intestinal, exercícios, vestuário, sexualidade, hábito de fumo, álcool, drogas e o que mais for necessário.
  • Por fim, informar sobre o parto saudável e humanizado.

Como funciona?

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), cada mulher tem direito a, no mínimo, seis consultas de pré-natal em qualquer unidade hospitalar pública da sua cidade.

Nesses atendimentos, ela pode se aconselhar sobre temas como: dieta saudável, nutrição ideal, atividade física, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e outras questões.

Além disso, a gestante deve realizar uma série de exames de sangue, urina, fezes, papanicolau e ultrassons.

Toda gestante deverá receber:

  • Calendário de vacinas e suas orientações;
  • Solicitação dos exames a serem realizados;
  • Agendamento da consulta médica para pesquisa de fatores de risco.

Pelo SUS, as futuras mamães também devem ter acesso a:

  • Cartão da gestante com a identificação preenchida e orientações sobre como utilizá-lo;
  • Dicas sobre a importância de participação em atividades educativas, como visitas domiciliares e reuniões em grupos.

Muito bacana, né?

Além disso, a assistência ao pré-natal é o primeiro passo para parto e nascimento humanizados.

Pressupõe a relação de respeito que os profissionais de saúde estabelecem com as mulheres durante o processo de parto.

Compreende:

  • O parto como um processo natural e fisiológico que, normalmente, quando bem conduzido, não precisa de condutas intervencionistas;
  • Respeito aos sentimentos, emoções, necessidades e valores culturais;
  • Disposição dos profissionais para ajudar a mulher a diminuir a ansiedade e a insegurança, assim como o medo do parto, da solidão, da dor, do ambiente hospitalar, de o bebê nascer com problemas e outros temores;
  • Promoção e manutenção do bem-estar físico e emocional ao longo do processo da gestação, parto e nascimento;
  • Informação e orientação permanente à parturiente sobre a evolução do trabalho de parto, reconhecendo o papel principal da mulher nesse processo, até mesmo aceitando a sua recusa a condutas que lhe causem constrangimento ou dor;
  • Espaço e apoio para a presença de um(a) acompanhante que a parturiente deseje;
  • Direito da mulher na escolha do local de nascimento e corresponsabilidade dos profissionais para garantir o acesso e a qualidade dos cuidados de saúde.

Quais exames são pedidos?

É muito importante que as futuras mamães comecem a fazer seu pré-natal assim que tiverem a gravidez confirmada ou antes de completarem três meses de gestação.

Alguns exames feitos durante o pré-natal são importantes para detectar problemas, como doenças que possam afetar a criança ou o seu desenvolvimento no útero.

Geralmente os médicos pedem os seguintes exames:

  • Glicemia, para avaliar se há presença de diabetes;
  •  Grupo sanguíneo e fator Rh. Esse exame é muito importante, pois detecta a incompatibilidade sanguínea entre mãe e bebê, que pode levar à morte do feto;
  • Anti-HIV, para identificar se há a presença do vírus da AIDS no sangue da mãe. Se a mãe for soropositiva, o médico prescreverá alguns medicamentos que reduzirão as chances de a doença ser transmitida para o bebê;
  • Exame para detectar a sífilis, doença que pode causar malformações no bebê;
  • Para detectar a toxoplasmose, pois essa doença pode ser transmitida ao feto, causando malformações;
  • Exame para detectar a rubéola, doença que pode levar ao aborto, além de causar malformações no bebê;
  • Para detectar a presença do vírus da hepatite B. Caso a mãe tenha o vírus da doença, algumas medidas podem reduzir as chances de transmissão do vírus para o bebê;
  • Exame de urina e urocultura, para identificar se a mãe possui infecção urinária, que pode levar a um parto prematuro, além de poder evoluir para uma infecção mais grave;
  • Ultrassonografias. As ultrassonografias são utilizadas para a identificação da idade gestacional e malformações no bebê.

Durante o pré-natal, as gestantes também recebem orientações sobre a importância de se manter uma alimentação saudável, prática de atividades físicas e a importância de se evitar álcool, fumo e outros tipos de drogas.

É importante que se faça o monitoramento do peso da mãe, para que ela não ganhe peso além do necessário, o que pode trazer alguns problemas.

No pré-natal é importante que a gestante faça a reposição de vitaminas, sendo o ácido fólico recomendado nas primeiras semanas de gravidez, pois ele ajuda a prevenir as malformações.

Como vimos, o pré-natal é de extrema importância para as futuras mamães, pois é através dele que alterações são detectadas e tratadas a tempo, evitando-se, assim, problemas para a saúde da mãe e do bebê.

Leia aqui: Hidroginástica para gestante – entenda a aula e os benefícios

Mulher grávida, faz o desenho de um sorriso com um creme, em sua barriga. Crédito da foto: Freepik

Como o pré-natal impacta na gestação? 

Um pré-natal bem feito impacta não só na mulher, mas no nascimento e no bebê que está vindo.

Às vezes, as mulheres acabam se preocupando muito com o parto e esquecem do pré-natal em si.

O parto é um processo natural, mas o que vai determinar a viabilidade do nascimento da criança é todo o processo de gestação.

Por isso, o pré-natal é de suma importância. Ele vai culminar com o nascimento do bebê e com a saúde dele consequentemente.

Ou seja, tudo isso será determinado pelo o que aconteceu durante o acompanhamento.

O pré-natal bem feito vai impactar de forma muito positiva no parto e também na vida dessa criança no decorrer de sua infância.

Conclusões sobre a importância do pré-natal

Para finalizar nosso artigo, ressaltamos sobre a importância do pré-natal para todas as mulheres grávidas.

Ele é essencial para garantir que a mulher e o bebê tenham uma gestação e um parto saudáveis e sem nenhuma complicação.

O pré-natal é um direito da mulher!

Por fim, o pré-natal além de ser primordial, é um direito assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente para todas as mulheres.

Todas as gestantes têm o direito de serem acompanhadas, acolhidas e receberem toda a assistência necessária para o período.

Agora que você já sabe o que é pré-natal e qual a sua importância, veja também: