No cotidiano feminino, muitos sintomas são comuns a diversos problemas e condições diferentes. A mesma dor no pé da barriga pode ser TPM ou ovulação, o mesmo corrimento pode ser gravidez ou infecção, e por aí vai.

Então, é importante entender como funciona seu corpo, o que significa cada processo, e quais as diferenças químicas e hormonais que acontecem até que uma mulher inicie uma gestação ou entre no ciclo menstrual

Abaixo, vamos desmistificar um dos sintomas comum a uma indigestão e inusitado para uma gravidez. Leia a seguir, porque ela aparece e como funciona a famosa “dor no pé da barriga”. 

 

Publicidade

Entenda por que a dor no pé da barriga é um sinal de gravidez

Caso a dor venha acompanhada de outros sintomas típicos da gravidez, como atraso menstrual e sucessão ao período fértil, é evidente que as chances aumentam. 

Se realmente se tratar de uma gravidez, a dor acontece por causa do corpo lúteo – uma espécie de cisto-cicatriz que se forma depois do folículo ovulatório e secreta progesterona após a liberação do óvulo, contribuindo para o acontecimento da gravidez. 

Normalmente, a dor é causada pela grande irrigação sanguínea necessária na produção de progesterona. Outro sintoma comum e associado, é o inchaço no baixo ventre por causa da grande quantidade do hormônio do corpo. 

 

Gravidez e dor no pé da barriga podem ser sinais de risco

É claro que, até certo ponto, a dor pode ser proveniente de um processo comum ao corpo. Mas, caso a gravidez esteja confirmada, a dor pode levantar suspeitas para outros diagnósticos. Como, por exemplo: 

  • Nidação: esse não apresenta nenhum risco e é comum no início de uma gestação. A nidação é o processo em que o óvulo fecundado se prende na parede do útero, iniciando a gestação. Ocorre normalmente uma semana após a fecundação, e pode vir associado com um corrimento semelhante à sangue.
  • Gravidez ectópica: essa apresenta grande risco para o bebê e para a mãe. Ela acontece quando o óvulo fecundado se prende em outro local que não o útero. Normalmente nas trompas ou tubas uterinas. Isso causa uma dor extrema para a grávida e impede o crescimento do bebê. A ida ao médico deve ser urgente. 

 

Publicidade

Sem gravidez, o que pode ser a dor no pé da barriga?

Se a gravidez estiver descartada, a dor no pé da barriga pode, sim, significar outras coisas para o corpo da mulher. Veja abaixo alguns dos diagnósticos mais comuns:

  • Ovulação: a dor da ovulação é frequentemente confundida com outras patologias. Ela costuma acontecer na altura do útero, cerca de quatro dedos abaixo do umbigo, mas concentra-se mais do lado direito ou esquerdo e raramente de ambos os lados. A dor não é contínua e caracteriza-se por cãimbras e “beliscões”.
  • TPM: as cólicas pré-menstruais costumam dar dor no pé da barriga, inchaço na região e também nas costas, principalmente na região lombar. O normal é que o incômodo desapareça ou, no mínimo, diminua consideravelmente assim que a menstruação descer.
  • Câncer de colo de útero: ter dor no pé da barriga como sintoma principal do câncer de colo de útero não é comum, mas pode acontecer. Se for o caso, as dores tendem a ser muito mais fortes que o normal. E, na hora do diagnóstico, essa possibilidade deve ser levada em conta.
  • Infecção urinária: a infecção não se manifesta apenas por ardência ao urinar ou incômodos na bexiga. Se a dor no pé da barriga for constante, a possibilidade de uma infecção aumenta. Para o diagnóstico é necessário um exame de urina.
  • Doenças venéreas: a clamídia é uma doença comum entre as mulheres e pode dar sintomas como dor no pé da barriga. Um exame de rotina, como Papanicolau é capaz de diagnosticar de maneira adequada. 

 

O tratamento para a dor no pé da barriga

dor no pé da barriga

Foto: Freepik

Antes de mais nada, ao notar algo diferente um médico deve ser consultado. É importante receber o diagnóstico correto e evitar que o sintoma seja confundido com algo menos (ou mais) sério. 

Caso a dor não envolva nada preocupante e seja proveniente de um corpo lúteo, nidação, ovulação ou uma TPM, algumas diquinhas nunca falham: 

  • Bolsa quente no baixo abdômen. 
  • Chás quentes e relaxantes. 
  • Exercícios físicos moderados e indicados por um especialista para cada caso, para a melhora da circulação sanguínea. 
  • Evitar frio e vento. 

Se o assunto for algo mais sério e envolver infecções, cânceres e uma gravidez ectópica, é importante fazer todos os exames necessários e seguir as instruções médicas para a solução do problema. O que, dependendo do caso, pode abranger desde a administração de antibióticos, até uma cirurgia preventiva. 

Publicidade

 

Não deixe de consultar seu ginecologista e obstetra regularmente e, é claro, sempre manter os exames em dia assim como o olho clínico para o próprio corpo! Quanto antes algo diferente for notado, maiores são as chances de resolver o problema de maneira preventiva.