Escolher o obstetra que acompanhará o casal durante a gravidez pode fazer bastante diferença entre ter nove meses tranquilos ou caóticos. E essa escolha precisa ser cuidadosa, porque não existe o médico ideal e, sim, o melhor obstetra para você. Ele deve se adequar às suas expectativas, responder suas dúvidas, enfim, seguir uma linha que combine com a da sua família. Um especialista adepto de tratamentos naturais, por exemplo, será ótimo para uma gestante mais zen. Já as grávidas que preferem usufruir de a toda tecnologia possível podem não gostar muito.

Para ajudá-la nessa tarefa, separamos as principais questões que devem ser consideradas e avaliadas, para você saber como escolher o obstetra.

Você já tem um ginecologista ou não

O primeiro passo é estabelecer sua situação. Você pode ter um ginecologista que lhe atende faz tempo e de que gosta, e pode promovê-lo a obstetra. Ou, no caso dele não realizar partos, pedir referências.  Nunca teve um médico preferido ou fixo nesse departamento? Então é hora de avaliar os que já conhece e/ou ir atrás de novas opções. Quem já teve o primeiro filho, pode considerar se gostou da experiência com o obstetra e decidir continuar com ele ou procurar outro. O importante é saber qual seu atual contexto.

Como escolher o obstetra

Foto: Freepik

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Como está sua situação financeira

Atualmente, talvez esse seja o tópico mais importante na hora de escolher o obstetra. Ele pode ser pago pelo sistema público de saúde, pelo seu plano de saúde ou diretamente por você, de forma particular. É essencial ser realista sobre a condição econômica da família e optar pela melhor opção quando pensar em como escolher o obstetra, sem arriscar seu futuro financeiro ou se atolar em dívidas.

Pré-natal e parto na saúde pública

O sistema de saúde pública no país ainda é precário. Mesmo assim, há várias postos de saúde e maternidades públicas que são referência em pré-natal e partos. Por isso, quem seguir essa opção deve procurar um desses lugares em sua cidade. Nesse caso, não há muita escolha. Você será atendido por ginecologistas no posto de saúde, que irão fazer o seu pré-natal. E no momento do parto, será atendida pelo obstetra que estará de plantão no hospital. No entanto, existem pessoas que priorizam o médico, e por isso realizam as consultas durante os nove meses no posto de saúde e guardam o dinheiro para pagar o obstetra que escolher, de forma particular. Mas ele deve atuar em maternidades públicas.

Pré-Natal e parto por convênio ou médico particular

Pelo convênio, o ideal é marcar uma consulta e ir conhecer o profissional. Vale pedir indicação de amigas ou mesmo de outro médico do convênio de sua confiança. Não se acanhe em marcar consultas com vários profissionais até encontrar o que mais lhe agrade. E converse com o plano de saúde para entender como funciona o pré-natal, pois a parte burocrática pode ser bastante confusa. Nesse caso, o parto será realizado em um hospital que o convênio cobre e você será atendida pelo plantonista. Ou pode combinar com o médico uma forma dele lhe atender.

Já quem prefere atendimento particular durante todo o processo deve lembrar que há vários preços no mercado, do obstetra que ainda está no começo da carreira até aquele renomado que aparece na mídia. Seja qual for o valor que você possa pagar, sempre negocie, parcele ou peça descontos.

Como escolher o obstetra

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Como escolher o obstetra e conhecê-lo melhor

Durante a trajetória de como escolher o obstetra, pesquise sobre a carreira dos candidatos. Isso porque, mais importante do que ter se formado em uma boa universidade ou ter anos de experiência, é saber se ele está atualizado, se trabalha ou trabalhou em hospitais dedicados a pesquisas e participa de congressos da área. Vale também chegar um pouco mais cedo na consulta e conversar com outras pacientes para ter uma visão mais realista do profissional.

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Na primeira consulta, é essencial perguntar como é o trabalho dele. Que tipo de parto mais faz? Tem experiência em gestação de risco? Sabe lidar com problemas como bebê prematuro ou placenta envelhecida? Caso você queira realizar um parto na água e o obstetra nunca realizou partos dessa forma, estará perdendo o seu tempo. Por isso é necessário verificar se ele se adequa às suas expectativas ou se ao menos tem soluções alternativas que lhe agradem. E isso logo no começo. A gravidez tem assuntos polêmicos, como parto normal e cesárea, usar anestesia ou não, realização da episiotomia. Observe se vocês dois pensam da mesma forma sobre esses assuntos. O ideal é que médico e paciente estejam em sintonia e haja muita confiança. E claro, você tem de gostar dele.

O tipo de consulta que você deseja

Algumas mulheres conseguem resumir o que sentem em poucos minutos, escutam o médico, anotam suas recomendações e vão embora felizes. Outras quase dormem na conversa com o médico e querem mesmo é escutar o coraçãozinho do bebê. E há ainda aquelas que sentem mais necessidade de um apoio entre as consultas, querem o médico disponível no WhatsApp ou celular, vinte e quatro horas por dia.

Não importa a sua preferência, quando refletir sobre como escolher o obstetra, saiba que ele deve estar disposto a atender suas necessidades o máximo possível. Por isso preste atenção em todos os detalhes na hora da primeira consulta. Quem gosta de fazer terapia com o médico não ser dará bem com o profissional que marca consultas de meia em meia hora. Alguns consultórios estão abastecidos com sonar – o aparelho que capta o som dos batimentos cardíacos do bebê. Outros também possuem aparelho de ultrassom. Então, avalie o que é importante para você e converse sobre tudo que ocorre durante as consultas.

Como escolher o obstetra

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Como escolher o obstetra que combine com a maternidade

Muitos casais têm prioridade na maternidade onde o parto será realizado, por causa da conveniência do plano de saúde, predileção ou porque é a única na cidade adepta do parto humanizado. É essencial verificar se o obstetra escolhido trabalha com o local pois, nesse caso, ele já conhece a equipe médica e a estrutura do hospital, o que facilita seu trabalho. Quando isso não ocorre, converse sobre a possibilidade de trabalhar lá uma primeira vez ou em quais maternidades ele já atua. Assim é possível analisar as alternativas. É essencial chegar a um acordo sobre esse assunto.

Quando a gestante não abre mão do hospital, pode pensar na possibilidade de ser atendida por um profissional durante os nove meses e por outro na hora do parto. Também há situações em que o médico definido fará o parto em uma maternidade coberta pelo plano de saúde, mas ele não.

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Reflexões finais

Depois de pensar sobre todos esses tópicos, ficará mais claro como escolher o obstetra. É sempre bom lembrar que mesmo depois da decisão inicial você pode mudar, caso não sinta segurança. Também é um direito da gestante ter uma segunda opinião quando ela necessitar ou desconfiar do que está sendo realizado. Isso vale tanto para o pré-natal quanto para o momento do parto.

Além disso, no caso de uma gestação de risco, por exemplo, não tenha receio de pedir que seu obstetra vá em busca da opinião de outros especialistas. Ou faça isso você mesma. Não fique com medo de mudar de médico, mesmo que já esteja no final da gravidez. O importante é você ter saúde, segurança e tranquilidade para viver os nove meses e o parto de forma plena.