Amigos que a vida (e a maternidade) nos dá

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Hoje tem um texto super gracioso da Flávia Girardi (que escreve o Instagram Blog Mãe sem Filtro), sobre as amizades que a maternidade nos traz. Para ler e perceber as amigas que você também ganhou!

Por Flávia Girardi

Nunca fui de muitos amigos. Da infância trouxe uma que foi minha madrinha de casamento, me visitou na maternidade e, é claro, em meio à correria e aos desencontros da vida, nos falamos de tempos em tempos. Apesar de me conhecer há quase trinta anos, ela ainda gosta de mim! Tive amigos com quem passei bons momentos, dei boas risadas, mas que se despediram com as mudanças de escola, faculdade ou trabalho. Deles, eu sempre terei boas lembranças, mas que ficaram pelo caminho.

Imagem: 123RF

Tenho amigos de herança – que herdei das minhas irmãs, do meu marido e até do meu cunhado. Pessoas queridas que vejo muito pouco, geralmente em festas ou casamentos, mas que são sempre uma alegria a cada reencontro. Tenho meus amigos-primos (que cresceram comigo!): quase nunca estamos juntos, raramente nos falamos, mas quando nos encontramos, parece que nunca nos despedimos.

Tenho também meus amigos de alma. Os presentes não só no meu presente, mas que ganhei da vida. Aqueles que você quer saber o que pensam a respeito de tudo (até de um sonho esquisito ou um corte de cabelo novo). Aquelas pessoas de quem você nunca se cansa. Para quem conta os pensamentos que tem até vergonha de dividir consigo mesma. E olha que meus “presentes” me viram nascer e moraram comigo na mesma casa por muitos anos (hoje estamos em casas e cidades distintas, mas nos falamos diariamente). Tirando um só, que me conheceu já grandinha, aos 18 anos, quando começamos a namorar! Com eles eu converso com um olhar. Deles, por vezes, eu escuto palavras duras, mas que mudam a maneira como eu encaro o mundo e as coisas. É deles que vem o colo quando o peso está difícil de carregar. E também são deles os mais sinceros sorrisos quando venço alguma batalha. Porque eles são parte do alicerce.

E tenho amigos que a maternidade me deu. Pessoas das quais me aproximei porque vivíamos coisas semelhantes, compartilhávamos dos mesmos medos, aprendizados e descobertas. E da mesma solidão. Porque quando a gente se torna mãe – embora vivamos cercados de uma pessoinha que nos preenche e ocupe a maior parte do tempo, do marido, família e tal – sentimos uma necessidade de dividir uma coisa que só quem é mãe entende! Assuntos tão pessoais daquela rotina, de entender se é normal, se mais alguém pensa ou sente a mesma coisa –  que, para quem não vivencia aquilo tudo, pode parecer um pouco estranho ou tolo demais…

E vendo esses filhos crescerem, engatinharem, aprenderem a falar junto com a Alice fez deles (e delas – as mamães!) parte da minha família. Sem contar com as amizades que fiz por causa da Alice. Porque mesmo pequenos, eles já se aproximam mais de alguns amigos e, nós, de quebra, somos presenteadas com a amizade de uma nova mamãe. Porque mães se unem, se ajudam e se entendem, porque seus olhos estão além das aparências. Estão voltados a um amor maior.


 



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