Hoje, enquanto lavava a louça de casa, me peguei pensando no processo de retirada da mamadeira de Catarina. Estava ali, com a escova de mamadeira na mão (que ainda é usada para lavar os copos com canudo), e me lembrei de como o processo tinha sido muito mais tranquilo do que eu poderia supor. Aliás, com minha filha é quase sempre assim: nos primeiros dias eu tenho certeza de que vai dar tudo errado, de que levará um tempo enorme para sua adaptação, e quando vejo, já terminou. Ufa!

No fim do ano passado, quando Catarina estava para completar três anos, achei que já era hora de tirar a mamadeira. Por um lado eu a achava imatura, ainda um bebezão (e se era um bebê, porque não podia ter seu leitinho na mamadeira?); por outro, vi que ela já era uma menininha, que estava pronta para tomar o leite no copo (e talvez eu é que não estivesse deixando que ela crescesse!). Até do ponto de vista odontológico, era o melhor a ser feito, e eu fiquei à espera do momento mais oportuno para agir. E como o Natal se aproximava, nada melhor do que deixar a tarefa com o santo Papai Noel!

No fim de outubro comecei a colocar o plano em ação: o combinado era que ela deixasse a mamadeira até o Natal, para que Papai Noel a levasse e trouxesse seu presente no dia 25. E foi exatamente assim que aconteceu: no início de dezembro ela resolveu que a partir daquele dia não usaria mais mamadeira e nunca mais chorou por ela (apesar de ter perguntando no dia seguinte se não dava para mamar a última vez!). Falando assim parece fácil (e acho que foi mesmo), mas tenho certeza de que só ocorreu dessa forma porque Catarina já estava preparada. Pensando bem, o processo de desmame já havia começado antes, eu é que não havia percebido.

Alguns pontos (que eu acho) que ajudaram na retirada da mamadeira:

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– Minha filha já tinha habilidade motora para usar copos, com e sem canudo. Aliás, nessa idade (2-3 anos) eles adoram canudos! Acho que acertei em comprar copos bem bonitos (que ela usava para tomar suco), e deixar que ela se acostumasse com eles. Se já tomava suco dessa forma, também conseguiria tomar o leite.

– A filhota não acordava mais com frequência no meio da noite. Porque, cá entre nós, quando o filho acorda no meio da noite chorando e pedindo por mamadeira, você faz qualquer coisa para que ele volte a dormir! Como não havia mais esse problema, era mais fácil sumir com a mamadeira sem ter que abrir uma exceção durante uma madrugada de desespero!

– A pequena já estava na escola. E o contato com outras crianças da sua idade a estimulou a querer crescer, se desenvolver, e deixar de ser um bebê. Na mesma época transformamos seu berço em uma mini-cama, o que foi outro fator de motivação para a nova etapa.

– Não estávamos passando por fases de adaptação ou mudanças. Porque durante esses períodos, tudo fica mais complicado com nossos filhos, não é mesmo? Esperei que ela já estivesse bem adaptada na escola e posterguei o desfralde noturno (ou melhor, comecei e voltei atrás, aguardando mais um tempo), para que durante a retirada da mamadeira ela só tivesse esse desafio.

E aí, como foi (ou está sendo) o processo de retirada da mamadeira? Alguma dica para deixar? Deixe nos comentários, porque sempre ajuda novas mães que passarem por aqui!

 

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