Mudança escolar: será que chegou o momento de trocar seu filho de colégio?

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Fim de ano vai chegando, e já estamos a mil por hora, programando a rotina do próximo do ano para nossos pequenos. E uma das dúvidas mais comuns dos pais nesse momento é: deixo meu filho na mesma escola, ou escolho uma outra para o ano que vem? Vários são os fatores que podem motivar essa transição que, muitas vezes, não é uma decisão fácil. Mas se você estiver passando por essa fase, saiba que não está sozinha! E, para ajudar nessa situação, nesse post eu reuni tanto as causas mais comuns da mudança de escola, assim como dicas para ajudar a criança nesse processo (afinal, quando esse momento é feito com acolhimento, as coisas ficam mais fáceis!). Vem ver!

Imagem: 123RF

O que pode motivar a mudança de escola?

Os motivos podem partir tanto da família quanto da própria escola, ou de situações externas (como a necessidade de baratear custos e readequar seu orçamento familiar). Em alguns casos, pode valer uma conversa com o pequeno e/ou a equipe pedagógica, para tentar um consenso a fim de manter o filhote no mesmo local. Outras vezes, o colégio já não atende mais a faixa etária do seu filho, e a ida para outra instituição é inevitável. Veja a seguir algumas das principais causas da mudança, e como trabalha-la na sua família:

– Pais e escola não concordam em algum aspecto importante: toda escola tem sua linha de ensino, seus valores e isso acaba sendo passado para a criança na rotina escolar. Além de tipos diferentes de metodologia (como escola tradicional, construtivista, Waldorf, etc), cada instituição tem a sua própria maneira de aplicá-la aos alunos. Às vezes, os pais escolhem uma determinada escola achando que aquele método será o melhor para a criança aprender, mas, com o tempo, percebem que não está funcionando da maneira como imaginavam. Acontece, e talvez seja o caso de você procurar uma outra linha de ensino, que combine mais com o perfil do seu filho.

Pode acontecer também de pais e escola terem visões distintas de uma mesma situação e não chegarem a um consenso. É evidente que divergências (mesmo quando a escola segue a metodologia em que você vê mais sentido) ocorrem, e que nem sempre as expectativas dos pais são atendidas em 100% – por isso o diálogo entre família e escola é importante. Contudo, se você perceber que a falta de conclusões pode estar afetando o desenvolvimento do pequeno, ou que o ponto de discordância é algo do qual você não abre mão, pode ser realmente o momento de rever o local onde ele estuda.

– O ensino infantil chega ao fim: algumas instituições atendem a criança só até uma determinada idade escolar e, nesse caso a mudança acaba sendo obrigatória. Para evitar a situação e não precisar repetir a fase de adaptação escolar de tempos em tempos, alguns pais acabam optando por uma escola que atenda a criança até o Ensino Médio. Contudo isso não precisa ser uma regra para fugir do temido sofrimento do pequeno (eu mesma optei por uma escola de Educação Infantil para os primeiros anos da Cacá, mesmo sabendo que depois de alguns anos ela estudaria em outro local. E foi ótimo! A escolinha era super adaptada para as necessidades dela na época, e não me arrependo da decisão).

O mais importante é não ter medo: se o seu filho foi matriculado em uma escola menor para passar pelo ensino infantil e, agora, precisa se mudar para outra, fique tranquila! Nessa situação pode ser válido conversar com a equipe pedagógica para pedir indicações de instituições que sigam a mesma linha educacional, se você notar que ela está funcionando de maneira satisfatória para o filhote. No meu caso, a conversa com a diretora da antiga escola da Cacá foi excepcional para me guiar na escolha de um novo colégio (e olha que eles nem seguem exatamente a mesma linha! Mas ela conhecia tão bem as necessidades pedagógicas da minha filha, que soube me orientar).

– Economia: imprevistos e emergências acontecem e, às vezes, a mudança de escola pode ser motivada por uma necessidade econômica. Aqui vale a conversa com a escola para, de repente, tentar chegar a uma negociação de valores. Mas se não for possível ou se você sentir que não vai dar conta, é hora de pesquisar locais bacanas com valores que caibam no orçamento da família nesse momento (eles existem, viu?).

– Falta de estímulos à criança: voltando a falar um pouco sobre metodologia e linha educacional, às vezes a escola de sua escolha trabalha de uma maneira que não incentiva seu filho a buscar novos conhecimentos. É bastante relativo o que funciona para cada criança quando o assunto é aprendizado (pode ser que ela seja excelente para outros alunos, mas não para seu filhote), contudo é interessante notar se a instituição tem feito o seu papel no sentido de fazê-lo manter o interesse pelo conhecimento (e, também, de sentir-se interessado em aprender coisas novas).

Se você notar que onde o pequeno está matriculado isso não está acontecendo, pode valer a conversa, em um primeiro momento com a criança, para entender o lado dela. E depois com a escola, para checar sua percepção. Caso perceba que outra instituição possa atender melhor o filhote nesse aspecto, a troca pode ser positiva.

E como posso ajudar meu filho nessa nova transição escolar?

Primeiro, é importante mostrar à criança que mudar de escola não significa acabar com as amizades que ela mantinha no outro colégio. Explique que ela pode continuar encontrando os amigos em outros momentos, como em passeios aos fins de semana, em festas de aniversário, etc.

Depois, é importante reforçar os aspectos positivos do novo local onde ela vai estudar. Leve-a para conhecer a instituição com você antes do primeiro dia de aula (muitos locais oferecem esses dias de convívio, vale se informar), pergunte o que ela achou e aponte os pontos mais bacanas do novo espaço para incentivá-la.

Também é legal procurar famílias conhecidas com pequenos que estudam no mesmo local, para dar um apoio na integração da criança. De repente recebê-los em casa, para eles conversarem com o filhote sobre o novo espaço, ou mesmo pedir um “reforço amigo”nos primeiros dias de aula pode ajudar, se o pequeno se sentir confortável assim. Por que não tentar?

Dúvidas para escolher a escola nova? Nesse post e nesse também eu dou dicas preciosas antes de tomar essa decisão. E em vários outros eu falo sobre a adaptação escolar. Vale a leitura!






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