Falta de ar em bebês: saiba como reconhecer e quando procurar ajuda

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Como comentei com vocês outro dia, Catarina ficou internada quando tinha pouco menos de 1 ano e meio de idade. Eu levei muito tempo para conseguir falar sobre o assunto, pois certamente foi a experiência mais traumática da minha vida.

Embora eu tenha sido uma criança asmática, e ainda me lembre de muitos dos sintomas da asma (e saiba reconhecer de longe uma criança que não está conseguindo respirar direito), percebi que a falta de ar em bebês não é tão óbvia para os pais que nunca a presenciaram – eu mesma demorei para me dar conta de que a situação estava se agravando. E algo importantíssimo que aprendi dessa experiência com a pequena, é que procurar ajuda no tempo certo é fundamental, pois os pequeninos pioram muito rápido – assim, algo que poderia ter sido resolvido no consultório do pediatra, ou na emergência de um hospital, pode acabar virando uma internação.

bebe com falta de ar

Pensando nisso, resolvi compartilhar com vocês alguns sinais importantes da falta de ar em bebês, com o objetivo de alertar para uma situação que é muito frequente nessa faixa etária – seja por uma crise de asma (embora com essa idade o diagnóstico nem sempre seja fechado, e pela evolução de seu filho, você venha a saber algum tempo depois que, de fato, foi uma crise asmática), por uma bronquiolite (virose respiratória muito comum no outono e inverno) ou por uma gripe ou resfriado, em que a quantidade de muco (catarro/secreção) é tão grande, que ocupa boa parte dos brônquios e bronquíolos, dificultando a chegada do ar até os alvéolos pulmonares.

Portanto, preste atenção nos seguintes detalhes:

– Com falta de ar, o bebê passa a respirar mais rápido. Ou seja, sua frequência respiratória aumenta, pois como o oxigênio não está chegando em quantidade adequada, o próprio corpo produz uma resposta automática de acelerar o ritmo da respiração.

– A respiração do bebê se torna “funda”. Isso significa que, quando ele respira, você vê que a região da garganta e das costelas afunda, faz “buraquinhos”, mostrando que o filhote está fazendo força para tentar aproveitar ao máximo cada inspiração.

– Cuidado com a tosse. Sabe aquela tosse persistente, de minuto em minuto, que não passa, mesmo quando seu filho dorme? Fique atenta! Ela pode ser um sinal de que os brônquios do seu filho estão “fechados”, e o ar não está entrando como deveria.

– Ouça o chiado. Esse é outro sinal de que a respiração de seu filho está alterada e merece cuidados. Se a cada vez que o filhote puxa o ar você ouve um barulhinho (como se fosse um “miado” bem baixinho), isso significa que a passagem do ar até o pulmão está parcialmente obstruída, e seu filho não está respirando bem.

Quando você notar esses sinais em seu filho, não tenha receio em ligar para o pediatra e relatá-los, seja a hora que for. Siga suas orientações – se você deve levá-lo ao consultório, ou imediatamente ao pronto-socorro, para que sua condição física não piore. Se a oxigenação do filhote cair ainda mais, ele ficará prostrado, com uma respiração fraquinha, e seus lábios e unhas poderão ficar arroxeados. Nessa hora, siga rapidamente para a emergência, pois a situação é séria.

Uma dica importante de quem já passou pela experiência: se possível, não saia correndo sozinha com seu filho em um momento como esse. Ir ao atendimento médico com o marido, esposa, mãe, ou simplesmente com uma amiga ajuda muito (enquanto você cuida de seu bebê, seu acompanhante cuida dos detalhes burocráticos de documentos, entrada na emergência, etc). Dessa forma, você certamente se sentirá mais segura nesse instante tão delicado (e que, com os devidos cuidados sendo tomados, passará logo, tenha certeza!).




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