5 atitudes para se ter no consultório do pediatra

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Convenhamos: consulta com o pediatra do filho não é dos programas preferidos dos pais. Mesmo quando está tudo bem e se trata apenas de uma visita de rotina, sempre há uma certa apreensão para saber se o pequeno está se desenvolvendo dentro do que é esperado para sua idade, ou se está acompanhando a curva de crescimento de seu nascimento.

Mas, infelizmente, o mais comum é que a consulta ao pediatra seja feita quando o filho está doente (principalmente quando a criança é um pouco maior, e os encontros com o médico ficam menos frequentes). E aí o coração da mãe (ou do pai, claro) fica apertadinho, a ponto de atordoar – você já se sentou para falar com o profissional e sentiu que não sabia por onde começar? Pois esse sentimento é mais natural do que você pensa!

pediatra do bebe

Por isso achei que seria interessante falar sobre algumas atitudes que facilitam a consulta, e que os pais sempre deveriam ter em mente quando levam o filho ao pediatra. Algumas delas são embasadas na minha experiência pessoal, quando eu fazia odontopediatria (porque no dentista acontecem as mesmas coisas!). Outras, nas minhas conversas com amigos médicos que atendem os pequenos. Para lembrar e compartilhar com outras mães!

1) Seja honesta – sempre!

Sabe quando o médico pergunta se seu filho come bem e você diz que sim, mesmo sabendo que ultimamente ele só aceita macarrão? Ou quando ele pergunta quantas vezes por dia você escova o dente do filhote e você responde três (embora seja uma e olhe lá – porque fazer com que o pequeno abra a boca para a escova é tarefa quase impossível!)? Pois é, dar a informação errada dificulta (muito!) o diagnóstico. Para saber o que seu filho tem (se no caso ele está doente), ou detectar algum problema em seu desenvolvimento, o médico toma como base o que você está contando – por isso, diga sempre a verdade (mesmo que ela mostre que seu filho não é perfeito, ou que você não é uma mãe super-heroína).

2) Vá preparada.

Isso significa saber descrever a rotina do seu filho e os sintomas que ele apresentou (quantas vezes por dia ele faz xixi, cocô, quais os alimentos que ele come e quais ele rejeita, se teve febre, qual a intensidade e a frequência, e por aí vai). O pediatra não espera que você saiba absolutamente tudo – mas ter em mente as informações que podem ser solicitadas para a avaliação do pequeno ou para a formação do diagnóstico é algo muito importante. Leve também uma listinha de perguntas (anote mesmo, para não esquecer e ter que telefonar depois!): assim você aproveita melhor a consulta e resolve suas dúvidas.

3) Corrija alguma informação, se necessário. 

Pode ser que o pediatra não tenha entendido algo que você contou – quantos dias de febre seu filho teve, se apresentou ou não diarreia, se teve contato com alguma criança doente nos últimos dias, com um problema infeccioso conhecido. Se perceber que o diagnóstico está sendo feito com base em algo que não é verdade, você tem que dizer. Muitos pais se sentem mal em parar a consulta nesse ponto e indicar que a informação está errada – mas isso deve ser feito! Do contrário, você pode sair de lá com o tratamento errado para o filhote.

4) Antecipe possíveis problemas.

Se você vai viajar com seu filho um mês depois da consulta, aproveite para pedir indicações de atendimento médico na cidade para onde vocês vão, ou pergunte quais medicamentos você deveria levar (pensando que talvez não encontre facilmente o que precisar por lá). É muito melhor estar precavida para qualquer eventualidade do que sair no desespero em um local que você não conhece, com uma criança doente.

5) Confie no profissional que escolheu – ou mude de pediatra!

Parece óbvio, certo? Mas, infelizmente, não é. Já presenciei diversos casos em que o pediatra recomenda um tratamento e os pais saem de lá fazendo outra coisa, porque não concordaram com o que foi proposto. Isso acontece porque a linha de pensamento do pais e do médico não combinam (se você não acredita em homeopatia, por que levar seu filho a um homeopata?), ou porque os pais acham que sabem mais do que o profissional (é importante lembrar: uma pesquisa no Google não substitui o diagnóstico do médico – que viu o pequeno pessoalmente, avaliou, perguntou e ouviu para, enfim, dar o diagnóstico). Se você não confia no pediatra que escolheu, certamente é hora de procurar outro. Você perceberá: quando encontrar o profissional certo para sua família, naturalmente você seguirá suas recomendações.




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  1. Sim, os pediatras também precisam dos pais | Desenvolvimento Infantil | 25 de fevereiro de 2015

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