A triste história do menino e do tigre

Por 4 Comentários


Acho que todo mundo já conhece a história do menino que, no último dia 30, teve seu braço dilacerado no Zoológico de Cascavel, no Paraná. Impossível ficar indiferente a ela – qualquer mãe sente pena dessa criança, que terá que conviver com uma sequela grave para o resto da vida.

Até hoje eu não havia visto o vídeo do menino, que pulou a grade de segurança do local e ficou atiçando o tigre, correndo de um lado para o outro. Mas, de tanto falarem e comentarem sobre o assunto (alguns criticando o pai, que o deixou em situação de risco e não fez nada para impedir o acidente; outros se perguntando como uma criança de 11 anos não teria ideia do perigo de provocar um felino e outros ainda colocando a culpa na estrutura do zoológico, na falta de um segurança e até mesmo no bicho – que só fez aquilo que é de sua natureza fazer), decidi assistir para ter minha própria opinião.

tigre

Em primeiro lugar, pensei que nem eu, nem 99,99% das mães e pais que conheço, deixaria um filho pular a grade de proteção, e por vários motivos:

1 – Porque obviamente é perigoso se aproximar de um animal com instintos selvagens e que pode provocar até a morte de uma pessoa.

2 – Porque é uma questão de respeito às normas do local (em qualquer lugar em que vou, se existe uma placa dizendo que não é permitida a entrada ou permanência, eu respeito – independente de haver um tigre por perto ou não).

3 – Porque não é necessário que haja um segurança ali para me dizer que eu tenho que colocar limites no meu filho (ou seja, acho um absurdo dizer agora que a culpa é do zoológico, que não colocou uma pessoa 24 horas por dia para falar algo óbvio – que ninguém poderia se aproximar da jaula).

Para mim, aconteceram dois erros muito grandes que culminaram no ferimento do menino, infelizmente. O primeiro, de educação, em todos os sentidos. Faltou um responsável (do qual se espera responsabilidade, como a própria palavra diz) para mostrar como se portar em um zoológico; para ensinar respeito a um animal que não é doméstico ou domesticável; para dizer que, se existia uma grade e vários sinais que indicavam o perigo de uma aproximação, eles deveriam ser obedecidos. E o segundo, um erro de avaliação. De achar que o perigo sempre está longe, de que se pode infringir as regras sem nenhuma consequência.

Com isso, minha intenção não é culpar o pai, que deve estar abalado até hoje pensando que poderia ter feito alguma coisa e não fez. Nem o menino, que não foi capaz de avaliar o risco. É apenas mostrar que o incidente é resultado de um problema muito maior e comum em nosso país – a falta de entendimento sobre a importância de educar um filho, para seu próprio bem.

 




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Comentários (4)

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  1. Jenifer disse:

    Concordo plenamente com tudo que li aqui, espero que pelo menos sirva para os pais refletirem sobre importância de dar limites para os nossos filhos, porque limite e respeito são sim muito importantes!

  2. Katia disse:

    O melhor comentário que li até agora a respeito do caso.
    Concordo demais contigo.

  3. o que falta e os filhos aprenderem a respeitar os pais e os mais velhos e aos pais impor limites aos filhos

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