Nessa época de inverno, percebemos que os filhotes ficam muito mais resfriados, não é verdade? Algo que parece banal, nos pequenos acaba provocando um problemão: eles não conseguem respirar direito, tossem muito, acordam diversas vezes durante a noite… Isso sem falar quando um simples resfriado se transforma em algo pior – se o filhote tem tendência à alergia respiratória, é muito frequente que ele venha acompanhado de uma crise de asma (porque a quantidade de secreção/muco é tão grande que “fecha” os brônquios e bronquíolos, facilitando a ocorrência da crise).

Aqui em casa eu enfrento exatamente essa situação, e posso dizer que quase fiquei louca no ano passado, porque Catarina pegou um resfriado atrás do outro (e eu acabava ficando doente também, porque ficava tão cansada com as noites em que ela dormia mal, que meu sistema imunológico não dava conta de combater os vírus. Resultado: filha e mãe ruinzinhas ao mesmo tempo, um caos!). E vocês me perguntam: como é que você resolveu o problema? Com uma medida simples, mas que foi tão eficiente, que eu considero uma dica de ouro para a saúde de qualquer criança: a lavagem nasal com soro fisiológico.

lavar o nariz do bebe

Mas por que lavar o nariz faz tanta diferença? Vamos conversar sobre o assunto mais detalhadamente:

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Quando você lava o nariz com soro fisiológico, umidifica a mucosa nasal, retirando produtos da poluição atmosférica que ficaram ali e mandando embora possíveis invasores, como vírus e bactérias. Faça a seguinte experiência (eu costumo fazer aqui em casa, e é impressionante): coloque sorinho do nariz do pequeno ao fim de um dia de outono ou inverno, em que você sente que o ar está seco e poluído, e peça para ele assoar: sairá um muco com pontinhos escuros – sim, é exatamente a sujeira presente no ar que ele está respirando, e que ficaria ali irritando a mucosa e deixando-a inflamada (e mais susceptível a infecções)!

– Obviamente, lavar o nariz não garante que seu filho nunca mais terá um resfriado, mas diminui bastante a ocorrência desse tipo de virose (pelos motivos que citei acima). E a lavagem com soro traz um benefício adicional: ela reduz a rinite, que é a inflamação da mucosa nasal típica das pessoas alérgicas (e, nas grandes cidades, onde o contato com a poluição ambiental é constante, o número de crianças com alergia é cada vez maior). Muitas vezes, o que uma mãe chama de resfriado é na verdade um episódio de alergia respiratória, e a criança ficará com coriza (nariz escorrendo), que pode evoluir para uma secreção nasal mais espessa, com tosse e até falta de ar.

Saber lavar o nariz de forma correta faz toda a diferença! Digo isso por experiência própria, pois eu já testei várias maneiras de se fazer isso. Por muito tempo, eu acreditei que colocar soro fisiológico em uma seringa e aplicar no nariz de Catarina faria com que o local ficasse bem limpo! Mas depois de alguns episódios de otite, o pediatra da pequena me explicou que, se você fizer essa aplicação com rapidez ou força, pode acabar “empurrando” essa secreção para o ouvido (que tem comunicação interna com o nariz), levando à clássica dor que acontece com muitos pequeninos!

Assim, por recomendação do médico, passei a fazer a lavagem com um produto de jato contínuo, que realiza essa higiene de forma eficiente e sem o risco de se aplicar muita força. Aqui em casa usamos o Sorine SSC Jato Contínuo, que não tem conservantes nem descongestionante – Catarina tem o dela e eu o meu (porque também sou alérgica, e melhora muito minha rinite!).

Produto de jato contínuo X frasco de soro fisiológico: uma diferença importante entre os dois produtos (que têm a mesma composição – Cloreto de Sódio 0,9%) é que o frasco comum é contaminado depois de algum tempo de uso (mesmo que você guarde em geladeira), com microorganismos presentes na atmosfera. Já o jato contínuo não apresenta esse problema, pois apresenta uma válvula que impede o contato do conteúdo com o ar, e, portanto, a contaminação (tanto é que não precisa ser refrigerado e não contém substâncias conservadoras).

Produtos com e sem descongestionante: a não ser nos casos em que o pediatra do seu filho recomende, como uma gripe forte ou sinusite, onde a mucosa está inchada, a lavagem nasal diária deve ser feita com um produto sem descongestionante, ao menos duas vezes por dia – pela manhã e à noite. Nos casos de resfriado, o pediatra de Catarina pede que eu lave o narizinho pelo menos 6 vezes por dia (e às vezes eu lavo até mais, porque isso fluidifica a secreção formada, faz com que os sintomas se resolvam muito mais rapidamente, e evita que bactérias oportunistas se proliferem ali, causando uma sinusite, otite e, se o muco chegar aos brônquios e pulmão, uma bronquite).

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A lavagem nasal é ainda mais importante no outono e no inverno: embora por aqui eu tenha estabelecido um regime de lavar o nariz para o ano inteiro, é no inverno que sinto a maior diferença quando falho na rotina de lavagem, porque os dias são naturalmente mais secos e, devido à inversão térmica, mais poluídos.  Por isso, umidificar a mucosa do nariz e lavar os resquícios da poluição são pontos em que eu coloco a maior atenção (assim como dar bastante líquido para a pequena, o que também ajuda a combater os efeitos da secura e a evitar os resfriados).

O jeito que encontrei de não esquecer de lavar o nariz de Catarina foi deixar o soro ao lado da escova de dentes - é o momento da higiene completa!

O jeito que encontrei de não esquecer de lavar o nariz de Catarina foi deixar o soro ao lado da escova de dentes – é o momento da higiene completa!

Nossa experiência com a lavagem nasal tem sido muito positiva – depois de começar a usar o Sorine com Catarina de forma regular, ela tem ficado resfriada com menor frequência (e, mesmo quando fica, a secreção que durava em média duas semanas para ser expelida tem melhorado depois de quatro ou cinco dias). Espero que essa dica também seja útil para você e que possa melhorar a saúde respiratória do seu filho!

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