Como funciona a terapia floral (para toda a família)

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Provavelmente você já ouviu falar sobre os florais de Bach. Eles compõem um tipo de terapia alternativa, que consiste no equilíbrio das nossas emoções e pensamentos a partir do uso de essências extraídas de flores, plantas e arbustos que possuem propriedades curativas. Cada essência corresponde a um estado emocional e mental (são 38 no total) e, dependendo da necessidade do paciente, podem ser feitas fórmulas, com combinações entre os florais (que se adequem ao que ele precisa).

O princípio fundamental da terapia floral é tratar o paciente a partir da causa do problema, e não o seu sintoma. Com as emoções e pensamentos equilibrados, o indivíduo é beneficiado como um todo, incluindo sua saúde física. Quem desenvolveu essa teoria foi o médico homeopata, patologista e bacteriologista Dr. Edward Bach, ainda nos anos 1930, e até hoje a terapia leva o seu nome.

A grande vantagem do uso de florais é que eles são produtos naturais, que contêm a energia vital das plantas. Por esse mesmo motivo, a terapia pode ser indicada desde cedo, e as crianças podem se beneficiar bastante de algumas essências.

Para entender melhor como o tratamento colabora com nossos filhos (e toda família), conversei com a querida Sílvia Bacci, que vocês já conhecem pela coluna de astrologia aqui no blog. Ela é também terapeuta floral há 18 anos, e tem muita coisa bacana para nos contar sobre o assunto! As informações estão todas aqui no post, vem ver!

Imagem: 123RF

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Como usar os florais

Sílvia explica que não existe idade mínima para o uso de florais. “Os bebês podem entrar em contato com os florais durante a gestação e logo após o nascimento”, afirma a terapeuta. Ela completa que, durante a gestação, a mãe pode usar os florais pensando também no bem-estar do filhote. “A gestante pode fazer um tratamento com os florais para cuidar do seu equilíbrio emocional, físico e mental, e com isso estará transmitindo harmonia e tranquilidade ao bebê. Os estados emocionais da gestante se refletem no desenvolvimento do feto”, explica Sílvia. “A gestante que é muito ansiosa, por exemplo, vai trabalhar esta emoção, transmitindo serenidade ao bebê. Outro exemplo é a gestante que tem muito medo do parto. Ao tomar o floral adequado, ela vai elaborando esta sensação e não irá transmiti-la ao seu filho”, exemplifica a terapeuta.

Para saber qual é a fórmula floral mais adequada a cada caso, é indicado procurar um terapeuta especializado no assunto. O profissional irá verificar o que a gestante ou a criança precisa para se reequilibrar. Na primeira consulta, além de ouvir as questões emocionais do paciente, o terapeuta pergunta sobre seu histórico de saúde, hábitos alimentares e disposição física. Após uma avaliação criteriosa, ele indica a essência (ou fórmula) necessária e quantas vezes ao dia ela deve ser tomada. “É combinado um prazo para a próxima consulta, na qual a devolutiva (narrativa) do paciente indicará como o floral está atuando em seu processo de transformação pessoal. Não há uma fórmula eterna para uma pessoa, pois além da personalidade, é considerada também a fase pela qual ela está passando”, completa a terapeuta Sílvia.

Já quanto à ingestão do floral, Sílvia explica que, além da via oral, os florais podem ser ofertados às crianças de outras maneiras. “A mãe pode tomar o floral e amamentar o bebê, ou então pingar algumas gotas em volta do bico do seio antes da amamentação. Ela também pode aplicar gotas nas têmporas, nos pulsos e atrás das orelhas do bebê, ou ainda na água do banho dele, ou vaporizar um spray no ambiente (algumas gotas de floral diluídas em água)”.

 

Quando o floral pode ajudar

A terapeuta floral Sílvia Bacci explica como o floral pode ajudar todos em casa:

Para os bebês

“Em diversas situações, desde o alívio para o trauma do nascimento à adaptação do bebê ao novo ambiente. Há florais que ajudam a atenuar as cólicas, o choro excessivo, o sono agitado e a impaciência, entre outros. Há também florais para o bebê que se assusta facilmente e que rejeita os cuidados de outras pessoas que não sejam a mamãe. O floral pode ajudar mãe e filho para que a fase do desmame seja vivenciada sem culpa e sem a sensação de rejeição”.

Para as gestantes

“A gestação é uma fase de muitas mudanças. O floral pode ajudar a trabalhar a adaptação física, mental e emocional, desde o momento em que a gestante recebe a notícia da gravidez. Alguns sentimentos comuns são a sobrecarga e a instabilidade emocional, a agitação, a culpa, a autocobrança excessiva, o stress, a irritabilidade, a solidão, os medos, a hipersensibilidade, entre outros. Os florais resgatam o equilíbrio da gestante e contribuem para aumentar sua autoconfiança, o que pode ajudar muito no trabalho de parto. Eles também são utilizados na recuperação pós-parto, para ajudar no processo de cicatrização”.

Para as mães, no pós-parto

“Combate o esgotamento, a depressão pós-parto, reduz o medo de errar, a culpa, a preocupação com o trabalho durante a licença maternidade e a hipersensibilidade aos palpites, entre outros sentimentos. Ele pode ajudar na adaptação à nova rotina com o bebê e na recuperação da autoestima da mãe, por causa das mudanças no seu corpo”.

Para os irmãos

“Podem ajudar a amenizar a sensação de carência e rejeição, ciúme, raiva e a regressão a etapas anteriores do desenvolvimento”.

Para o pai

“Os florais ajudam em relação ao esgotamento físico, à insegurança para cuidar do bebê e para lidar com a culpa por estar focado no trabalho, na época do nascimento do filho”.

 

Preparação e cuidados no uso

Ainda hoje, os processos de preparação dos florais seguem os ensinamentos do Dr. Bach. Um deles consiste na captação da energia das flores, mergulhando-as por três horas em uma cuba de cristal com água pura da fonte. O outro consiste na fervura das pétalas e ramos das flores por 30 minutos, em recipientes especiais. “Esses processos visam preservar a informação energética contida nas plantas, a fim de que ela atue no campo vibracional do paciente. Por essa razão, evite deixar o seu vidro de floral junto a aparelhos eletrônicos, como microondas, notebook e televisão. Na bolsa, procure colocar o vidro o mais distante possível do celular”, ensina Sílvia.

Por se tratar de uma fórmula individual, elaborada levando em conta as características e o momento de vida de cada pessoa, o floral nunca deve ser compartilhado. O que é indicado para uma mulher em depressão pós parto pode não ser o ideal para a melhor amiga dela, pois as causas de cada depressão não são as mesmas. Como dizia o Dr. Bach, devemos tratar o paciente e não a doença. Mais um cuidado é em relação à validade, pois o floral também tem tempo útil e é preciso ficar atento a esse prazo no rótulo. Além disso, é essencial ter o cuidado de não encostar o conta-gotas em nada (nem na boca), pois, se isso ocorrer, todo o conteúdo do vidro poderá ser contaminado. Se encostar, não deixe de lavar.

 

Existem contraindicações?

Se o paciente estiver fazendo uso de remédios da medicina alopática, Sílvia explica que não há contraindicação para administrar o floral junto. “Se o medicamento for incompatível com o brandy (remédios tarja preta), basta escolher um dos outros conservantes”, aponta. O brandy que ela se refere é o conhaque, em que a essência é diluída no floral. Mas existem outros conservantes utilizados, como glicerina vegetal e vinagre de maçã.

Agora, em relação aos remédios homeopáticos, a indicação é que os florais sejam usados em fases de intervalo nesse tratamento. “O ideal é não tomar florais e remédios homeopáticos ao mesmo tempo, pois ambos tratam do físico, do emocional e do mental simultaneamente e isso pode dificultar a avaliação dos efeitos positivos de cada tratamento”, afirma Sílvia.

 

Para quem desejar mais informações sobre os florais, deixo o contato da Sílvia –  bacci@uol.com.brhttps://www.facebook.com/astrologasilviabacci




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