Coisas para pensar antes de escolher a escola do seu filho

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Outro dia estava conversando com uma amiga sobre a escolha da escola dos nossos filhos. Já pararam para pensar como esse é um assunto complicado, com muitos fatores a serem levados em consideração? Durante nossa infância, era muito comum que os pais colocassem os filhos no colégio mais próximo, sem grandes preocupações com o conteúdo a ser apreendido. No máximo, escolhiam entre uma e outra instituição mais tradicional ou “alternativa”. Naquela época mal se falava em metodologia de ensino, quanto mais sobre bilinguismo!

Hoje vivemos uma situação completamente diferente com nossos filhos. Eu, por exemplo, me pergunto quais serão as profissões que ainda nem existem, e que Catarina terá a sua escolha, quando chegar a hora de optar. Universidade? Mas onde? Aqui no Brasil no exterior? Em um mundo globalizado como o nosso, difícil saber quais serão as habilidades necessárias para um bom desempenho profissional. Por isso adoro conversar sobre o assunto – assim vou ampliando meu campo de visão, para estar mais certa das escolhas que faço para a pequena.

Por isso pedi a Janice Leroux, Diretora Acadêmica Adjunta da Maple Bear, escola canadense bilíngue presente em todo o Brasil e em outros 11 países, para nos apresentar algumas das preocupações e mitos que as escolas mais escutam dos pais durante a escolha de uma escola para os filhos.

Vem dar uma espiadinha, que tem muita informação importante:

Infantil_Sala de Aula

Imagem cedida pela Maple Bear

Escola “de verdade” começa só no Ensino Fundamental?

Deixe de lado a ideia de que o Ensino Infantil serve somente para brincar.

Muito mais do que isso! É nessa fase que a criança desenvolverá as bases de sua relação com o aprendizado, em um modelo mental que a acompanhará por toda a vida. Por isso, as escolas devem oferecer uma metodologia sólida e fundamentada desde o início, cultivando práticas que incentivem a curiosidade, a busca por respostas e o prazer de descobrir coisas novas.

Lembre-se: todos buscamos aquilo que nos dá satisfação e evitamos tudo o que nos traz desconforto. É preciso, portanto, que a escola seja, para seu filho, fonte de desafios saudáveis, de conquistas e de um sentimento positivo em relação ao novo.

Em quanto tempo meu filho vai contar até 100?

Na primeira infância, contar até 100 até pode ser uma habilidade interessante, mas o que isso, de fato, significa? Mais que recitar os números, o que realmente importa é que as crianças possam estabelecer relações entre quantidades, valores e volumes. E isso começa com atividades práticas, concretas e divertidas antes que as crianças, de fato, avancem para o conceito abstrato dos números.

Um exemplo de atividade que faz parte do programa de matemática da Maple Bear é a construção de gráficos de barra pelas crianças, que escolhem suas frutas preferidas e as posicionam em uma grande tabela, colocada no chão. O resultado final é um gráfico que permite a elas avaliarem, visualmente, qual é a fruta preferida da classe. O que as crianças estão fazendo? Estão coletando, organizando e analisando dados de uma forma interativa, estimulante e divertida.

Essa abordagem permeia todo o ensino praticado na Maple Bear, que busca promover a construção conjunta do conhecimento, em detrimento de uma abordagem simplesmente expositiva.

Mas será que meu filho é capaz?

Acredite: as crianças não conseguem fazer tudo, mas são capazes de muita coisa.

Por isso, é dever dos pais e da escola proteger e ajudar, mas é também preciso resistir ao impulso de fazer tudo pelas crianças. O objetivo é permitir a elas assumirem a responsabilidade, dentro de suas possibilidades, pela construção do próprio conhecimento, desenvolvendo a iniciativa e exercitando a tomada de decisões e a escolha de desafios intelectuais.

A escola é parte fundamental desse processo, e deve compreender que as crianças precisam, sim, ser guiadas e orientadas, mas sempre de forma a potencializar suas habilidades e talentos, sem coibir sua curiosidade e iniciativas.

Somente assim as crianças desenvolverão a autonomia e a segurança que permitirão a elas adaptarem-se às muitas mudanças que encontrarão ao longo da vida.

Se meu filho errar, ele vai levar bronca?

Não há sucesso que não seja permeado por tentativas infrutíferas, hipóteses não confirmadas e experimentos fracassados. Importante mesmo não é o erro em si, mas a postura da escola e do aluno frente a essa circunstância.

Uma cultura escolar que simplesmente pune o erro tende a não ser bem-sucedida na formação de estudantes resilientes frente aos obstáculos que encontrarão ao logo da vida.

O erro deve, portanto, ser percebido como parte do processo de aquisição de conhecimento, e isso está intimamente ligado à ideia de perseverança, isto é, de tirar do insucesso todos os seus frutos, em benefício de uma nova conquista intelectual ou acadêmica.

É preciso destacar que, na Maple Bear, os alunos não temem o erro, mas tampouco contentam-se com ele: os estudantes compreendem que errar é um aprendizado, e parte fundamental de um processo em direção ao conhecimento e ao sucesso.

Escola Bilíngue funciona?

É sim verdade que as crianças, no Ensino Infantil, possuem condições para apropriar-se com mais facilidade de um segundo idioma.

E é também verdade que dominar o inglês representa a abertura de muitas novas oportunidades pessoais, acadêmicas e profissionais no futuro. Afinal, não é raro encontrarmos adultos que experimentaram, na falta de proficiência em inglês, um obstáculo para a realização de seus objetivos.

Porém, é preciso destacar que “Bilinguismo”, no caso da Maple Bear, português e inglês, não significa somente falar o segundo idioma; significa também pensar nesse segundo idioma, navegando de forma confortável e natural em ambientes onde tanto o português quanto o inglês são utilizados.

O Canadá é um país com dois idiomas oficiais – o inglês e o francês – e é pioneiro no desenvolvimento do ensino bilíngue, que começou a ser implementado em escolas do país há mais de 5 décadas. Em todo esse tempo de experiência, os educadores canadenses descobriram que o aprendizado por meio de imersão, com metodologia e programa desenvolvidos para potencializar as capacidades das crianças, é o que apresenta melhores resultados.

Na Maple Bear as crianças aprendem o segundo idioma da mesma forma como aprenderam o primeiro. Mas não basta simplesmente cercá-las do segundo idioma. É preciso contar com um programa sólido, capaz de proporcionar as situações e motivações para que o idioma seja mais rapidamente assimilado.

Eu já comentei sobre a Maple Bear Global Schools nesse post. E se você quiser mais informações sobre a metodologia e a escola mais próxima a você, clique aqui e agende uma visita.selo




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Comentários (3)

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  1. Paula disse:

    A Maple Bear de Florianópolis tem uma estrutura de lazer quase zero, um brinquedo em ambiente fechado e outro num aberto, os dois minúsculos.Como uma educação infantil sem o brincar?????Isso me desestimulou mto e olha que estava mto interessada na escola.Outra coisa a escola e toda fechada, parece um apartamento.Cade o ar livre?Ah sim, tem uma quadra do tamanho de uma sala de estar.Acho que se isso fosse revisto, daria outra cara a escola.Nao adianta um ensino top bilingue, sem estrutura.

    • Viviane disse:

      Nao sei acredito que brinquedo voce pode levar seu filho em apenas 4horas que eles ficam na escola nao é necessario e nem tempo para isso eles tem. Amooo a escola do jeito que ela é idealizada.

  2. Aline disse:

    De fato a escola e otima, tenho filhos na unidade de Indaiatuba. O ensino e otimo, as criancas falam ingles com muita naturalidade. Realmente este proposito e cumprido com excelencia.
    Mas nem tudo e flores… Em se tratando de criancas entendo ser importante ter um bom play, espaco para pratica de atividade fisica, esportes, e é fato que eles nao se importam muito com a estrutura externa, explico; a sala de aula por si e muito boa, didatica… Porem o play e muito pequeno, sem espaco para pratica de esportes, esta unidade de Indaiatuba nem mesmo tem uma quadra, apenas um gramado sem nenhuma sombra ou area coberta, dias de chuva as criancas ficam confinadas dentro da sala, o que acho lamentável, e isso nao parece ser uma preocupacao para os donos em melhorar, querem apenas expandir para receber novos alunos.

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