Natação para bebês: o que você precisa saber antes de colocar seu filho

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Quando Catarina era bebê, uma das primeiras atividades físicas que pensei em apresentar a ela foi a natação. Mas como a pequena desenvolveu problemas respiratórios por volta de um ano de idade, seu pediatra recomendou que eu esperasse até que ela completasse três anos de vida (no mínimo). Acho que essa é uma informação interessante para compartilhar – afinal, em geral acreditamos que as coisas funcionem justamente ao contrário, não é verdade? Eu mesma acreditava que todo bebê asmático deveria ir para a piscina, mas o que aprendi foi que o trabalho respiratório que essa atividade proporciona, e que de fato é efetivo para a melhora da doença, só acontece quando a criança é mais velha, e tem maior capacidade de treinar sua respiração. Até lá, o cloro da piscina (naquelas que ainda são tratadas com essa substância química) e as variações térmicas (que acontecem ao entrar e sair da água) podem propiciar o aparecimento de alergias e resfriados, fatores desencadeantes de uma crise asmática.

Mas se esse não é o caso do seu filho, saiba que a natação possui inúmeros benefícios para o organismo do bebê. Essa pode ser, inclusive, a primeira atividade esportiva para seu filho praticar (antes mesmo de completar um ano) – e o melhor: com sua participação. Isso porque o pequeno precisa se sentir seguro no novo ambiente, e não há pessoa melhor para oferecer segurança e conforto do que a mãe ou o pai, não é mesmo?

Quer saber mais sobre a prática? Então veja abaixo todos os detalhes de como a natação pode ser agregada à rotina do filhote:

Imagem: 123RF

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A idade ideal

A faixa etária indicada para colocar a criança na água é muito variável. A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é a partir dos 6 meses de vida, pois nessa idade o pequeno já terá tomado boa parte das vacinas (estando bem imunizado) e o duto do ouvido estará bem desenvolvido, o que diminui o risco de infecções. Mas quem poderá dar a indicação certeira de quando é ideal começar a atividade é mesmo o pediatra do seu filho (até porque, se o pequeno apresentar alguma doença respiratória ou de pele, pode ser que a natação não seja a atividade mais indicada para ele).

Ficou com medo de colocar o filhote tão novinho na piscina? Pois vale lembrar que desde a gestação o bebê está acostumado com a água (por ficar dentro de uma bolsa cheia de líquido amniótico, na barriga da mamãe) e que isso é um ponto favorável para que ele se acostume a nadar desde pequenininho. Mas, claro, há também aqueles que estranham: por isso é fundamental a mãe ou o pai oferecer colo e estar junto com a criança o tempo todo.

 

Como é a aula

Durante as aulas de natação, um bebezinho não vai aprender as modalidades de nado. O que ele executará são atividades mais simples, para treinar a coordenação motora, a agilidade e a resistência cardiorrespiratória. As aulas costumam variar entre 30 e 45 minutos (não mais do que isso, pois as crianças muito novas não se concentram em uma mesma atividade por muito tempo) e durante esse período o pequeno aprenderá a bater as pernas e os braços, fazer movimentos embaixo d’água e até mesmo a mergulhar (inclusive, pesquisas afirmam que bebês de poucos meses fecham a glote automaticamente quando colocados embaixo d’água, como uma resposta natural do organismo. Mas, como a ideia de mergulhar uma criança logo de cara pode assustar alguns pais, tenha sempre o acompanhamento de um profissional para indicar a atividade com segurança).

Na aula, também são colocados brinquedos na água para os pequenos pegarem (um dos exercícios é jogar algo a certa distância e carregar o pequeno para agarrá-lo) e eles têm contato com outros bebês, o que estimula a sociabilidade.

 

Cuidados antes e depois da aula

Enquanto estiver procurando um estabelecimento para fazer as aulas, atente-se às condições dos locais: quais produtos são usados na piscina (hoje existem piscinas tratadas com sal e ozônio, substâncias bactericidas e menos agressivas do que o cloro e que são mais indicadas pela maioria dos pediatras), qual a temperatura da água (a mais indicada para bebês é entre 29 e 30°), a frequência de limpeza, etc. Outra precaução é checar se há um espaço com supervisores para deixar o filhote, enquanto você toma banho ou se troca antes e depois da aula (na prática a grande maioria das mães acaba dando um jeitinho e se vira para trocar o bebê e se trocar ao mesmo tempo). E se a infraestrutura da escola é bacana (oferece banheira infantil, chuveirinho, por exemplo).

Encontrada a escola ideal, é hora de fazer a mala de natação: se ainda não tiver segurança de que o pequeno não fará cocô durante a aula, não deixe de usar fraldas especiais para piscina (as normais absorvem muita água e podem dificultar os movimentos da criança). Também não se esqueça de toalha e/ou roupão para vocês dois, troca de roupa, produtos de higiene pessoal e ainda, se quiser, brinquedos para distrair o filhote durante o banho. Se a academia for longe da sua casa, também não deixe de levar algo para o pequeno comer, pois a natação estimula o apetite (por isso, amamente – ou alimente – logo ou pouco depois da aula).

 

Outros benefícios

Além dos já citados, a oportunidade de passar um tempo com o filhote dentro d’água estimula o contato e a aproximação entre os pais e o bebê (lembrando que o vínculo é formado especialmente até os dois anos) – um benefício imenso, não é? Sem contar que a natação ajuda a relaxar não só o filhote, como também a mãe (ou o pai), e ainda auxilia no desenvolvimento das noções de espaço e tempo do pequeno. E mais: a atividade pode ajudar no tratamento de problemas respiratórios (sempre com a indicação do pediatra, pois ele saberá dizer o melhor momento para o início da atividade, nesse caso) e ajudar os pequenos a terem uma ótima noite de sono (as mamães agradecem!).




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Comentários (2)

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  1. Cristina Ribeiro disse:

    Bom dia!

    Qual a idade da sua filha quendo iniciou as atividades de aprender outra lingua?

    Muito obrigada,

    Cristina

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