Amor de mãe é à primeira vista?

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Recentemente recebi um e-mail emocionante de uma leitora, que acabara de ter seu primeiro filho. Lá ela contava a grande emoção que sentiu depois do parto, em ver pela primeira vez seu bebê, seu dia-a-dia, o cansaço das noites mal dormidas, a dor da amamentação. E dizia que tinha imaginado a chegada do bebê em casa de outra forma, como um momento de felicidade suprema. “Se há amor, como sentir falta da vida que se levava? Como desejar uma hora do dia para fazer suas próprias coisas sem pensar no papel de mãe?”. Essas e outras questões nossa leitora levantou, e encerrou o e-mail me perguntando se amor de mãe é à primeira vista. O que me fez lembrar desses dois anos em que tenho minha filha Catarina ao meu lado.

Imagem: 123RF

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Não se espantem com a minha resposta, mas eu diria que no meu caso, o amor não foi à primeira vista, não. Claro que o momento em que se tem o bebê nos braços pela primeira vez é um dos mais emocionantes que se pode viver na vida. Claro que já existe uma conexão entre mãe e filho imensa, que faria você ir ao fim do mundo por esse filho. Mas amor mesmo, eu acho que é outra coisa. É a entrega completa, e ficar feliz com a felicidade do outro, é descobrir a beleza da vida nos olhos do outro. E isso, comigo, aconteceu com o tempo. Posso dizer que a maternidade me ensinou a amar, e que esse aprendizado aconteceu em cada carinho, em cada gesto, em cada dia em que estivemos juntas.

Outro dia uma amiga que tem dois filhos me disse que não havia sentido amor à primeira vista pelo primeiro filho. Que o amor tinha chegado da mesma forma, de mansinho, tomando conta de tudo. E segundo ela, depois que se aprende a amar de fato, é fácil sentir o mesmo amor verdadeiro pelo outro filho, logo depois do parto. Porque aí seu coração já está aberto para o amor. E com você, como foi? O amor de mãe foi à primeira vista? Deixe seu comentário!




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  1. As 10 fotos que você precisa tirar no primeiro dia do bebê : Mil dicas de mãe | 10 de março de 2014
  1. Comigo foi igual. Acho até estranho essas mães que dizem que logo após o parto foi tudo mágico e lindo.. Por Deus, a gente fica acabada… Hehehe.

  2. Mônica disse:

    Meu filho chegou com 8 meses de idade (é nosso filho do coração) e o amor que sentimos ao olhá-lo pela primeira foi indescritível, principalmente pelo tempo que esperamos por ele. E neste 1 ano que ele está nas nossas vidas (hoje ele está com 1 ano e 10 meses)percebemos um amor inimaginável, de entrega, de felicidade, de ver a beleza nos primeiros passos e nas primeiras descobertas. Um amor que vem crescendo cada dia mais….E é assim, amor se faz no dia a dia, no convívio, nas descobertas, no choro e na dor, AMAMOS nosso filho!!!

  3. Daniela disse:

    Ní, comigo foi muito doido (como não poderia deixar de ser, né?)…
    Eu tive a Laura de cesárea e a achei muito esquisita quando nasceu. É claro que temos aquele amor já da gestação, já queremos proteger e sabemos que aquele bebê é nosso,nossa responsabilidade, mas falar que eu fiquei apaixonada… não. Achei que ela era muito diferente do que eu imaginava e essa sensação foi muito estranha!!
    Apesar de tudo, é claro que eu a amava muito e sentia falta dela quando a levavam para dormir no berçário. Eu não queria me desgrudar daquele pedaço de gente, como se ela dependesse do meu cheiro para sobreviver. Mal sabia que eu dependia do cheiro dela para sobreviver….

  4. Patricia disse:

    Eu concordo plenamente. Claro que brota um sentimento doido, enorme, ao termos o filho nos braços. Mas amor, amor meeesmo, esse tal de amor de mãe, ele vai brotando surgindo, crescendo. E não tem limite. A cada dia, acho que amo mais minha filha, que só tem 6 meses. Imagino que um dia eu vá explodir de tanto amor, se continuar assim. O amor é construído. O que faz dele ainda mais bonito e mais importante!

  5. Meu amor de mãe ,é eterno , não morrerá nunca. Ninguém vai tirar de mim nunca.

  6. Isabel Cristina Bastos disse:

    Eu me sentia até culpada por não sentir "aquele amor todo" que nos contam! Os três primeiros meses são muito complicados. A criança não interage, se está tudo bem, dorme, se algo está errado, chora. Minha filha não teve cólicas e mesmo assim o início foi difícil, não teve nada de mágico, teve muito trabalho e muito cansaço, cuidados, a insegurança… Hoje com seis meses tá tudo lindo, ela sorri, me reconhece, brinca… E sinto que o amor só vai crescendo!!

  7. Mayara Garcia disse:

    Me senti exatamente igual ao texto acima .Me perguntava onde estava o amor que teria que sentir e não sentia. Mas ele veio aos poucos e agora transborda por todos os lados.Acho que no começo não sentimos pois, há tantas emoções misturadas, preocupações .As vezes me pego me sentindo culpada por não ter sentido este amor que todos falavam e queria sentir e não sentia .

  8. Meu Deus , fiquei impressionada. Ainda bem que não sou a única. Eu também sentí isso, e até hoje exatamente me sentia a pior das criaturas. Hoje estou mais aliviada, ia até me confessar pois achava que isso era pecado. Graças à Deus vem crescendo a cada dia meu amor pela minha filha, e até choro, quando falo isso, mas não me imagino mais sem ela. Ela é tudo, razão de tudo em nossas vidas. Tudo que faço é pensando nela e no melhor para ela.

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