Ei, culpa materna, hoje não! Estamos comemorando nossos acertos

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Nós, mães, carregamos a tal culpa materna pra cima e pra baixo. A levamos nas costas, no colo, arrastada, pegando pela mão, de cavalinho e, às vezes, até disfarçada, pesando só um tiquinho, mas ainda presente. Nos acostumamos tanto com a sua (desagradável) companhia que, em muitos momentos, nem a enxergamos mais. Mas, chega, já passou da hora de essa história mudar! Mães, não se esqueçam: para cada erro nosso, existem incontáveis acertos, e é para eles que nós precisamos olhar.

Sim, muitas vezes nós falhamos, nós não damos conta, nós liberamos o que não era para liberar, fingimos que não vemos o que sabemos ser errado, reproduzimos comportamentos com os quais não concordamos. Mas por que faríamos diferente? Afinal, somos, acima de tudo, humanas. Diante da nossa imperfeição, em vez de encará-la com naturalidade, caímos na besteira de fazê-la crescer, acreditando na terrível armadilha de acharmos que merecemos mesmo que nos apontem milhares de dedos.

culpa materna

Imagem: 123RF

Não, culpa materna, pode sair pra lá! Hoje nós vamos lembrar o quanto somos incríveis: cuidamos, gestamos, parimos, cuidamos, nutrimos, amamentamos, cuidamos, consolamos, nos doamos, ninamos, acalentamos, ensinamos, cuidamos (já dissemos isso antes?)… Damos tudo o que temos – corpo, mente, emoções, tempo e energia – para fabricar e conduzir os seres que fazem a roda do mundo girar. Somos peças fundamentais para sustentar a sociedade inteirinha. Fazemos tanto que, no meio do caminho, tantas vezes confundimos a rota e nos esquecemos de nós. Então, culpa materna, você precisa começar a entender que anda espaçosa demais e que é hora de se mancar.

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Ser mãe é viver em uma gincana interminável, que exige tomada de decisões o tempo todo. Nessa incomparável jornada, conviver com a possibilidade do erro faz parte do pacote indigesto que temos de engolir. Exatamente por isso é que precisamos parar de jogar luz sobre as nossas falhas. Sim, elas existem e é saudável que a gente queira acabar com elas e evoluir. Mas, exaustas e sem forças de tanto carregar a pesada culpa materna, fica difícil demais caminhar para esse destino. Então, pode ir embora, culpa materna, que a gente não aguenta mais você!

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